domingo, 9 de junho de 2013
Queda. Dormêcia. Deserto. Amor. Voz. Só. (Don't) Let Her Go. Amo-te. *
sábado, 1 de junho de 2013
10 meses. Síncope. Lágrimas. Sorrisos. Amor. Momentos. Recordações. Amo-te. *
Ponderei bastante em escrever algo ou não. Ponderei se te iria escrever novamente. Ponderei se iria voltar a pensar em ti. Ponderei se iria voltar a falar contigo. Ponderei se voltaria a querer que existisse um ''nós''. Se é que alguma vez existiu. Ponderei muito sobre muitos assuntos, acredita. Tínhamos apostado com o A os 5 meses. Depois os 10. Neste momento, não faço a mínima ideia se alcançámos os 10. Da forma como os meus olhos vêm o Mundo neste momento, penso que se alguma vez chegámos (chegaste) a sentir algo verdadeiro e se alguma vez tivemos algo, já não o temos. Porque não sentes. Porque não te interessa. Porque eu não importo. Nem nada relacionado comigo. Logo, supostamente tu também não importarias nem para mim nem para ti, por estares associado a mim. Pois. Não. Só eu é que não importo. Para além do teu egocentrismo aparente só deixar que te vejas a ti e que penses em ti e nos teus assuntos, és demasiado importante para mim para não me importares. E eu sou a maior otária e a maior estúpida existente por continuar a acreditar em nós. Quando é mais que óbvio que provavelmente vives melhor sem mim. Os meus olhos estão atolados de lágrimas que se escondem enquanto o sol brilha, mas se revelam em sonhos contigo pela noite dentro. Numa realidade paralela em que tudo está bem. Em que estamos efectivamente juntos. Mas enfim. De que me serve? Não passa de um paralelismo. A realidade é bem mais dolorosa. Pergunto novamente. Porquê? Simplesmente. Porquê? Porque é que pareces ter mudado? Porque é que me parece que nunca te conheci realmente? Que tudo isto nunca passou de uma fachada? De uma mentira? De uma ilusão? Diz-me por favor porque é que todos os meus receios deixaram de ser suposições parvas e passaram a ser uma realidade torturante? Explica-me. Não te peço mais. Embora te queira comigo, neste momento só te peço respostas. Concretas. Por favor. Estás a ver a Ressaca. No cinema, suponho. Com quem estás? É com outra, não é? Eu sei que sim. É bem provável. E não. Não é ser paranóica, nem controladora e muito menos obcecada. Só que, neste momento, eu já não sei nada. Nada. De nada. O pior em toda esta situação é que eu continuo a amar-te mais que a mim mesma. Mais que ao mar. Que ao sol. Que à lua. Que às estrelas. Que ao vento. Que à chuva. Amo-te mais que ao Universo em que me encontro. Esse é o problema. Eu amo-te mais que tudo, e independentemente de tudo, sei que continuarei a amar-te. É como o A e a T disseram. ''Podem até, eventualmente, conhecer muitas mais pessoas, mas acreditem.. um amor como este, não encontram. Por isso agarrem-no. Ele não escapa, mas agarrem-no, por segurança. Se escapar, descansem. Ele volta. Porque vocês são um do outro, sem dúvida. Um amor assim não se encontra duas vezes.'' Pois. Tenho medo que me esteja a escapar e não volte, por não ser meu. Por não seres meu. Por poderes encontrar um amor assim. Se é que isto é amor. Mas garanto. Afoga-me os sentidos. Afoga-mos para eu não poder ver. Ouvir. Sentir. Amarra-me os braços. Amarra-nos para eu nunca poder fugir. Fecha-me a boca. Fecha-a. Cela-a para eu nunca poder dizer nada. Mas não me mantenhas calada. Posso estar fechada entre quatro paredes. Submersa nas profundezas do oceano. Enquanto o meu coração bater, eu irei amar-te. Nem que não possa ver. Nem que não possa ouvir. Sentir. Falar. Enquanto eu tiver forças, eu irei amar-te. Posso ter tudo como posso não te ter. Não ter nada, portanto. Mas enquanto o meu coração bater, eu irei amar-te. Prometo. Faças o que fizeres. Digas o que disseres. Eu sei que eventualmente te irei perdoar. Sou estúpida, mas infelizmente sou uma estúpida apaixonada, o que é ainda pior. Enfim. As tuas músicas melancólicas já me dizem muito mais. Já nos identifico. E isso podia ser bom. Mas infelizmente não é. Significa que estamos mal. E eu não quero isso. Não quero mesmo. Mas entende. Não é por te perdoar sempre, que podes errar como as voltas que a Terra dá em torno do Sol. Porque um dia, a mágoa pode superar o amor. E eu não quero que isso aconteça. De todo. Penso nestes 10 meses e sorrio. Como é possível? Passou tão rápido. Pois. Foram indescritíveis. Quebrámos barreiras que supostamente eram impossíveis sequer de alcançar ou aproximar. Fizeste-me tão, mas tão feliz que eu nem sequer sei explicar. Ainda me fazes feliz. Mas agora actuas por fases. Lá está. Não entendo, desculpa. Só tu me poderás esclarecer todas estas dúvidas que me arrasam. Por favor. Tem consciência. Peço-te. Reflecte. Pensa nas tuas acções. Suplico-te. Não te tornes no imbecil inconstante que tens sido ultimamente. Porque eu não quero (e espero que tu também não) que esta seja das últimas vezes que me vês dizer o que direi de seguida. Espero eu. Enfim. Parabéns a nós, meu amor. 10 meses. Por algo que para muitos é totalmente inútil. Absurdo. Impossível. Por algo que
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