segunda-feira, 29 de abril de 2013
Lembrança de 9 meses replectos de Síncopes atoladas de sonhos.
(espero que ninguém tenha paciência para ler isto ahahaha) Enfiim.. <3 nbsp="">3>
Já viste o calendário hoje, meu amor? No telemóvel, no computador, por vozes imensas e desmedidas neste mundo silenciosamente estridente.. Já viste? Já ouviste? Já te apercebeste? O dia que tanto falávamos, chegou. O dia que o A tanto nos relembrava como sendo ''a derradeira prova que nos tínhamos portado bem naquelas duas horas e meia que desaparecemos ahahaha''. Vendo bem, foi um pouco suspeito para quem observasse de fora, não? Ora recorda, depois de me teres mandado um beijo em pleno palco, me teres abraçado em cima do palco ao reconheceres a tua vitória e ao chegar lá fora nos agarrarmos um ao outro como se fosse o último dia que nos fôssemos ver... depois de estarmos cerca de meia hora a falar quando a multidão te queria toda a ti... Depois de tudo isso, em plena entrada do Estúdio, em plenas 2h30 da manhã, de mão dada e a correr, dois loucos ansiosos por algo que nem eles próprios sabiam o que era, mas que fazia os seus corações correr uma maratona, os seus olhos brilharem como diamantes, as suas mãos e pernas tremerem como se estivessem temperaturas negativas e as suas respirações se tornarem mais ofegantes que depois de uma apneia. Ver esses dois sonhadores correr em busca de um sentimento que ainda desconheciam, mas que descobririam mais tarde, devia ser engraçado de se ver. A correrem e a rirem alto, de olhos postos um no outro, e com as mãos unidas com os seus 5 dedos entrelaçados aos do outro.. devia ser engraçado vê-los assim quando era suposto das três uma.. ou ele estar com a família e ela com a dela, ou ele estar a caminho do Hotel e ela de casa, ou até ele a tirar fotografias com a multidão que restava e ela a observar ou a juntar-se... Deve ter sido engraçado para os outros quando nos viram, não deve? Nós bem ouvimos os risos, meu bem. Naquela noite em que escolhemos outra opção... Eu contigo. Tu comigo. Os dois juntos. Simplesmente. Devo dizer que foi mágico. Foi calmamente intenso e ao mesmo tempo intensamente calmo. Foi perfeito. Ali, 2 horas e meia, até às 4h da manhã, com uma montanha de gente à tua procura e os meus pais, a C, a I e a M a quererem ir para casa, e nós ali. Nem sonhavam onde estávamos e muito menos que estávamos juntos. Lembro-me perfeitamente. Estava com frio por só ter a tua t-shirt e o top a cobrirem-me o corpo, por ter deixado a camisa na mala. No entanto, não o quis expressar. Nem precisei. Num movimento delicado e simples, tiraste o teu casaco e vestiste-mo, ficando apenas com aquela camisa preta com as mangas arregaçadas a cobrir-te. Chamei-te louco e disseste de rompante ''Louca és tu. Precisas mais disto que eu. Deixa-me vestir-to. Não podes ficar doente.'' Eu deixei, obviamente, mas disse logo que eu não podia ficar doente mas tu podias e que óptima lógica que tinhas. Ficámos um tempo a olhar um para o outro e logo rimos honestamente. Houve um momento de silêncio e disse ''Vá, toma o casaco, ainda te constipas, a noite está fria''. Gozaste comigo por estarmos no Verão e logo te toquei no braço para te provar o quanto estavas frio. Aí disseste, ''eu resolvo isso'' e logo me abraçaste. Não sei quanto tempo ficámos assim, mas assemelharam-se a horas, tal como aquelas 2h30 se assemelharam a dias e tal como estes meses se assemelham a anos. A uma vida. Enfim, e ali estávamos, imóveis, unidos, cúmplices. Envolvidos naquele momento só nosso, irrevogavelmente nosso. Passaste as tuas mãos no meu cabelo, acariciando-o. Logo me envolveste nos teus braços e me apertaste contra ti com a força que tinhas naquele momento. Colaste-me de tal modo a ti, que sentia o teu coração, quase tão acelerado como o meu e a tua respiração, quase tão ofegante como a minha. Logo me passaste as mãos na face, me ergueste a cabeça na tua direcção, me deste um beijo na testa e sorriste. Aquele fora o sorriso mais belo, mais sincero, mais genuíno, mais mágico que eu já houvera visto até àquele momento. Fiquei com ele na memória de tal modo, que ainda hoje o visualizo como se estivesse a repetir esse momento tão único. Olhei-te nos olhos e vi que também tinhas fixado os meus. O teu olhar era profundo, enigmático, relaxante e simultaneamente intenso. Tinha um toque de magia muito próprio e transmitia-me eternidade, esperança e um sentimento único que eu não sabia (nem sei) denominar. Já me disseram que é amor. Será que é mesmo? Havemos de saber. Enfiim, e assim ficámos 2h30min, a falar dos assuntos mais banais até aos maiores segredos da nossa existência, desde momentos felizes, a infelizes e até a alguns euforicamente divertidos e peculiares. Falámos do que gostávamos, do que não gostávamos, de preferências, de sonhos, de expectativas.. de tudo. Rimos imenso nessa noite. Também derramá-mos umas lágrimas pelo canto do olho. Por vezes, ficávamos em silêncio, apenas abraçados, ou a fixarmos os olhos um no outro. Sussurrámos ao ouvido um do outro palavras que nunca diríamos em voz alta. Brincámos como duas crianças felizes. Sorrimos com os lábios e com os olhos. Vivemos. Sentimos. Estávamos juntos naquilo. Foi como disseste... ''Parece que já nos conhecemos há anos. É estranho, mas real. Nunca me tinha acontecido com ninguém.'' Eu concordei, obviamente, já que comigo era o mesmo, ou até mais, embora não o quisesse demonstrar. Sentia-me completa a teu lado, algo que já não sentia há muito. Sentia-me confortavelmente feliz e nervosamente tranquila. Era esta dualidade que me fez interessar-me tanto por ti. Conheci a pessoa que és e para mim foi algo que eu não conseguia demonstrar nem explicar em meras palavras. Apenas nós sabíamos como tinha sido aquela noite. Quando chegámos à conclusão que eram 4h da manhã, percebemos que tínhamos de ir. E assim fomos. Tentei engendrar um plano para irmos separados e discretos, mas és quase tão teimoso como eu, ahaha. Senti a tua mão a agarrar a minha. Senti os teus lábios na minha testa e de seguida na minha mão. Senti-te por fim a avançar a meu lado e o meu corpo a querer acompanhar-te. Não resisti e deixei-me ir. Deixei-me levar, mesmo sabendo que iria ser estranho. Para nosso espanto, já não se encontrava lá ninguém. Apenas meia dúzia de pessoas a um canto e as nossas famílias nas respectivas viaturas à nossa espera, no entanto, fora do nosso alcance visual.
Chegámos à conclusão que o Mundo que havíamos criado para os dois, não estava vazio apenas para nós. Estava efectivamente vazio. Mais ou menos. Mesmo que desde o início do espectáculo, o Mundo estivesse totalmente desértico de qualquer vida, para os dois, exceptuando a nossa própria vida, naquele momento, estava verdadeiramente deserto. Mais ou menos, mas siim. Aquele Mundo que criámos era só Nosso. Não havia qualquer tipo de vida que pudesse ser verificada, comprovada. Não se ouviam vozes. Para além das nossas. Não se sentiam toques. Para além dos nossos. Não se viam olhares. Para além dos nossos. Não havia vida. Para além da nossa.
Mas, aquele sonho tinha que acabar. Passados aproximadamente 5 minutos de chegarmos a essa conclusão, chegara a tua hora. O táxi chegara. Tinhas de ir, infelizmente. Não queríamos, mas tinha de ser. Abracei-te fortemente porque não queria que fosses. Ali ficámos mais uns minutos a dizer palavras que nos chegavam à mente, com ou sem nexo, com ou sem significado explícito e claro... mas eram sentidas. Verdadeiras. Genuínas. Sinceras. Eram nossas, tal como aquelas horas anteriores. Pegaste-me na mão e encaminhaste-me até ao táxi. Fui atrás de ti, com um calafrio na espinha que me causava tonturas e suores frios e quentes, simultaneamente. Não te queria deixar ir, mas tinha de o fazer. Abriste a porta e pegaste-me na outra mão, colocando-me frente-a-frente contigo. Olhaste-me nos olhos e sorriste. Despontaste de imediato um sorriso genuinamente maravilhoso em mim. Era inevitável. Sentia-me como se levitasse. Podia ficar ali o resto da vida. Tinha tudo o que precisava. Tudo o que queria. Tudo o que alguma vez poderia desejar. Abraçámos-nos como se fosse a última vez e senti-te sorrir. Eu sorria, de lágrimas nos olhos. Soltámos um suspiro profundo em simultâneo e de seguida rimo-nos da situação. Conseguia sentir de novo o teu coração e a tua respiração em sintonia comigo. Ouvimos o teu nome. Era o taxista. Tinhas de ir. Agarraste-me e disseste ao meu ouvido ''Não te deixarei escapar Cátia. Isto não foi normal. É como se fosses o tudo no meu nada.'' Ouviu-se um soluço e olhaste-me nos olhos. Sim, estava a chorar. Abraçaste-me, deste-me um beijo na testa e disseste ''Até breve, mas mesmo muito breve, podes acreditar. Nunca me esquecerei disto, obrigado'' e eu permanecia intacta, com os olhos derramados de lágrimas e com um sorriso descomunal nos lábios. Querias que ficasse com o casaco, mas insisti em devolver-to. Entraste, fechaste a porta e chamaste-me, limpando o canto dos olhos. Fui até ao vidro. Mandámos beijos através dele. Fizemos corações com as mãos, dissemos ''love you'' em silêncio e foi ao ouvir o carro a 'arrancar' que entendemos que era mesmo naquele momento. Puseste a mão direita no vidro e eu (tola) também pus a direita, alterando passados uns segundos para a esquerda, para estarmos iguais, ahaha. O carro arrancou devagar e ainda o acompanhei um tempinho com a mão colada ao vidro. A uma dada altura, ganhou velocidade. Já não podia mais. Parei no sítio e permaneci ali, imóvel, petrificada e maravilhada. Olhaste para trás e fizeste os gestos habituais de corações e beijos até desapareceres. Não sabia o que dizer. Fiquei ali um tempo, mas decidi ir embora também. Durante o caminho até ao carro, chorei tanto, mas tanto, que ainda me lembro da sensação daquelas lágrimas a escorrerem-me pela face, incessantemente, sem razão aparente.
Enfiim... foi isto. À conclusão de quê, exactamente? À conclusão de que hoje é dia 29 de Abril de 2013. Fazem 9 meses que isto aconteceu. Pensar em tudo o que aconteceu depois disso...nem eu acredito, meu Deus. Eu nunca o adivinharia, juro. Bem, aquela data que todos os meses relembramos um ao outro no próprio dia ou uns depois. É hoje. E estou estranha. Disse-te que ia ser operada e dizes-me aquelas coisas absolutamente lindas... Dizes-me que a tua mãe está mal. Eu explico-te tudo e pergunto o que se passa com ela. Vês a mensagem. Não respondes. Convidas-me para o concerto. Digo-te que não posso por causa da perna mas que iria estar contigo no coração. Vês. Não respondes. Estás constantemente aqui e não me dizes nada. Nem a tua própria mãe me responde. O que é que se passa? Diz-me por favor. Estou a ficar preocupada, a sério que estou, meu bem. Preciso de ti. Preciso que me digas algo. Lá está, 'és o tudo no meu nada', por isso não me deixes neste oceano de promessas, palavras, pedidos e compromissos com os quais eu não sei lidar sozinha. Não me deixes. Eu faço qualquer coisa. Eu daria o Mundo por ti. Largava tudo. Fazia as malas e ia até onde o Mundo nos quisesse levar. Ficaria contigo. Casaria contigo. Viveria contigo. Construiria uma família contigo. Amar-te-ia. Nunca te deixaria ir embora.
Para finalizar, deixo-te com isto:
''De longe te hei-de amar - da tranquila distância em que o amor é saudade e o desejo, constância. Do divino lugar onde o bem da existência é ser eternidade e parecer ausência. Quem precisa explicar o momento e a fragrância da Rosa, que persuade sem nenhuma arrogância? E, no fundo do mar, a Estrela, sem violência, cumpre a sua verdade, alheia à transparência.''
Por isso, dá-me a mão mais uma vez e nunca me deixes ir. E com este texto, deu-me uma síncope momentânea de novo. Hoje e sempre, amo-te, lobo. *
sábado, 27 de abril de 2013
Dualidade contrastante entre a esperança e a desistência. Síncope momentânea.

Sinceramente não sei o que hei-de dizer. Talvez que estou confusa. Assustada. Com um medo de dimensões colossais a percorrer-me a alma e a arrasar-me por dentro. Estou confusa em relação a tudo. Sinto-me dividida. Ora mais inclinada para um lado, ora mais inclinada para o outro. Que caminho hei-de escolher? Diz-me. Mostra-me. Prova-me que o que dizes é verdade. Se dizes que sou importante para ti, que me amas e que não me deixas ir embora, mostra-me. Vem ter comigo. Liga-me. Deixa-me ouvir a tua voz. Amo ler o que escreves e sentir o peso de cada palavra e de cada frase que me dedicas, mas a tua presença faz-me falta. Sentir-te. Ver-te. Ouvir-te. Sentir o teu perfume. Sentir o teu toque. Envolver-me no teu abraço. Amar-te. Ter-te. Se é que alguma vez te tive ou te terei. Isto é estranho. Acredito, mas tenho dúvidas e inseguranças. Tantas. Ora fico sem resposta e com um mar de lágrimas nos olhos com o que me dizes, como sinto (eminentemente) a tua falta e penso como seria se estivesses aqui. O porquê das promessas que ainda não foram cumpridas, o porquê das omissões, o porquê de não me provares o que tanto dizes sentir. O problema é que eu tenho medo. Medo que isto seja uma ilusão. Acrescentando o facto de ter um medo terrível que na operação algo corra mal e eu não consiga andar, tenho um medo ainda maior de te perder. De te perder a ti. Só a ti. A ti. Simplesmente. E dói pensar como teriam sido estes meses se nunca te tivesse conhecido e nunca me tivesse apaixonado por ti. Sim, admito. Estou inequivocamente apaixonada por ti. Admito-o. Estou. Só não quero estar apaixonada por uma ilusão, por algo que não é real. Espero não ter razão. Vou confiar em ti. Prometo. Espero só não me magoar. Já me magoei demasiado. E eu preciso de ti, preciso mesmo. É como o A disse '' Acredita, vcs são msm almas gémeas (...) Vocês merecem ser felizes! Eu nunca vi uma história como a vossa juro! (...) A sério, vão fazer 9 meses e a vossa história continua de pé, mesmo havendo todas as adversidades que efectivamente existem. Pensa nisso. Porque será? Porque o amas. Porque se amam. Porque finalmente posso dizer que o vejo a amar alguém q por acaso és tu. Confia nele e em mim.'' Isto faz-me pensar. Será verdade? Penso que nunca estive tão confusa como neste preciso momento. Eu dava o Mundo por ti, mas não sei se era esse mesmo Mundo que tu dizes que davas por mim... Eu daria tudo mesmo, meu amor.
'Acredito que na vida tudo tem um porquê e que nada é por acaso. Acredito no amor à primeira vista e que o para sempre existe, à nossa maneira, mas existe. Acredito plenamente no brilho de um olhar e na intensidade de um sorriso. Acredito em finais felizes. Acredito na força que as palavras têm e no sentido delas. Acredito que promessas quando são feitas devem ser cumpridas. Acredito na satisfação que sentimos ao fazer bem às pessoas que amamos. Acredito que a vida foi feita para aproveitarmos cada segundo dela, sem nos preocuparmos com o amanhã, embora muitas vezes não o consigamos fazer. Acredito que acreditar nos faz crescer, aprender e viver. Lá está, ''o sonho comanda a vida''. E sim, acredito que no momento em que te vi e estive contigo pela primeira vez, soube, indirectamente, que a minha vida nunca mais seria a mesma... senti-o. Agora, limito-me a constactar esse facto tão inequivocamente correcto que me arrebata a alma e me arrasa o coração. Acredita em mim. Marcaste-me de uma forma que nem eu mesma sei explicar.'
Bem, penso que neste momento posso afirmar que, erradamente ou não, neste momento, acredito. Tenho esperança. Acredito em mim. Em ti. Em nós. Acredito nisto. Espero estar certa. Cheguei à conclusão que me fazes feliz. Fazes desta história tão impossível e irreal, algo possível. Algo real. Algo que me faz sorrir a cada dia que passa. Posso conseguir ser minimamente feliz sem te ter perto, mas só me sinto completa a teu lado, isso é uma verdade inquestionável. Por isso, estou disposta a arriscar. Contra a idade, contra a distância, contra as situações atuais, arrisco. Contra tudo e contra todos. A teu lado sou feliz, portanto correrei atrás de ti. Ou melhor... caminharei a teu lado. Hoje e sempre. *Funny... you're ''Edward'' but you're ''the wolf'' too. Hmmm* Enfim... De memórias assim se faz o Mundo, meu amor. Ignorando a minha síncope momentânea, afirmo. Amo-te, lobo. *
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