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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Momentos. Nostalgia. Falta. Despida. Segurança. Dúvidas. Insegurança. Amor. Raiva. Saudades. *


Fizeste com que sentisse uma necessidade quase sôfrega de escrever. Puxavas-me constantemente para este recanto, mas o meu receio fazia-me resistir a tal ardente desejo. Como se eu quisesse fugir de ti, mas tu não me deixasses. Não havia nem há qualquer palavra bonita que me valha. Não soa a verdadeiro. Parece forçado. Tenho a mente em branco. Não consigo explicar absolutamente nada. Não sei o que dizer, o que fazer. Nada. O meu corpo não obedece às ordens da minha mente. E a minha mente tenta controlar o meu coração. Não consigo proferir palavras coerentes. Estou emergida num mar de dúvidas e perguntas sem resposta. Sem rumo. Totalmente perdida e desnorteada. Estou vazia de sentimentos positivos. Deixaste-me assim. Totalmente nua. Não literalmente, mas no sentido figurado. Deixaste-me despida de esperanças e qualquer tipo de certeza e apenas com dúvidas a cobrir-me o corpo cansado. Tenho saudades tuas. Acordo contigo no pensamento e deito-me a desejar sonhar contigo. Ao menos nos sonhos somos felizes. Preciso de ti. Mas odeio admiti-lo... Tenho saudades dos bons momentos que passámos. De míseros pormenores. Do teu sorriso. Do teu olhar. Do som da tua voz. Das tuas gargalhadas. Do teu toque. De toda a magia que te rodeia. Tenho saudades dos sorrisos que me arrancavas. Tenho saudades de te sentir. Tenho saudades do teu abraço. Do teu beijo. Do teu perfume. Das tuas palavras. Da forma como dizias o meu nome. Tenho saudades de me sentir nos teus braços. De como me fazias sentir segura. Bonita. Alguém importante. Tenho saudades dos tempos em que sabia que era realmente importante para ti. Que sentias de facto algo por mim e que farias tudo para eu estar feliz. Tenho saudades daquilo que era e já não é. Porque os tempos mudaram, o sentimento mudou e tu também pareces ter mudado. Admito que rapidamente te odeio como te amo. É algo inexplicável mas real. Parece que quiseste ignorar todo o tempo que passou e decidiste seguir em frente. Sem olhar para trás. Deixaste-me à deriva num mar de dúvidas. À beira de um precipício que poderia ruir a qualquer momento. E depois vejo-te feliz com ela. Apercebo-me que ela te faz mais feliz que qualquer outra pessoa. Que ela é muito melhor que eu e que sempre o será. Que eu tenho de me aguentar como 'a sombra dela'. Que por muito que eu não queira, tu a vais amar sempre muito mais a ela. E isso transtorna-me. Chega a aniquilar um pouco. Mas pior que isso, só o facto de parecer que eu nunca existi na tua vida. Quanto tempo esperas que eu aguente tudo isto? Mais um ano? É exaustivo ter de lidar diariamente com a tua personalidade inconstante. Com as tuas indecisões e dúvidas. Com a tua indiferença e com o facto de não te importares minimamente com aquilo que eu sinto com as tuas atitudes, esperando sempre que um pedido de desculpas resolva tudo. Antes desnudavas-me a alma e preenchias todo o meu ser. Agora, fazes-me sentir despida e vazia. A felicidade que depois me fazes sentir, é rapidamente quebrada por outra coisa qualquer que sempre aparece para arruinar tudo. Não digo que ande triste, mas entrei de novo no estado de dormência. No entanto, trata-se de uma dormência diferente. Tenho receio de tudo e a desconfiança paira em mim. Sinceramente, já não sei se te sinto em mim ou se te lamento. Sei que tudo isto que escrevo não passam de frases inanimadas e confusas, perdidas em folhas rasgadas e pensamentos dispersos. Mas... no fundo é simples. Bastava que me dissesses: vamos. E eu ia, sem pensar duas vezes. Sem olhar para trás. Fosse para onde fosse. Mas ia. E sei que estaria mais feliz que nunca. Feliz como quando estou contigo. Quando tudo está bem. Mas tal momento só se proporcionaria nos meus sonhos mais utópicos. E eu ia. Mas não vou. Porquê? Porque tu não o dizes. Porque tu não sentes. Porque tu não demonstras. Porque tu não dizes absolutamente nada e eu tenho de tolerar e aguentar esta sucessão de nadas que tento desesperadamente transformar em tudo. Só te peço que pares o que estás a fazer e que reflitas nas tuas ações. Cai na tua humildade e entende aquilo que estás a fazer. A mim. A nós. Não me desfaças em pedaços que não consegues reconstruir. Beija-me e envolve-me nos teus braços. Para de rasgar o nosso tempo. Deixa-o passar devagar e aproveita-o ao máximo. Comigo. Vamos esquecer tudo o que foi mau e vamos concentrar-nos naquilo que pode ser um bom futuro e sobretudo, um presente fantástico. Pega em mim e vamos fugir. Mundo fora. Vamos dizer as coisas mais inconcebíveis e fazer as coisas mais impensáveis. Nunca é tarde para recomeçar. Para acreditar. Tentar. Acertar. Gostava de te ver a tentar. Gostava de acreditar que tudo vai voltar a ser como era. Gostava de te poder ligar e dizer-te que o mundo é nosso e que irei sempre para onde quiseres ir comigo. Gostava que viesses ter comigo. Que sentisses o que sinto. Que lesses os meus desejos. Os sonhos que tornam as minhas noites intermináveis. Gostava que sentisses por mim o que qualquer apaixonado sente. Gostava de poder abraçar-te de novo. Sentir o teu beijo e o teu perfume. Sentir a tua pele suave e o teu toque preciso. Gostava de poder voltar a sentir que pertencíamos um ao outro. Sem ti, permaneço em silêncios que arrepiam o meu coração e a minha alma. Sem ti, fico despida de tudo o que me mantém quente. Fico sem teto. Sem chão. Sinto que me falta algo essencial. Mas afinal, não é algo. É alguém. Tu. Fazes-me falta. Porque te quero, mas não te tenho. Dava tudo para ter mais um momento contigo. Simplesmente porque preciso mesmo de ti. *

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Hm. Desabafos. Simplesmente. Amo-te. *


Ultimamente, o meu ritual é basicamente escrever frases à toa por onde quer que passe. Escrever rascunhos de textos que te quero dedicar. Palavras que te quero dizer. No entanto, no fim, acabaram por ser sempre rascunhos. Desabafos. Devaneios. Aconteceram imensas coisas nas últimas semanas. Já discutimos, fizemos as pazes. Já me ignoraste, já me procuraste. Já ri, já chorei. Já te amei e já te odiei. Como não podia falar de tudo, porque se o fizesse, isto tornar-se-ia num discurso diplomático da deprimência adolescente e não é isso que pretendo, vou tentar focar-me apenas no presente. Venho aqui com o simples intuito de mandar todas as minhas frustrações para este recanto, porque estou a chegar ao meu limite. Não será algo floreado e bonitinho, porque as minhas emoções também não estão lá muito bonitas e 'cor-de-rosa'. Vai ser grande? Vai. Confuso? Bastante. Vai ser algo que provavelmente ninguém vai perceber, mas eu percebo, as palavras e as razões para tal. Enfim. Não sei como hei-de lidar com isto, a sério que não. Porque o que eu preciso realmente é de uma prova de amor tua. Colocando a razão em primeiro lugar, admito. Preciso de atitudes tuas. Palavras? Leva-as o vento. Eu quero é atitudes! E parece estar bastante escasso. Ando a deprimir contigo e admito que me tens posto louca. Amo-te. Odeio-te profundamente. Ora me apetece esmurrar-te, ora me apetece saltar para os teus braços. Se pudesse, ia agora a Faro. Sem pensar duas vezes. Invadia a tua casa. O teu quarto. A tua cama. Todo o teu ser. Se não estivesses em casa, descobriria onde estavas e ia lá sem pensar duas vezes. Se pudesse, pegava em toda a minha raiva e fúria, magistralmente misturadas com o meu amor, saudades e confiança, e depositava tudo isso naquelas que iriam ser as melhores horas da minha vida. Eu e tu. Numa verdade tão nítida, tão simples, tão nua, crua, real, aquela junção da razão com a emoção em momentos tão intensamente destinados a acontecer. Ia cumprir o teu desejo de dia 6, bem como o meu maior desejo nestas últimas semanas. Quero-te a ti, da forma mais simples, real e despida de pudores ou preconceitos, pensamentos alheios ou preocupações corriqueiras. Só tu e eu, ali, juntos para o mesmo. Era o que queria. É o que quero. Se não sou digna de ter o teu coração, que seja digna de ter o resto, sei que chegarei ao teu coração na mesma. Sei que haverá uma réstia minha por aí, pelo ímpeto da tua alma, pelo âmago do teu ser... nem que seja daqui a anos e seja algo quase insignificante, mas eu sei que haverá algo meu dentro de ti. Mas sim, admito... por mim, podia ser a qualquer hora, num local totalmente indiferente, em qualquer circunstâncias. Não importaria e não importa. Não quero saber do que quem ler isto pode achar, mas quero estar contigo. Estar. Quero sentir a tua pele sobre a minha. O teu corpo sobre o meu. Explorar e conhecer cada recanto e contorno teu. Dar-me de corpo e alma a ti e sentir que também o fazes. Unirmo-nos num só. Ali. Naquele momento. Sentir as tuas mãos pelo meu corpo. O teu toque determinado, certo e 'perfeito'. Poder percorrer o teu corpo com as minhas mãos. Poder sentir os teus beijos desenfreados e apaixonados por todo o meu ser. Sentir que cada movimento nosso estava perfeitamente sincronizado e que juntos fazíamos algo que se aproximava da perfeição. Quero ver o teu lado mais louco. O menos decente. O mais apaixonado. O mais corajoso. Quero ver o que escondes por detrás da tua timidez e subtileza tão habitualmente adoráveis. Quero que avancemos. Quero que exprimamos o que sentimos de uma outra forma. Quero sentir-te. Possuir-te. Desejar-te ainda mais e dar uso a esse desejo ardente, mas escondido. Quero que o meu coração pare contigo. Com o teu toque. Com o teu beijo. Com todo aquele momento. Quero sentir o teu coração acelerado perto do meu. A tua respiração ofegante em sintonia com a minha. Quero sentir o teu perfume em mim mesmo depois de ires embora. Quero ter saudades daqueles momentos quentes, e saber que os iria reviver quando quisesse e pudesse. Quero ter saudades da sensação da pele a queimar com o toque e da ardência do momento num Mundo de atitudes loucas. Beija-me. Agarra-me e arrepia-me. Chama-me princesa. Sufoca-me. Sim, 'sufoca-me' com os teus braços num abraço tão apertado que me faça sentir cada milímetro teu. Loucura divina de uma morte figurada de prazer. E assim estou em fugazes loucuras. Passageiros momentos em que não sinto o tempo passar. Quero sentir que és realmente meu e que sou realmente tua (embora odeie essa ideia de posse tão usada hoje em dia). Mas sim. Quero mentalizar-me que somos realmente um do outro. Simplesmente. Quero descobrir novos caminhos e novos rumos de demonstrar o que sinto por ti e de me certificar que sentes realmente algo por mim. Quero que cheguemos ao amor. Mas também quero que cheguemos ao desejo insaciável. À loucura. Ao prazer. Àquela verdadeira união que é tão falada. Neste momento, ora te amo, ora te odeio, ora te volto a amar de uma forma louca e inexplicável. Mas eu sei que, mesmo que te odiasse, se assim me fosse permitido, não pensaria duas vezes e entregar-me-ia a ti por completo, naquele momento. Como estou agora, precisava de algo assim. Já li os teus ''Amo-te.'', já os ouvi. E não me canso. Agora, quero senti-los. Enfim, vamos esquecer que eu disse isto, era só um desabafo guardado. Sabes que sou romântica. Uma romântica incurável. Adoro o amor e todas as partes bonitas que fazem parte dele. Gosto de romantismo. Não me envergonho, gosto. Daí também ver isto como uma forma de demonstrar o que se sente e eternizar esse tal sentimento. Não sendo algo meramente físico e racional, mas com muito sentimento e emoção fundidos.  E tu sabes bem que eu penso assim. 'Quero que me estendas no chão quente e que me leves à razão.' Por isso, ignorando a minha deprimência mais recente, estou e sou feliz. Também com o que temos. Espero que tu também. Apesar de tudo, amo-te. *

domingo, 14 de julho de 2013

*Suspiro. Meu deus.*

Já agora, muitíssimo obrigada por me teres avisado que estavas cá. Até me semi-arrependi do que escrevi há uns minutos. Deves passar cá a noite. Hmmm pois..... Juro-te, às vezes tens com cada uma, por amor de deus! A sério?! Ugh. Bem que apostei com a Andresa. Pelos vistos temos razão. Já nem sei no que pensar. Enfim, não me vou chatear. Diverte-te aí, aproveita muito.. ah, e cuidado com o álcool, como sabes não te faz bem, sweetie ;) *

domingo, 9 de junho de 2013

Queda. Dormêcia. Deserto. Amor. Voz. Só. (Don't) Let Her Go. Amo-te. *


Desde ontem que o meu estado piorou. Voltei à dormência. Estou calma. Tranquila. Relaxada. No entanto, sei que no ímpeto de toda a minha existência, da minha alma, do meu coração, do meu ser, há um vazio enorme repleto de dúvidas e incertezas. Eu não o vejo e não o sinto, mas entendo que esteja presente. Sufoco. Desespero. Sinto-me perdida. Não estás comigo. Já não se trata de algo exclusivamente físico. Não estás comigo. Deixaste-me sozinha. Totalmente só. Sem rumo. Neste deserto em que me encontro, cada grão de areia lembra-me de ti. De nós. Até de mim. Neste deserto, cada onda de calor faz-me recordar o som da tua voz. A qualquer volume. Com qualquer intensidade. Desde o falsete numa balada. O tom rouco após um concerto. A melodia envolvente em qualquer nota. O calmo e seguro tom quando que me disseste que um dia eu seria a tua vida. O teu tom tímido quando no meu aniversário, me disseste que me amavas. Até aos sussurros ao meu ouvido naqueles estúdios. Estúdios esses que me fizeram prever que um dia me iria apaixonar por ti. Mas não me fizeram prever que isto estaria como está neste momento. Prometeste-me que cada música que cantasses, seria para mim, e as que não fossem, eu iria perceber facilmente. Pois. Percebi que esta era para mim. ''Let her go''. Porquê? Explica-me. Quando li o título, o meu coração caíu-me aos pés. Esmorecido. Torturado. Destroçado. Desesperado. Fiquei sem palavras. Não existia no Mundo descrição nem denominação possível para aquilo. Os meus olhos expressaram o que eu não consegui. Entre os soluços, o choro e o ''estou bem'' no final, estiveram envolvidos muitos sentimentos que se preferiram esconder daquela realidade dolorosa. Só irias saber que me amavas realmente, quando me deixasses ir. Disseste-me há pouco tempo que tinhas percebido realmente que me amavas mais que qualquer coisa no Mundo. Quererá isso dizer que me deixaste ir? Ou foste tu que foste? Será que te perdi? Será que nos perdemos? Isto atormenta-me. Consome-me. Não pode ser. Eu amo-te. Mais que qualquer coisa. Será que também só me estou a aperceber agora do quão imensurável é o meu sentimento por ti, porque... te deixei ir? Porque te perdi? Custa-me pensar que possa ter perdido uma parte tão grande e intensa de mim. Que me fez crescer tanto. Que me fez viver tanto. Aprender tanto. Que fez com que me tornasse alguém melhor. Que fez com que aprendesse que o amor não conhece idade, distância, graus de reconhecimento, aparências. Que fez com que aprendesse que o amor supera tudo. Que o amor não se explica. Apenas se sente. Apenas se ama. Por ti e contigo decidi correr em busca da minha felicidade. Alcancei-a contigo. Descobri-a. Quebrámos barreiras. Diz-me que nunca te vais embora a não ser que o queiras realmente. Vem cá. Agarra-me. Leva-me contigo. Leva-me para onde quiseres. Eu fico. Pode ser aí mesmo onde estás neste momento. Cai em mim e abraça-me. Beija-me. Forja-me os sentidos. Contigo haverá sempre amanhã. Haverá sempre noite e dia. És tu o meu abrigo. Contigo tudo faz mais sentido. A vida tem mais cor. És a luz que eu não deixo que se apague. O problema é que sinto que se pode vir a apagar. E eu não o quero. E vou impedi-lo com todas as forças que possuir. Prometo. Sabes o que me entristece no meio de tudo isto? De tanto te querer acabei por ficar sem nada. De tanto sonhar acabei por acordar. E agora? Estou a cair. Dá-me a mão. Agarra-me. Agarra-me e nunca me soltes. Prende-me a ti. Encosta-me a ti e a cada traço do teu corpo. Prende a minha alma à tua. O meu coração ao teu. Mostra-me o que é a eternidade. O que é o verdadeiro amor. A verdadeira confiança. A verdadeira fidelidade. O verdadeiro desejo. Mostra-me o teu Mundo. Deixa-me entrar na tua vida. Mostra-me tudo aquilo que aprendi contigo. Só mais uma vez. Por favor. Não me deixes cair. Agarra-me e nunca me soltes. Enclausura-me em ti. Nas tuas alegrias. Tristezas. Momentos. Paixões. Ódios. Sorrisos. Lágrimas. Enclausura-me na tua vida. Deixa-me ser o teu ''sempre''. Não me deixes ir e não te vás embora. Por favor. Amo-te. *

sábado, 1 de junho de 2013

10 meses. Síncope. Lágrimas. Sorrisos. Amor. Momentos. Recordações. Amo-te. *


Ponderei bastante em escrever algo ou não. Ponderei se te iria escrever novamente. Ponderei se iria voltar a pensar em ti. Ponderei se iria voltar a falar contigo. Ponderei se voltaria a querer que existisse um ''nós''. Se é que alguma vez existiu. Ponderei muito sobre muitos assuntos, acredita. Tínhamos apostado com o A os 5 meses. Depois os 10. Neste momento, não faço a mínima ideia se alcançámos os 10. Da forma como os meus olhos vêm o Mundo neste momento, penso que se alguma vez chegámos (chegaste) a sentir algo verdadeiro e se alguma vez tivemos algo, já não o temos. Porque não sentes. Porque não te interessa. Porque eu não importo. Nem nada relacionado comigo. Logo, supostamente tu também não importarias nem para mim nem para ti, por estares associado a mim. Pois. Não. Só eu é que não importo. Para além do teu egocentrismo aparente só deixar que te vejas a ti e que penses em ti e nos teus assuntos, és demasiado importante para mim para não me importares. E eu sou a maior otária e a maior estúpida existente por continuar a acreditar em nós. Quando é mais que óbvio que provavelmente vives melhor sem mim. Os meus olhos estão atolados de lágrimas que se escondem enquanto o sol brilha, mas se revelam em sonhos contigo pela noite dentro. Numa realidade paralela em que tudo está bem. Em que estamos efectivamente juntos. Mas enfim. De que me serve? Não passa de um paralelismo. A realidade é bem mais dolorosa. Pergunto novamente. Porquê? Simplesmente. Porquê? Porque é que pareces ter mudado? Porque é que me parece que nunca te conheci realmente? Que tudo isto nunca passou de uma fachada? De uma mentira? De uma ilusão? Diz-me por favor porque é que todos os meus receios deixaram de ser suposições parvas e passaram a ser uma realidade torturante? Explica-me. Não te peço mais. Embora te queira comigo, neste momento só te peço respostas. Concretas. Por favor. Estás a ver a Ressaca. No cinema, suponho. Com quem estás? É com outra, não é? Eu sei que sim. É bem provável. E não. Não é ser paranóica, nem controladora e muito menos obcecada. Só que, neste momento, eu já não sei nada. Nada. De nada. O pior em toda esta situação é que eu continuo a amar-te mais que a mim mesma. Mais que ao mar. Que ao sol. Que à lua. Que às estrelas. Que ao vento. Que à chuva. Amo-te mais que ao Universo em que me encontro. Esse é o problema. Eu amo-te mais que tudo, e independentemente de tudo, sei que continuarei a amar-te. É como o A e a T disseram. ''Podem até, eventualmente, conhecer muitas mais pessoas, mas acreditem.. um amor como este, não encontram. Por isso agarrem-no. Ele não escapa, mas agarrem-no, por segurança. Se escapar, descansem. Ele volta. Porque vocês são um do outro, sem dúvida. Um amor assim não se encontra duas vezes.'' Pois. Tenho medo que me esteja a escapar e não volte, por não ser meu. Por não seres meu. Por poderes encontrar um amor assim. Se é que isto é amor. Mas garanto. Afoga-me os sentidos. Afoga-mos para eu não poder ver. Ouvir. Sentir. Amarra-me os braços. Amarra-nos para eu nunca poder fugir. Fecha-me a boca. Fecha-a. Cela-a para eu nunca poder dizer nada. Mas não me mantenhas calada. Posso estar fechada entre quatro paredes. Submersa nas profundezas do oceano. Enquanto o meu coração bater, eu irei amar-te. Nem que não possa ver. Nem que não possa ouvir. Sentir. Falar. Enquanto eu tiver forças, eu irei amar-te. Posso ter tudo como posso não te ter. Não ter nada, portanto. Mas enquanto o meu coração bater, eu irei amar-te. Prometo. Faças o que fizeres. Digas o que disseres. Eu sei que eventualmente te irei perdoar. Sou estúpida, mas infelizmente sou uma estúpida apaixonada, o que é ainda pior. Enfim. As tuas músicas melancólicas já me dizem muito mais. Já nos identifico. E isso podia ser bom. Mas infelizmente não é. Significa que estamos mal. E eu não quero isso. Não quero mesmo. Mas entende. Não é por te perdoar sempre, que podes errar como as voltas que a Terra dá em torno do Sol. Porque um dia, a mágoa pode superar o amor. E eu não quero que isso aconteça. De todo. Penso nestes 10 meses e sorrio. Como é possível? Passou tão rápido. Pois. Foram indescritíveis. Quebrámos barreiras que supostamente eram impossíveis sequer de alcançar ou aproximar. Fizeste-me tão, mas tão feliz que eu nem sequer sei explicar. Ainda me fazes feliz. Mas agora actuas por fases. Lá está. Não entendo, desculpa. Só tu me poderás esclarecer todas estas dúvidas que me arrasam. Por favor. Tem consciência. Peço-te. Reflecte. Pensa nas tuas acções. Suplico-te. Não te tornes no imbecil inconstante que tens sido ultimamente. Porque eu não quero (e espero que tu também não) que esta seja das últimas vezes que me vês dizer o que direi de seguida. Espero eu. Enfim. Parabéns a nós, meu amor. 10 meses. Por algo que para muitos é totalmente inútil. Absurdo. Impossível. Por algo que (como é que disseste? Ah siim já me lembro!) ''para muitos indiferente e insignificante, mas para mim (e espero que para nós) não! Temos algo inexplicável, insubstituível, apaixonante e eterno.'' Desejo apenas que tudo melhore. Maior parte do meu ser está desoladamente consciente que não me amas nem nunca me amaste e que isto nunca voltará a ser o que era (se é que alguma vez foi algo minimamente real.) No entanto, há uma parte de mim que acredita que sim. Acredita em mim. Em ti. Em nós. Em tudo até agora. Por isso acredita que isto é apenas algo que no fim, nos aproximará mais. Será? Que venham muitos mais. Obrigada por tudo. Obrigada por cada momento passado. ''Somos um do outro, inequivocamente. Sempre e para sempre'' Amo-te. *

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mil abraços para ti, meu amor. Síncope. Desejos de realidade. Nostalgia. Confusão. Amor.



Há umas horinhas abri uma página em branco para escrever algo aqui. Não sabia bem o quê. Até que, de repente, o Mundo respondeu à minha pergunta de forma totalmente inesperada. Talvez tenha sido o Karma. Talvez o destino. Talvez tu. De forma directa. Indirecta. Não sei. De repente, num rasgo de segundos, descubro que hoje é ''O Dia do Abraço'' graças a uma publicação tua. Simultaneamente, relembro que hoje fazem 10 meses que efectivamente nos conhecemos. A primeira vez que estivemos juntos pessoalmente. A primeira vez que te vi. Que te ouvi. Que te senti. Ainda relembro cada minuto. Cada segundo. Cada momento. Cada palavra. Cada abraço. Cada beijo. Cada sorriso. Cada olhar. Cada toque. A confiança. A empatia. O sonho. A realidade. O amor. A felicidade. O conforto.  A segurança. O porto de abrigo. Relembro cada momento como se tivesse sido ontem. Mas, ao invés de ficar feliz, neste momento, fico nostalgicamente triste. Porquê? Porque já não percebo nada. De ti. De nós. Até de mim, por vezes. Não me vou repetir em dizer que tanto me surpreendes como me desiludes a uma velocidade estonteante. Mas é a realidade. Infelizmente. Queria que tudo fosse como foi há 10 meses. Perfeito. Impossível e irrealmente perfeito. Simples. Claro. Agora, não sei no que pensar. Quero-te comigo. Perto de mim. A meu lado. Peço-te. Depois de me mentalizar do dia em que estávamos, o meu coração parou. A minha respiração bloqueou. Os meus olhos expressaram o que eu não conseguia proferir em palavras, deixando que quentes e salgadas lágrimas se colocassem à vista, não se deixando, no entanto, derramar. Talvez por serem incertas, tal como as palavras que eu iria proferir. Nesse momento, olho para o relógio. Irónico. 22h22min. Congelei, mas o meu corpo tornou-se num incêndio de nostalgia, dada a sua temperatura exterior e a sua confusão interior. Então, permaneceste na minha mente no resto das horas. Só queria falar contigo. Falar contigo por aqui. Ligar-te. Ao teu irmão. Para tua casa. Para a tua mãe. Para o teu pai. Para o R. Para a T. Eles haviam de te comunicar algo. Queria ir aí. A pé. De carro. De comboio. De eléctrico. De avião. De jacto. De bicicleta. Patins. Canadianas, ahaha. Queria estar aí. Perto de ti. A teu lado. A qualquer hora. Onde quer que fosse. Teria de ser contigo. Hoje, neste dia, independentemente de tudo, obviamente que preciso de ti. Aliás, mais do que nunca. Dia 29 aproxima-se. Até tenho medo. Será igual ou pior. E daqui a 2 meses, como será? 1 ano. Vais-te esquecer de mim? Ou vens aqui finalmente? Vou esperar, deambulando por ruas atoladas de sentimentos confusos, indecisos, nostálgicos, apaixonados. Pelas minhas ruas. Pelas tuas. Pelas nossas ruas. Vem ter comigo. Dá-me um abraço. Protege-me de todo o mal. Abriga-me. Conforta-me. É só isso que preciso neste momento. De um abraço. Teu. Preciso. De ti. Envolve-me nos teus braços. Faz-me crer novamente que o mundo parou para nós. Acreditar que está tudo perfeito. Deixa-me acreditar nisso enquanto me abraçares. E depois disso também. Preciso do teu abraço. Sentido. Apertado. Em que duas almas se unem numa só. Um abraço com tantas palavras escondidas. Com tantos sentimentos silenciados. Dá-me essa força que existe presa a ti. Liberta-a. Prolonga-a para a minha existência. Em cada centímetro quadrado da minha pele. Seremos um só coração. Coração esse que bate na força de duas almas apaixonadas. Com amor. Enovelados e protegidos de qualquer tempestade. Por favor. Não penses. Diz-me alguma coisa. Mostra-me qualquer coisa. Nem que sejam as palavras e os gestos mais insignificantes que existem. Irão valer o Mundo para mim. Por favor. Imploro-te. Suplico-te. Não sabes o quão estranha e mal estou. Não fazes ideia. Acima de tudo, estou enraivecida contigo, mas uma tristeza nostálgica ronda a minha alma e deixa-me permanentemente pensativa. Estou num Mundo aparte. Nos meus pensamentos, estou contigo. Aqui ou aí. Neste Mundo ou noutro qualquer. Estamos juntos. Que tal tornar esses pensamentos realidade? Diz-me que ficas comigo. Só preciso de saber isso. Independentemente de tudo o que sinto, tinha de te dizer algo hoje (já que tu não o fazes). Não podia deixar de o fazer. Mil beijos. Hoje, mil e um abraços. Enfim. Síncope. Amo-te. *

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Dualidades. Síncope. Dúvidas. Certezas. Possibilidades. Amor. Eterno. Genuíno. Será? Amo-te. *


Não vou dizer nada de especial desta vez. Aliás, não vou dizer praticamente nada. Não consigo. As palavras bloquearam ainda mais. Enclausuraram-se na minha garganta. Nos meus lábios. Nos meus olhos. Na minha mente. No meu coração. Na minha alma. Não querem abandonar o âmago do meu ser. Insistem em atormentar-me. Tal como já tinha dito, agora que tudo se estava a encaminhar... agora que eu já conseguia ver um resquício de luz no meio de toda a escuridão em que me encontrava... precisamente agora.  Teriam de me cegar ou de me vendar os olhos. Tinha de voltar à escuridão que fora dilacerada pelas minhas lágrimas e pela dureza da realidade. Realidade que eu já não sei qual é ao certo. Faltam-me as palavras. Perco-as por aí. Algures. Talvez ao virar de qualquer esquina. Algures no Centro. Algures no Sul. Aqui. Aí. Comigo. Contigo. Connosco. Com o que ainda resta de nós. Neste momento, penso que o melhor é ficar calada. Muda em silêncios que têm tanto para dizer. Em sentimentos que têm tanto para expressar. Estou de novo perdida. Começava a encontrar-me de novo. A mim. A ti. A nós. Agora? Só vejo um misto de encontro e abandono. Mais dualidades contrastantes. Explica-me. De uma vez. O que sentes por mim? Sou minimamente importante? É que... já não sei. Dizes-me aquilo tudo... e hoje estás cá em Lisboa OUTRA VEZ e não me dizes nada? Por favor, explica-me apenas o porquê.s Só isso. Porquê? Não estou a perceber, juro! Achas que se eu fosse aí não te avisava? Óbvio que avisava. Eu quero estar contigo! Pois, se calhar é isso. Se calhar não queres estar comigo. Ou se calhar ainda não estás pronto para estar comigo. Ou se calhar nunca quiseste. Nem nunca irás querer. Ou se calhar não queres estar pronto. Não sei. Não sei nada. De novo. Antes das poucas coisas que sabia era que te amava e que tu me amavas. Pois. Já nem isso sei. Já só sei uma delas. Sei que te amo mais que tudo. Que sinto algo que nunca senti por ninguém. Que o sinto por ti. Tu? Já não sei. Dizes que queres vir cá. Que queres estar comigo. Curioso. Tens vindo cá muitas vezes ultimamente. Ainda mais curioso é que ainda não estivemos, efectivamente, juntos. Eu quero-o. Muito. Compreendo-te, por um lado. As pessoas conhecem-te. Provavelmente se nos vissem, iriam pensar algo. Ou não, não sei. Mas... se me amasses mesmo, estarias disposto a isso e muito mais. Lá está. Será que me amas? Será que algum dia sentiste algo por mim? Se calhar, tens vergonha de mim. Tens vergonha que o Mundo me veja contigo. Até que é compreensível. Não sou nenhuma deusa grega idealizada e cobiçada pelas mentes masculinas. Não tenho a tua idade. Não moro onde tu moras. Não sou modelo. Não me chamo Carla. Nem Mariana. Nem nada. Sou uma miúda. Uma fã (a quem por acaso tu dizes que amas e que é a mulher da tua vida há quase 10 meses), uma mera fã. Uma admiradora. Uma criança que ainda não viveu nada. Que não sabe nada. Uma nulidade, talvez. Sim, alguém para promover a fama e uma forma de praticar o romantismo através de um suposto e talvez ilusório amor atolado de palavras também elas ilusoriamente mágicas e apaixonadas. Ainda agora demonstraste o teu imenso gosto em estar aí. ''Jamie Cullum. Tão bom x)'' Quer dizer... estás aqui e ouvir Jamie Cullum é que é maravilhoso? A sério? Eu compreendo, mas... A sério?! Sabes o que é que era bom? Que estivesses aqui. Que me deixasses agarrar-te. Beber dos teus sorrisos suaves e das tuas magias de amor. Que me deixasses saber-te real como o quão gosto de ti. Que me deixasses beijar-te os sonhos. Acariciar-te os desejos. Fazer de ti o homem mais feliz do mundo. Que me deixasses ser feliz contigo, neste misto de sentimentos e borboletas na barriga. Queria que me provasses. Que me dissesses. Que me mostrasses. Que me deixasses entender a realidade. Queria que viesses ter comigo. Que me ligasses. Que me deixasses ouvir a tua voz. Que viesses cá. Que cumpríssemos os nossos planos. As nossas promessas. Que me mostrasses o peso de cada palavra e de cada frase que me dedicas, mas em actos. Em atitudes. Queria que nos sentíssemos. Que nos víssemos. Que nos ouvíssemos. Que sentíssemos o perfume um do outro. O toque. O beijo. Que nos envolvêssemos no abraço um do outro. Nas nossas palavras. Que nos amássemos. Que nos tivéssemos um ao outro. Se é que alguma vez te tive ou te terei. Mas para isso, é preciso que venhas. Mas quando vens? Cada dia a mais é um dia que já perdeste. Que desperdiças. Que me dói. Amor. Dá-me mais um sorriso e eu fico minimamente bem. Embora deseje e anseie por muito mais, contento-me com um sorriso teu. Sincero. Genuíno. Sem ti o que será de mim? Amo-te. Diz-me que existes e vais existir sempre na minha vida. Diz-me que estás aqui e nunca te irás embora. Quero agarrar a realidade e nada mais importa. A minha felicidade és tu, por isso, quero-te a ti. A realidade somos Nós. Nós e o mundo. Quero que sejamos nós os donos do nosso mundo. Os criadores do nosso destino. Quero esta realidade e mais nenhuma. Quero-te quando acordar e não só enquanto durmo. Somos Um. Uma alma entre dois corpos. Um desejo entre dois sonhos. Um coração entre duas pessoas. Um acreditar entre duas vontades. Um sorriso entre duas alegrias. Um conforto entre duas companhias. Somos uma paixão que (supostamente) sobrevive a supostas razões. Somos um tudo no meio do nada. Somos Eu e Tu. Somos o Amor mais impossivelmente possível que eu conheço. Agora, eu quero é acreditar que este tal Amor é realmente genuíno. Pois. Não sei. Tenho dúvidas. Imensas. Mas neste momento acho que não. É genuíno da minha parte. Da tua, terás de ser tu a dizer-mo. Por isso, vá. Diz-me. Mostra-me. Dizes que sou a tua felicidade. A tua vida. O teu Mundo. Então corre atrás dela e luta. Por ela. Pela tua felicidade. Por mim. Peço-te. Estás a destruir-me por dentro. Mas eu fico bem, dentro dos possíveis. Não me deixarei ir abaixo. Não o prometo, mas vou tentar. Sinais de Síncope. Mais uma vez. Não consigo lutar contra o que sinto por ti. Amo-te. *

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Incompreensão. Bipolaridade. Esperança. Desistência. Dualidades. Dormência. Emoção. Síncopes. Amor. Verdadeiro. Eterno. *


Agora parece que isto de vir aqui escrever para ti e por ti se tornou um hábito. Já é algo que faz parte de mim. Hoje dei por mim a escrever uma das nossas frases num caderno. Assim do nada. Depois escrevi ''Amo-te''. Não me tinha apercebido até mo dizerem. Ao me deparar com aquilo, não consegui evitar nem disfarçar a estupefacção e a surpresa ao ver que tinha escrito tais palavras. Como? Ugh. Esta é daquelas vezes que não sei o que dizer. O que escrever. O que pensar. O que sentir. Mas desta vez, não sei mesmo. Sinto-me tão estranha. Nunca me senti assim em toda a minha existência. Não sei explicar como estou. Penso que não há explicação nem denominação possível para aquilo que estou a sentir. Estou tranquila. Um pouco dormente. Não sei no que hei-de pensar. Fiquei assim desde que li a tua mensagem. Ou então, desde o concerto. Se calhar foi uma junção das duas. Mas admito. Pensava que não me irias responder. Para mim, a mensagem, que me devia ter deixado feliz, pelo menos, provocou em mim uma sensação que eu até agora desconhecia. E embora a sinta fervorosamente, não a conheço. É como se a mensagem não tivesse sido para mim. É como se eu estivesse simplesmente a ler algo escrito por alguém supostamente arrependido mas sobretudo apaixonadíssimo pela pessoa a quem a enviou. Colocando tudo isto para o meu lado, já não é o mesmo. Transfigura-se. Não penso que seja possível que me ames realmente. A mim? Penso não ser merecedora de tal sentimento da tua parte. Porque não outra? Sinceramente. O que viste em mim? Não há nada para ver e muito menos para se apaixonar. Como? Daí a minha interrogação constante. Será verdade? Ou será que não passa de uma ilusão? De uma fachada? Neste momento, ainda não o sei. O choque foi tal e a suposta recuperação tão rápida, que neste momento, sinto que a minha mente apagou tanto o concerto como o texto. Tenho de me esforçar para me lembrar de ambos. Não necessito de muito esforço, mas não é algo instantâneo, como era suposto ser. Não é que eu não confie em ti. Sabes que confio mais em ti que na própria lua. Mas talvez não confie em mim. Não sei, é demasiado estranho, novo e peculiar. E é mais que óbvio que te vou perdoar, não sejas tolo. Sabes que te amo. Mais que tudo o que reside à minha volta. Ou pelo menos, mais intensamente que qualquer uma dessas coisas. Trocava todas as superficialidades deste Mundo para ficar contigo. Todas. Uma por uma. Eu não as quero. Algum dia deixarão de ter valor. Ou por muito que não percam o seu valor, nunca significarão tanto para mim como tu. Por isso, obviamente que fico contigo. Mas peço-te apenas uma coisa. Um pouco de tempo. Só para assimilar tudo. Não deixaremos de falar, óbvio. Se tiveres algo a dizer-me, diz-me, que eu farei o mesmo. Mas procura-me apenas quando precisares, muito ou pouco, mas quando precisares. Dá-me um pouco de tempo para pensar. Quero reflectir. Quero chegar à conclusão de que preciso mesmo de ti. Quero sentir ainda mais a tua falta para me aperceber do que já sei. Que realmente amo mesmo alguém e esse alguém por acaso és tu (reconheces o discurso? ahaha). Preciso de chegar a essa conclusão. Sozinha. Reflectindo. Sentido. Vivenciando. Só um pouco de tempo. Um pouco de ar. Um pouco de espaço para respirar. Um pouco de acalmia. Um pouco da brisa do mar. Sabes do que preciso? De ir àquela praia. A nossa. Ainda a havemos de ''estrear''. *como é que era? ''Havemos de ir lá. Estreá-la. No sentido de que ela irá presenciar pela primeira vez um amor verdadeiro e eterno, ao contrário dos corriqueiros e passageiros que por lá passam. Irá ser o nosso túmulo. O nosso refúgio. O nosso diário. Será a testemunha desta vida, porque acredita que um dia serás a minha.''* Preciso dela. Preciso de me sentar na areia e sentir o tempo parar por segundos. Preciso de sentir o cheiro da água salgada. Preciso de conseguir respirar fundo, sorrir verdadeiramente, ser um pedaço vivo neste mundo, que se move desalmadamente. Preciso tanto daqueles abraços que dizem mais do que qualquer palavra possa expressar. De um abraço teu. Preciso de me sentir livre, dona de mim mesma. Preciso de me saber amar verdadeiramente. Porque amar-te a ti já eu sei. Só espero que depois não me deixes. Não te esqueças que és o que me faz levantar da cama e acordar, acordar para um novo dia. Estás comigo, acordada ou a dormir. De dia. De noite. Feliz. Triste. Melancólica. Apaixonada. Preocupada. Zangada. Divertida. Pensativa. Em cada momento do dia. Temos uma ligação como ninguém. Nada nem ninguém nos irá separar. Nem ontem. Nem hoje. Nem amanhã. Nem nunca. Prometo. Tal como prometo que te amarei sempre com todas as minhas forças. Estás comigo. Mesmo que distante por quilómetros. Quilómetros que afastam os nossos lábios. O nosso olhar. O nosso coração. Pensamentos. Sentimentos. Emoções. Amor. Ficas comigo? Fica comigo. Pergunto-me o mesmo que tu. será que fui eu te perdi? Será que fui eu que me perdi? Ou será que fui eu que nos perdi? Não quero que isso seja verdade. Só de pensar, destruo-me um pouco a mim mesma. Como podes constactar, hoje a minha escrita não é das melhores. Hoje quero ser sobretudo sincera contigo. As palavras saem-me como que naturalmente, sem grande floreado e pormenor, apenas com a sinceridade que nos une. A nós e a tudo o que já passámos. A honestidade. Sinceridade. Genuinidade. Verdade. Este tempo vai-me custar. Obviamente. Sem a mínima sombra de dúvida. Mas acho que ambos necessitamos neste momento. Precisamos de sentir a falta um do outro. Falta sem ser física. Falta. Saudades. Ainda mais. Mas vais ver que vai durar pouco tempo. Um de nós há-de ceder. Eu sei. Se não fores tu, serei eu. Ou vice-versa. Só quero e peço uns dias. Uma semana. Duas no máximo *e sei que aí já estarei a morrer, mas pronto, ahaha* Quero apenas que esta dormência me passe e que volte a sentir algo por ti para além deste amor mais que inesquecível e indescritível que já se encontra mais que completo em mim. Siim, eu perdoo-te. É mais que óbvio. Mais que certo. Mas... Dá-me tempo para te perdoar realmente. Para o esquecer. Para o assimilar e colocar para trás das costas. Por mim perdoava-te já. Aliás, por vezes já estás perdoado. Mas... não sei. Vês? Não sei nada. Pareço bipolar, ahaha. Deixa-me saber algumas coisas. Ou voltar a saber. Neste momento, das poucas coisas que sei é que te amo como nunca amei ninguém nem irei amar alguém assim. Sei isso. E sei que não consigo lutar contra isso, quer queira, quer não. Não quero. Independentemente de tudo, amo-te. Afinal, o nosso amor é eterno, como dissemos. É como dizes.. Não posso passar os melhores momentos da minha vida, não posso casar, não posso ter filhos, não posso viver...Sem ti. Exactamente. Fazemos assim. Vou fazer algo que penso ser o mais correcto neste momento. Espero não me arrepender. Não me vou arrepender. Aceito. Aceito casar contigo. Finalmente aceito. Assim sabemos que ficaremos juntos algum dia. Algum dia e para sempre. Prometo. Ao menos algo que te posso prometer. Enfiim.. ignora-me. *

domingo, 12 de maio de 2013

Incompreensão total de um amor supostamente verdadeiro mas aparentemente ilusório *

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Estou desfeita. Estranha. Dormente. Juro...não sei o que dizer. Não sei o que pensar. O que sinto não consegue ser explicado nem denominado.. Choro quando oiço as nossas músicas. Quando oiço músicas que me fazem lembrar de ti. De nós. Quando relembro a tarde de ontem. Quando relembro estes 9 meses. Quando lembro cada palavra. Cada momento. Cada sorriso. Cada lágrima.. especialmente as derramadas ontem. Chorei sem parar 3 horas seguidas. Quando dei por mim, estava num estado totalmente miserável e obscuro. Aquilo que se tinha passado não me parecia real. Agora que analiso um pouco mais, ainda mais confuso, inexplicável e absurdo me parece. Como? Porquê? O que foi aquilo? Foi absurdo. Foi patético. Foi... sem palavras. Estava pessimista. Bastante. Mas longe de mim esperar algo como o que aconteceu. Aliás, eu esperava tudo menos aquilo. Havia uma grande parte de mim que achava que algo mau iria acontecer, mas havia obviamente um resquício de esperança proveniente do âmago do meu ser. Da minha alma. Do meu amor por ti. Esperava que isto não acontecesse. Aconteceu. E eu não me conformo. De todo. Eu sei que me viste no concerto. É impossível não teres percebido que era eu. Olhaste directamente para mim. Olhaste-me nos olhos, vezes e vezes sem conta. Sei disso porque não tirava os olhos de ti. Eu sorri-te, como se fosse uma menina ingénua, mas sorri-te com todo o carinho do mundo, com todo o amor que tinha e tenho, com aquele brilho no olhar tão característico teu. Supostamente nosso. Porquê estas reacções da minha parte? Porque só nós sabemos tudo aquilo que partilhámos e a força superior a tudo que dizias que nos une. Unia, talvez. Não sei. O que sei é que esperámos.. ou talvez.. esperei.. meses para voltarmos a estar juntos. Sonhávamos por aquele momento. Ansiávamos algo assim. As saudades já se tornavam insuportáveis. Iríamos quebrar a maldita distância que nos une e íamos poder desfrutar de tudo mais uma vez. Era aquilo que estávamos sempre a implorar aos céus. E quando acontece finalmente, tu fazes isto. Estamos sempre a 300km de distância, ontem estávamos a escassos metros e nada aconteceu... agora estás perto de mim e nada me dizes. Custava muito teres vindo ter comigo? Eu tentei ir, juro que tentei. E teria ido, se não fossem as dores enormes na perna. É que sabes... fui a Alcântara de canadianas. Andei para baixo e para cima à procura daquilo. Subi e desci mais escadas que na minha escola numa semana. Pois. As dores eram insuportáveis, daí ter ficado sentada. Mesmo assim, ainda me levantei para ir ter contigo. Mas nada. Da primeira vez, com as dores, ia caindo, por isso, sentei-me de novo. Como se as minhas pernas não quisessem que eu fosse ter contigo. Se calhar iria ser pior. Se calhar, irias tratar-me como uma mera fã e eu iria ter simplesmente de engolir o choro em frente a ti e aos teus amigos. Do mal o menos, preferi fazê-lo enquanto cantavas. Não me magoaria tanto. Da segunda vez, levantei-me, olhei para trás e quando volto a direccionar o meu olhar na tua direcção, já lá não estavas. Num abrir e fechar de olhos, desapareceras. Percorri todo o espaço com o olhar e nada. Sentei-me de novo, mais desanimada. Quando regressaste, levantei-me. Pois. O David tinha acabado. Era a tua vez. Porquê? Entristeci, mas não desesperei por pensar que iria estar contigo depois de cantar. Tinha de ser. Não foi. Tive de ir embora mais cedo. Enquanto cantavas, tive de engolir em seco, levantar-me, com os olhos replectos de lágrimas incrédulas. Desde o momento em que me levantei até ao momento em que saí por completo da sala, não consegui tirar os olhos de ti, na esperança que olhasses para mim. Mas tinhas os olhos fechados enquanto cantavas. Até que, no último segundo, trocámos um último olhar. Viste as minhas lágrimas. Viste a minha dor. A minha desilusão. O que eu estava a sentir. Espero que tenhas entendido. Aquele olhar foi arrebatador. Esboçaste um sorriso. Sofrido, mas era um sorriso. Era sofrido porque reconhecia aquela tua expressão de dor disfarçada. Vi gelo a derreter-se nos teus olhos. Vi um sorriso receoso, mas sincero. Não soube interpretar. Nem agora sei. Tal como não sei interpretar nada do que aconteceu.. ou do que não aconteceu. E o episódio da tatuagem.. o que foi aquilo? Siim, eu vi. Mas não senti o que lhe fizeste, porque primeiro tens que me incluir verdadeiramente na tua vida. Aí sentirei tudo o que lhe fizeres. Não sei... não me conformo. Nem parecias tu. Não percebo por que não fizeste um esforço para me ver mais de perto, para me tocares, para me sentires, para estares comigo, ao fim de tantos meses ansiando e programando um reencontro que eu agora já não sei se era apenas um sonho. Eu queria que aquela tarde fosse simplesmente um pesadelo. Mas, agora defronto-me com uma possível realidade horrível de que estes 9 meses tenham sido um sonho. Sinceramente,  já não sei o que dizer acerca de nós. Se é que existe um "nós", porque entre o facto de veres as minhas mensagens e não me responderes e me ignorares quando me encontrava a escassos metros de ti, começo a achar que nada daquilo que me prometes, que nada daquilo que me disseste foi alguma vez real. Eu achava que não era apenas uma mera fã, sempre mo asseguraste. Mas parece-me que estou enganada. Que sempre estive enganada. Aparentemente, é assim que tratas "o teu verdadeiro amor". ''A primeira. A única.'', juro que não o esperava. Onde está o ''amo-te''? O ''quero-te comigo para sempre''? O ''nunca me deixes''? O ''Casa comigo''? Onde estão todas as promessas? Todas as palavras? Onde está o amor que tanto dizias sentir? Eu era sincera ao dizer que te amava. Aliás, o problema é que te amo demasiado. E sei que te vou perdoar. Mas neste momento, não consigo. Não me conformo e não acredito nesta desilusão. Nesta realidade confusa. Não sei. Parece que não foi real...  Aliás, parece que a memória de ontem é fraca, não é clara. Como já me disseram, a mente tenta diluir os piores momentos, embora normalmente não o consiga fazer. É verdade. É estranho. Tenho de me esforçar imenso para me lembrar dos nossos olhares. Do beijo mandado. Das festas à tatuagem. Da ignorância. Das minhas lágrimas. Dos sorrisos supostamente sinceros. Da desilusão. Da alegria e emoção momentâneas. Da despedida tão dolorosa. Lembro-me de estar agarrada à pulseira o concerto todo. Só. É a memória mais clara. Porque será? Porque era a única coisa que me unia a ti naquele momento. Eu não pude ir ter contigo. Mas... porque é que não foste ter comigo? Até o A foi. Passou para a varanda e parou para me cumprimentar. Porque é que não foste? Porquê? Sou assim tão insignificante? Já não sei nada. E tens noção que o facto de estares em Lisboa torna tudo ainda mais grave? É que.. não sei. Estás cá. E não me disseste. Passaste a noite e o dia cá. Tinhas dito que quando ficasses cá, passávamos a noite juntos na Baixa e no dia seguinte, levar-me-ias a passear. Pois. Mais uma promessa falhada. Não sei quando vais sair daqui. Dói ainda mais saber que estás perto de mim e que eu não posso ir ter contigo. Nem imaginas. Não sei se vais responder-me ou se vais, mais uma vez, ignorar as minhas palavras, mas, de qualquer forma, eu fico bem. Eu fico sempre bem. Que remédio. Tenho de ficar sempre bem. Porque no fundo, eu amo-te. Quando não te devia amar.  Porque pelos vistos, amo-te mais do que alguma vez me vais amar (se é que alguma vez me chegaste a amar. Se é que as tuas palavras eram verdadeiras). O problema é esse. Independentemente disto, eu amo-te. Mas tu não me amas. Eu não quero acreditar, mas foi mais ou menos isso que me mostraste. E isso dói. E parece que não consigo acabar isto sem dizer que te amo. Por isso, amo-te mais do qualquer coisa. Mas desiludiste-me como ninguém. Preciso de respostas. Urgentemente. Não ignores isto, porque senão, também me estarás a ignorar a mim e a estes meses. Mas continuo a amar-te. Estúpida, han? Parece que não consigo controlá-lo.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

''Não vai haver um novo amor, tão capaz e tão maior'' Como pode haver algo impossível e irreal e possível e real simultaneamente? Pois.



Estou tão estranha. Nunca na vida pensei sentir-me assim mais uma vez. Não contigo. Não sei... na minha mente era algo totalmente inconcebível, impensável... Sei lá. Acho que talvez tenha sido e seja esse o verdadeiro problema. Sempre esperei o melhor de ti. Entreguei-me por completo a esta história louca mas viciante, impossível mas crucialmente importante e apaixonante. Entreguei-me de corpo, alma e coração a tudo isto. A ti. E agora? Só me desiludo. Ando mais confusa que nunca. Ora tenho a mais completa certeza que me amas como dizes, como depois fico como estou agora. Num mar de dúvidas e perguntas sem resposta cujas únicas evidências são as lágrimas a escorrerem-me pela face e os fones nos meus ouvidos a entoar a tua voz melódica e perfeita vezes sem conta.
Preciso urgentemente de respostas. Por favor. Por mim. Por ti. Por nós. Suplico-te. Imploro-te. Diz-me que me amas. Diz-me que queres ficar comigo. Diz-me que tens saudades minhas. Diz-me que queres ficar comigo. Diz-me o que tanto dizes ser verdade. A sério. Preciso. Entende-me. Uma vez tenta entender-me mesmo. Porque é que não estás aqui como tanto disseste que ias estar? Era em Dezembro... em Março... Estiveste cá e não me disseste nada... São este tipo de atitudes que eu não entendo mesmo. E dói. Dói pensar que (como sempre) não importo. Que só sou lembrada em determinadas ocasiões. Que quando devia ser recordada não sou. Que eu é que choro. Que eu é que me magoo. Que eu é que sofro. Que eu é que luto. Que eu é que amo. Dói pensar assim. E dói mais não saber se tenho razão ou não. Porque é que não me disseste que ias cá estar na Sexta? Porquê? Eu já o sabia, mas não foi por ti. Preferiste dizer a todas as tuas (queridas) milhares de pessoas que te adoram e não me dizer a mim, sendo que seria uma oportunidade de estarmos juntos. Sabes há quantos meses não estamos juntos? Sabes que sinto falta da tua presença? Embora te sinta mais que presente, preciso de ti. Realmente perto de mim. Preciso de ti. Liga-me. Manda-me mensagem. Faz web comigo. Vem ter comigo. Vem-me buscar. Leva-me para onde quiseres. Fala comigo. Canta. Não faças barulho algum. Suspira. Sussurra-me o que te vier à mente. Beija-me. Sente tudo o que há para sentir. Abraça-me. Pede-me. Grita se for necessário. Ri comigo. Chora comigo se sentires que tens de o fazer. Apaixona-te e deixa-me apaixonar. Possui toda a minha alma. Fica comigo. Ama-me. Deixa-me amar-te. Faz qualquer coisa, nem que seja um simples olhar e um sorriso sincero, mas fá-lo, por favor. Se não conseguires fazer o que acabei de te pedir, fica simplesmente. E não te esqueças de mim. Não te esqueças de nós. Não te esqueças. Por favor. Não sei que palavras hei-de proferir neste momento, porque neste momento só sei sentir. Nada mais. O pior nisto tudo é que eu te amo. E não me lembro de alguma vez ter amado alguém desta forma. E é por te amar tanto, por te querer tanto, por estar tão apaixonada por ti, que te quero tanto perto de mim. Sabes que sei tudo o que já fizeste por mim e sei que sabes tudo o que já fiz por ti. Eu estava decidida a ir na Sexta, sabes? Estrategicamente ia com a minha camisola dos lobos... com toda a minha alma, amor e devoção, eu ia. Agora não sei. A sério que não sei. Já não sei nada, aliás. Sei que com a minha teimosia, o mais certo é ir, até de canadianas, simplesmente para estar contigo. Nem que seja para te mostrar que não é por não me avisares da coisas nem por não me responderes ao que te digo, que eu deixo de me importar. Que eu me esqueço de ti. Que eu me esqueço de nós. Que eu me esqueço de tudo até agora. Era impossível, sabes bem disso. Quer saia de lá maravilhada ou desiludida, talvez vá valer a pena. Afinal de contas, se o que temos é verdadeiro, muito mal não poderá correr. Espero eu. Vemos-nos sexta, talvez. Se não for sexta, vejo-te daqui a umas horas. Se não for sexta, vejo-te nos sonhos. Se não for sexta, vejo-te em cada minuto dos meus dias, meu amor. *pareço bipolar ahahaha. Porquê? Porque é engraçado... neste momento a angústia desapareceu por completo. Engraçado como desabafar, escrever e divertir-me um pouco com um dos meus anjos da guarda me faz esquecer todo o mal que possa estar presente na minha alma e apenas me faz, desanuviando, lembrar-me do melhor de mim. De ti. De nós. Lembrar-me do porquê de seres tão importante.* Enfim, andam-me a dar muitas síncopes. Enfim.. Bem, ou mal, afirmo. Amo-te lobo *

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Lembrança de 9 meses replectos de Síncopes atoladas de sonhos.



(espero que ninguém tenha paciência para ler isto ahahaha) Enfiim.. <3 nbsp="">

      Já viste o calendário hoje, meu amor? No telemóvel, no computador, por vozes imensas e desmedidas neste mundo silenciosamente estridente.. Já viste? Já ouviste? Já te apercebeste? O dia que tanto falávamos, chegou. O dia que o A tanto nos relembrava como sendo ''a derradeira prova que nos tínhamos portado bem naquelas duas horas e meia que desaparecemos ahahaha''. Vendo bem, foi um pouco suspeito para quem observasse de fora, não? Ora recorda, depois de me teres mandado um beijo em pleno palco, me teres abraçado em cima do palco ao reconheceres a tua vitória e ao chegar lá fora nos agarrarmos um ao outro como se fosse o último dia que nos fôssemos ver... depois de estarmos cerca de meia hora a falar quando a multidão te queria toda a ti... Depois de tudo isso, em plena entrada do Estúdio, em plenas 2h30 da manhã, de mão dada e a correr, dois loucos ansiosos por algo que nem eles próprios sabiam o que era, mas que fazia os seus corações correr uma maratona, os seus olhos brilharem como diamantes, as suas mãos e pernas tremerem como se estivessem temperaturas negativas e as suas respirações se tornarem mais ofegantes que depois de uma apneia. Ver esses dois sonhadores correr em busca de um sentimento que ainda desconheciam, mas que descobririam mais tarde, devia ser engraçado de se ver. A correrem e a rirem alto, de olhos postos um no outro, e com as mãos unidas com os seus 5 dedos entrelaçados aos do outro.. devia ser engraçado vê-los assim quando era suposto das três uma.. ou ele estar com a família e ela com a dela, ou ele estar a caminho do Hotel e ela de casa, ou até ele a tirar fotografias com a multidão que restava e ela a observar ou a juntar-se... Deve ter sido engraçado para os outros quando nos viram, não deve? Nós bem ouvimos os risos, meu bem. Naquela noite em que escolhemos outra opção... Eu contigo. Tu comigo. Os dois juntos. Simplesmente. Devo dizer que foi mágico. Foi calmamente intenso e ao mesmo tempo intensamente calmo. Foi perfeito. Ali, 2 horas e meia, até às 4h da manhã, com uma montanha de gente à tua procura e os meus pais, a C, a I e a M a quererem ir para casa, e nós ali. Nem sonhavam onde estávamos e muito menos que estávamos juntos. Lembro-me perfeitamente. Estava com frio por só ter a tua t-shirt e o top a cobrirem-me o corpo, por ter deixado a camisa na mala. No entanto, não o quis expressar. Nem precisei. Num movimento delicado e simples, tiraste o teu casaco e vestiste-mo, ficando apenas com aquela camisa preta com as mangas arregaçadas a cobrir-te. Chamei-te louco e disseste de rompante ''Louca és tu. Precisas mais disto que eu. Deixa-me vestir-to. Não podes ficar doente.'' Eu deixei, obviamente, mas disse logo que eu não podia ficar doente mas tu podias e que óptima lógica que tinhas. Ficámos um tempo a olhar um para o outro e logo rimos honestamente. Houve um momento de silêncio e disse ''Vá, toma o casaco, ainda te constipas, a noite está fria''. Gozaste comigo por estarmos no Verão e logo te toquei no braço para te provar o quanto estavas frio. Aí disseste, ''eu resolvo isso'' e logo me abraçaste. Não sei quanto tempo ficámos assim, mas assemelharam-se a horas, tal como aquelas 2h30 se assemelharam a dias e tal como estes meses se assemelham a anos. A uma vida. Enfim, e ali estávamos, imóveis, unidos, cúmplices. Envolvidos naquele momento só nosso, irrevogavelmente nosso. Passaste as tuas mãos no meu cabelo, acariciando-o. Logo me envolveste nos teus braços e me apertaste contra ti com a força que tinhas naquele momento. Colaste-me de tal modo a ti, que sentia o teu coração, quase tão acelerado como o meu e a tua respiração, quase tão ofegante como a minha. Logo me passaste as mãos na face, me ergueste a cabeça na tua direcção, me deste um beijo na testa e sorriste. Aquele fora o sorriso mais belo, mais sincero, mais genuíno, mais mágico que eu já houvera visto até àquele momento. Fiquei com ele na memória de tal modo, que ainda hoje o visualizo como se estivesse a repetir esse momento tão único. Olhei-te nos olhos e vi que também tinhas fixado os meus. O teu olhar era profundo, enigmático, relaxante e simultaneamente intenso. Tinha um toque de magia muito próprio e transmitia-me eternidade, esperança e um sentimento único que eu não sabia (nem sei) denominar. Já me disseram que é amor. Será que é mesmo? Havemos de saber. Enfiim, e assim ficámos 2h30min, a falar dos assuntos mais banais até aos maiores segredos da nossa existência, desde momentos felizes, a infelizes e até a alguns euforicamente divertidos e peculiares. Falámos do que gostávamos, do que não gostávamos, de preferências, de sonhos, de expectativas.. de tudo. Rimos imenso nessa noite. Também derramá-mos umas lágrimas pelo canto do olho. Por vezes, ficávamos em silêncio, apenas abraçados, ou a fixarmos os olhos um no outro. Sussurrámos ao ouvido um do outro palavras que nunca diríamos em voz alta. Brincámos como duas crianças felizes. Sorrimos com os lábios e com os olhos. Vivemos. Sentimos. Estávamos juntos naquilo. Foi como disseste... ''Parece que já nos conhecemos há anos. É estranho, mas real. Nunca me tinha acontecido com ninguém.'' Eu concordei, obviamente, já que comigo era o mesmo, ou até mais, embora não o quisesse demonstrar. Sentia-me completa a teu lado, algo que já não sentia há muito. Sentia-me confortavelmente feliz e nervosamente tranquila. Era esta dualidade que me fez interessar-me tanto por ti. Conheci a pessoa que és e para mim foi algo que eu não conseguia demonstrar nem explicar em meras palavras. Apenas nós sabíamos como tinha sido aquela noite. Quando chegámos à conclusão que eram 4h da manhã, percebemos que tínhamos de ir. E assim fomos. Tentei engendrar um plano para irmos separados e discretos, mas és quase tão teimoso como eu, ahaha. Senti a tua mão a agarrar a minha. Senti os teus lábios na minha testa e de seguida na minha mão. Senti-te por fim a avançar a meu lado e o meu corpo a querer acompanhar-te. Não resisti e deixei-me ir. Deixei-me levar, mesmo sabendo que iria ser estranho. Para nosso espanto, já não se encontrava lá ninguém. Apenas meia dúzia de pessoas a um canto e as nossas famílias nas respectivas viaturas à nossa espera, no entanto, fora do nosso alcance visual.
Chegámos à conclusão que o Mundo que havíamos criado para os dois, não estava vazio apenas para nós. Estava efectivamente vazio. Mais ou menos. Mesmo que desde o início do espectáculo, o Mundo estivesse totalmente desértico de qualquer vida, para os dois, exceptuando a nossa própria vida, naquele momento, estava verdadeiramente deserto. Mais ou menos, mas siim. Aquele Mundo que criámos era só Nosso. Não havia qualquer tipo de vida que pudesse ser verificada, comprovada. Não se ouviam vozes. Para além das nossas. Não se sentiam toques. Para além dos nossos. Não se viam olhares. Para além dos nossos. Não havia vida. Para além da nossa.
Mas, aquele sonho tinha que acabar. Passados aproximadamente 5 minutos de chegarmos a essa conclusão, chegara a tua hora. O táxi chegara. Tinhas de ir, infelizmente. Não queríamos, mas tinha de ser. Abracei-te fortemente porque não queria que fosses. Ali ficámos mais uns minutos a dizer palavras que nos chegavam à mente, com ou sem nexo, com ou sem significado explícito e claro... mas eram sentidas. Verdadeiras. Genuínas. Sinceras. Eram nossas, tal como aquelas horas anteriores. Pegaste-me na mão e encaminhaste-me até ao táxi. Fui atrás de ti, com um calafrio na espinha que me causava tonturas e suores frios e quentes, simultaneamente. Não te queria deixar ir, mas tinha de o fazer. Abriste a porta e pegaste-me na outra mão, colocando-me frente-a-frente contigo. Olhaste-me nos olhos e sorriste. Despontaste de imediato um sorriso genuinamente maravilhoso em mim. Era inevitável. Sentia-me como se levitasse. Podia ficar ali o resto da vida. Tinha tudo o que precisava. Tudo o que queria. Tudo o que alguma vez poderia desejar. Abraçámos-nos como se fosse a última vez e senti-te sorrir. Eu sorria, de lágrimas nos olhos. Soltámos um suspiro profundo em simultâneo e de seguida rimo-nos da situação. Conseguia sentir de novo o teu coração e a tua respiração em sintonia comigo. Ouvimos o teu nome. Era o taxista. Tinhas de ir. Agarraste-me e disseste ao meu ouvido ''Não te deixarei escapar Cátia. Isto não foi normal. É como se fosses o tudo no meu nada.'' Ouviu-se um soluço e olhaste-me nos olhos. Sim, estava a chorar. Abraçaste-me, deste-me um beijo na testa e disseste ''Até breve, mas mesmo muito breve, podes acreditar. Nunca me esquecerei disto, obrigado'' e eu permanecia intacta, com os olhos derramados de lágrimas e com um sorriso descomunal nos lábios. Querias que ficasse com o casaco, mas insisti em devolver-to. Entraste, fechaste a porta e chamaste-me, limpando o canto dos olhos. Fui até ao vidro. Mandámos beijos através dele. Fizemos corações com as mãos, dissemos ''love you'' em silêncio e foi ao ouvir o carro a 'arrancar' que entendemos que era mesmo naquele momento. Puseste a mão direita no vidro e eu (tola) também pus a direita, alterando passados uns segundos para a esquerda, para estarmos iguais, ahaha. O carro arrancou devagar e ainda o acompanhei um tempinho com a mão colada ao vidro. A uma dada altura, ganhou velocidade. Já não podia mais. Parei no sítio e permaneci ali, imóvel, petrificada e maravilhada. Olhaste para trás e fizeste os gestos habituais de corações e beijos até desapareceres. Não sabia o que dizer. Fiquei ali um tempo, mas decidi ir embora também. Durante o caminho até ao carro, chorei tanto, mas tanto, que ainda me lembro da sensação daquelas lágrimas a escorrerem-me pela face, incessantemente, sem razão aparente.
Enfiim... foi isto. À conclusão de quê, exactamente? À conclusão de que hoje é dia 29 de Abril de 2013. Fazem 9 meses que isto aconteceu. Pensar em tudo o que aconteceu depois disso...nem eu acredito, meu Deus. Eu nunca o adivinharia, juro. Bem, aquela data que todos os meses relembramos um ao outro no próprio dia ou uns depois. É hoje. E estou estranha. Disse-te que ia ser operada e dizes-me aquelas coisas absolutamente lindas... Dizes-me que a tua mãe está mal. Eu explico-te tudo e pergunto o que se passa com ela. Vês a mensagem. Não respondes. Convidas-me para o concerto. Digo-te que não posso por causa da perna mas que iria estar contigo no coração. Vês. Não respondes. Estás constantemente aqui e não me dizes nada. Nem a tua própria mãe me responde. O que é que se passa? Diz-me por favor. Estou a ficar preocupada, a sério que estou, meu bem. Preciso de ti. Preciso que me digas algo. Lá está, 'és o tudo no meu nada', por isso não me deixes neste oceano de promessas, palavras, pedidos e compromissos com os quais eu não sei lidar sozinha. Não me deixes. Eu faço qualquer coisa. Eu daria o Mundo por ti. Largava tudo. Fazia as malas e ia até onde o Mundo nos quisesse levar. Ficaria contigo. Casaria contigo. Viveria contigo. Construiria uma família contigo. Amar-te-ia. Nunca te deixaria ir embora. 
          Para finalizar, deixo-te com isto:
''De longe te hei-de amar - da tranquila distância em que o amor é saudade e o desejo, constância. Do divino lugar onde o bem da existência é ser eternidade e parecer ausência. Quem precisa explicar o momento e a fragrância da Rosa, que persuade sem nenhuma arrogância? E, no fundo do mar, a Estrela, sem violência, cumpre a sua verdade, alheia à transparência.''

 Por isso, dá-me a mão mais uma vez e nunca me deixes ir. E com este texto, deu-me uma síncope momentânea de novo. Hoje e sempre, amo-te, lobo. *

sábado, 27 de abril de 2013

Dualidade contrastante entre a esperança e a desistência. Síncope momentânea.



                 

Sinceramente não sei o que hei-de dizer. Talvez que estou confusa. Assustada. Com um medo de dimensões colossais a percorrer-me a alma e a arrasar-me por dentro. Estou confusa em relação a tudo. Sinto-me dividida. Ora mais inclinada para um lado, ora mais inclinada para o outro. Que caminho hei-de escolher? Diz-me. Mostra-me. Prova-me que o que dizes é verdade. Se dizes que sou importante para ti, que me amas e que não me deixas ir embora, mostra-me. Vem ter comigo. Liga-me. Deixa-me ouvir a tua voz. Amo ler o que escreves e sentir o peso de cada palavra e de cada frase que me dedicas, mas a tua presença faz-me falta. Sentir-te. Ver-te. Ouvir-te. Sentir o teu perfume. Sentir o teu toque. Envolver-me no teu abraço. Amar-te. Ter-te. Se é que alguma vez te tive ou te terei. Isto é estranho. Acredito, mas tenho dúvidas e inseguranças. Tantas. Ora fico sem resposta e com um mar de lágrimas nos olhos com o que me dizes, como sinto (eminentemente) a tua falta e penso como seria se estivesses aqui. O porquê das promessas que ainda não foram cumpridas, o porquê das omissões, o porquê de não me provares o que tanto dizes sentir. O problema é que eu tenho medo. Medo que isto seja uma ilusão. Acrescentando o facto de ter um medo terrível que na operação algo corra mal e eu não consiga andar, tenho um medo ainda maior de te perder. De te perder a ti. Só a ti. A ti. Simplesmente. E dói pensar como teriam sido estes meses se nunca te tivesse conhecido e nunca me tivesse apaixonado por ti. Sim, admito. Estou inequivocamente apaixonada por ti. Admito-o. Estou. Só não quero estar apaixonada por uma ilusão, por algo que não é real. Espero não ter razão. Vou confiar em ti. Prometo. Espero só não me magoar. Já me magoei demasiado. E eu preciso de ti, preciso mesmo. É como o A disse '' Acredita, vcs são msm almas gémeas (...) Vocês merecem ser felizes! Eu nunca vi uma história como a vossa juro! (...) A sério, vão fazer 9 meses e a vossa história continua de pé, mesmo havendo todas as adversidades que efectivamente existem. Pensa nisso. Porque será? Porque o amas. Porque se amam. Porque finalmente posso dizer que o vejo a amar alguém q por acaso és tu. Confia nele e em mim.'' Isto faz-me pensar. Será verdade? Penso que nunca estive tão confusa como neste preciso momento. Eu dava o Mundo por ti, mas não sei se era esse mesmo Mundo que tu dizes que davas por mim... Eu daria tudo mesmo, meu amor.
'Acredito que na vida tudo tem um porquê e que nada é por acaso. Acredito no amor à primeira vista e que o para sempre existe, à nossa maneira, mas existe. Acredito plenamente no brilho de um olhar e na intensidade de um sorriso. Acredito em finais felizes. Acredito na força que as palavras têm e no sentido delas. Acredito que promessas quando são feitas devem ser cumpridas. Acredito na satisfação que sentimos ao fazer bem às pessoas que amamos. Acredito que a vida foi feita para aproveitarmos cada segundo dela, sem nos preocuparmos com o amanhã, embora muitas vezes não o consigamos fazer. Acredito que acreditar nos faz crescer, aprender e viver. Lá está, ''o sonho comanda a vida''. E sim, acredito que no momento em que te vi e estive contigo pela primeira vez, soube, indirectamente, que a minha vida nunca mais seria a mesma... senti-o. Agora, limito-me a constactar esse facto tão inequivocamente correcto que me arrebata a alma e me arrasa o coração. Acredita em mim. Marcaste-me de uma forma que nem eu mesma sei explicar.' 
Bem, penso que neste momento posso afirmar que, erradamente ou não, neste momento, acredito. Tenho esperança. Acredito em mim. Em ti. Em nós. Acredito nisto. Espero estar certa. Cheguei à conclusão que me fazes feliz. Fazes desta história tão impossível e irreal, algo possível. Algo real. Algo que me faz sorrir a cada dia que passa. Posso conseguir ser minimamente feliz sem te ter perto, mas só me sinto completa a teu lado, isso é uma verdade inquestionável. Por isso, estou disposta a arriscar. Contra a idade, contra a distância, contra as situações atuais, arrisco. Contra tudo e contra todos. A teu lado sou feliz, portanto correrei atrás de ti. Ou melhor... caminharei a teu lado. Hoje e sempre. *Funny... you're ''Edward'' but you're ''the wolf'' too. Hmmm* Enfim... De memórias assim se faz o Mundo, meu amor. Ignorando a minha síncope momentânea, afirmo. Amo-te, lobo. *

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Enfim.. é assim :))

E aqui estou eu... de guitarra na mão, com uma galáxia de folhas espalhadas à minha volta repletos de desenhos ao acaso, textos e frases espontâneas, bem como estrofes e refrões desordenados. O computador está à minha frente. Enquanto ouvia imensas músicas românticas ou que me faziam lembrar-me de ti ou de outros importantes, sentia uma vontade incontrolável de escrever. Já sentia saudades deste desejo desenfreado mas maravilhoso que me percorre as veias e deixa o meu coração falar.
Ora bem, o que é que eu tenho a dizer? Tanto, que não sei sequer por onde hei-de começar. Desconheço totalmente a razão... mas é uma verdade inquestionável. Apaixonei-me. E logo por ti. Uma relação impossível. Uma relação de filme. Como é que me pude deixar levar? Como? Sei que não tenho controlo algum no meu coração, mas podia ter-me prevenido a mim mesma. Como é que com menos de 20 anos me poderia apaixonar por alguém com 22? E isso até é dos aspectos menos complicados. Como é que me pude apaixonar por alguém que mora a quilómetros de mim? Alguém que neste momento está noutro país? Alguém que já viveu momentos que eu estou longe de viver? Como? É só isso que gostava imenso de saber. Como é que me fui deixar levar desta forma? Logo eu, que em tempos criticava e de uma forma ''brincava'' com as raparigas que ficavam encantadas com pessoas como ele. O karma é mesmo... idiota.
Mas bem, foi algo tão natural, tão espontâneo, tão vazio de segundas intenções, que me deixei levar de uma forma estonteante como se nenhuma das complicações existisse. Aliás, quando estivemos juntos pela primeira e segunda vez, tal como te disse, não sei como nem porquê, mas senti que já nos conhecíamos há muito. Dizem que é um sinal de almas gémeas. Gostava de acreditar que sim, mas não sei. Foi algo inexplicável, indescritível, incompreensível, mas claro, simultaneamente. A partir daí, pensei que nunca mais iríamos ter contacto, mas enganei-me redondamente. Como iria eu pensar naquele tempo que tudo isto iria acontecer? Provavelmente considerar-me-ia uma maluquinha ahaha. Foi realmente algo inesperado, mas agradeço com todas as minhas forças por ter acontecido. A partir desses dias, acompanhava-te em todas as notícias, fosse onde fosse. Até que, começamos a falar. Não como antes, fã e cantor.. não.. como amigos. Era algo que me deixava absolutamente radiante e sem palavras para descrever. Sentia-me realmente feliz. A partir daí foi absolutamente instantâneo. A comunicação entre nós tornou-se uma rotina e já não podia estar mais de 2 dias sem falar um com o outro. Andava totalmente estupefacta com o que se passava. Não estava sequer perto de imaginar o que se ia avizinhar. Começaram as outras formas de contacto e os encontros marcados mas falhados por questões que não importam agora. Quando voltei para Lisboa, andava totalmente encantada, parecia que estava a viver um sonho. Mas o curioso em tudo isto, é que, como sabes, embora venere esse facto, neste caso, não me interessa minimamente o teu grau de fama nem o teu ''trabalho'' maravilhoso como artista. Porquê? Porque não me apaixonei pelo músico, mas sim pela pessoa que és, cujas palavras ainda não são conhecidas no mundo para descrever. Posso apenas dizer que fazes o meu coração bater mais rápido do que depois de uma apneia... Fazes os meus olhos brilhar ainda mais do que quando choro... Fazes o meu corpo tremer mais do que quando estão temperaturas negativas... Fazes-me corar mais do que quando apanho um escaldão e fico com a cara quase que pintada de vermelho fogo... Fazes-me sorrir mais do que ninguém... Fazes-me sentir especial, única, desejada, importante... Fazes-me sentir alguém significativa no mundo.. Tu não és uma pessoa no Mundo... És um Mundo numa pessoa! Os textos rotineiros e magicamente apaixonantes tornaram-se uma rotina pela qual eu me começava a render, mesmo tendo prometido a mim mesma que não me ia deixar levar nem ia criar expectativas... mas era impossível. Pelo menos para alguém com o meu coração. Até que, um dia, apercebi-me realmente do que sentia... uma palavra tão simples, com 5 míseras letras, significaram um mundo para mim. ''Amo-te.'' pura e simplesmente. Directa e naturalmente. Como? Estavas naquele momento noutro país e eu, daqui, apenas tinha a capacidade (nata) de pensar constantemente em ti. Felizmente não me faltava nada que não me recordasse de ti... os bilhetes na mesa de cabeceira, as t-shirts na secretária, os papeis nas estantes, os textos guardados, as músicas no telemóvel e no computador.. e no caso de estar ou não perto destes elementos, sabia que teria eternamente as memórias dos momentos, das palavras e de todos os pormenores na memória e no coração... e claro, sabia que bastava olhar para o meu pulso direito, que lá estava... a nossa pulseira... o teu nome, no meu pulso. Não me faltava absolutamente nada.
Durante um tempo, reflecti muito acerca de tudo isto. Neste momento, volto a fazê-lo. Vejo-me num cenário imensamente mágico, profundo, desafiante, muito arriscado, no entanto magnífico, maravilhoso, envolvente.. e perfeito, independentemente de tudo. Tal como em qualquer (grande) amor, já vivi milhares de emoções. Já ri, já chorei, já pensei, já falei demasiado, já me calei quando devia ter falado, já cometi ações que não devia ter cometido, já me resguardei e não cometi determinadas ações quando devia ter cometido... enfim, penso que é normal. Agora que não estás em Portugal, tenho de aguentar semanas sem falar contigo, o que me entristece, mas entendo o teu lado neste momento. Felizmente, vêm sempre até mim, notícias e recados teus, o que me deixa logo de sorriso nos lábios.
No entanto, independentemente de tudo, tornei-me prisioneira desta história... sinto-me enquadrada num daqueles sucessos cinematográficos... daqueles filmes que se vêm no cinema com alguém especial ou em casa, numa noite fria, com a pessoa dos nossos sonhos. Sou a atriz principal do seu enredo e à minha volta ronda uma história absolutamente rara (pelo menos na minha mente), extraordinária e extremamente controversa.. mas eu admito... não sei como teriam sido estes meses se não estivesse a participar nesta história. Penso que não seriam tão luminosos, tão coloridos... tão mágicos. Não iria sorrir tanto, cantar tanto, sonhar tanto. Não iria ter sempre os pensamentos atolados de cenários mágicos, em que as duas estrelas somos nós, num espetáculo privado, sem público.. ou melhor, cujo público são as estrelas do céu e as gotas dos oceanos... porquê esse público? Porque são esses componentes que quando multiplicados, conseguem chegar perto do quanto eu te amo e de tudo o que sinto por ti meu bem. Agora que posso refletir  digo com todas as minhas forças e com a maior das certezas que penso nunca ter sentido tantas saudades de alguém como sinto tuas. Sinto falta da paz que encontrei no teu abraço apertado, em que os olhos de fechavam e os corações e as almas se uniam e em que era esboçado um sorriso sincero, profundo e tocante... o abraço mais verdadeiro e espontâneo que alguma vez me deram, que incontrolavelmente, durou largos minutos, que mais se assemelhavam a horas... sinto falta do toque das tuas mãos, delicado e suave.. das tuas poucas palavras que me fizeram sentir muitíssimo segura, que me reconfortaram o coração e me deixaram a alma repleta de magia. 
No dia em que nos voltarmos a ver... o primeiro dia do resto das nossas vidas..  nesse dia, acordarei, e sentirei na minha barriga, borboletas, a voar felicíssimas… elas houveram voltado, felicíssimas para despertar em mim as sensações rotineiras, mas muitíssimo mais reforçadas e intensas... irei sentir um medo inexplicável mesmo antes de tudo começar… irei sentir tudo mais uma vez. Mas sabes... é inevitável sentir a sua falta… é mais forte do que eu... é algo incontrolável, é mais do que eu alguma vez poderei imaginar. Não sei explicar, não sei o que dizer, o que pensar... penso que neste momento, apenas sei sentir.. mas nem tenho capacidade de conhecimento de palavras ou definições para aquilo que sinto. Apenas tenho a máxima certeza que nunca o senti por ninguém, acredita.
Sei que não irás ler isto... nem tenho a certeza que iria desejar que o visses meu bem. Porque tal como sabes, tenho receio.. não de ti, mas de mim.. mas isso não é ''para aqui chamado''.  Enfim, até breve, mas mesmo muito breve meu amor.. espero que cumpras a tua promessa. Confio plenamente em ti. Coloco, sem pensar, as mãos no fogo.. e sei, melhor que ninguém, que não me irei queimar!
Basicamente, não há palavras para te descrever, nem para descrever tudo isto... Talvez o meu coração acelerado o explique... talvez os olhos a brilhar o expliquem... talvez o meu corpo arrepiado o explique... talvez as lágrimas incrivelmente felizes o expliquem... talvez a admiração, a saudade, o imenso orgulho, a felicidade, a memória de cada momento, de cada palavra e de cada sorriso o expliquem... talvez o mundo o consiga explicar... eu ainda não consigo, mas irei conseguir, eu sei disso :))
Um beijo do tamanho do mundo. Estejas onde estiveres, o meu coração está contigo. *