ler isto e querer que fosse para mim, arrasou-me por completo. sentir saudades tuas e elas agravarem nesse momento, ter sonhado contigo e ter desejado que não fossem apenas sonhos, fizeram-me cair num mundo ainda mais confuso. não pode ser. só há 3 pessoas que sabem ou suspeitam daquilo que sempre houve connosco, aquilo que nem nós próprios tínhamos
sábado, 27 de dezembro de 2014
"And if you ever forget how much you really mean to me/Everyday I will remind you"
ler isto e querer que fosse para mim, arrasou-me por completo. sentir saudades tuas e elas agravarem nesse momento, ter sonhado contigo e ter desejado que não fossem apenas sonhos, fizeram-me cair num mundo ainda mais confuso. não pode ser. só há 3 pessoas que sabem ou suspeitam daquilo que sempre houve connosco, aquilo que nem nós próprios tínhamos(temos) noção. admito que não és um mero amigo, e que nunca o foste, mas se consegui criar a minha barreira sem nunca a querer derrubar, nem por um segundo, vai continuar a ser assim. não sei o que se passa, e não quero descobrir. para além disso, as namoradas nunca me assustaram. se quero e gosto realmente, luto. se for algo prescindível, desisto, sem qualquer problema. mas elas nunca se revelaram qualquer tipo de ameaça, não sei porquê. abomino traições, se não nos sentimos bem com alguém e sentimos algo real por outra pessoa, não se trai, termina-se a relação. nunca me preocupei com namoradas, mas, não sei explicar porquê, mas ela faz-me travar, desde sempre. e eu nunca concordei que vocês estivessem juntos. para mim, para além de ela não ser a minha pessoa preferida no mundo, acho sinceramente que ela não te merece... e que não estás apaixonado por ela. agora, o meu receio é que para além disso, nunca quis que vocês estivessem juntos, porque no fundo, queria que estivesses comigo. não pode, não posso, não quero, não pode ser verdade. estou fodida. para além de tudo o resto, tinha de me preocupar com isto agora. estou demasiado confusa, outra vez. mais vale nem dizer nada sequer. mais vale apagar isto da minha cabeça, como da última vez. tu estás com ela, eu estou comigo. olá e adeus.
mas sei que enquanto ele me fazia chorar, tu sempre me fizeste sorrir e esquecer os problemas. "ele não te merece. eu nunca te faria chorar". não.
ler isto e querer que fosse para mim, arrasou-me por completo. sentir saudades tuas e elas agravarem nesse momento, ter sonhado contigo e ter desejado que não fossem apenas sonhos, fizeram-me cair num mundo ainda mais confuso. não pode ser. só há 3 pessoas que sabem ou suspeitam daquilo que sempre houve connosco, aquilo que nem nós próprios tínhamos
quais foram os melhores momentos neste ano? quais foram os piores?
não sei qual pesa mais, o lado bom ou o mau, e isso revolta-me de uma forma estonteante, nem o sei explicar (pelo menos sem lágrimas). e tu teres sido o melhor e o pior do meu ano deixa-me ainda mais apática do que aquilo que já estou. não sei sequer o que fazer. preciso de uma revolução e tenho a arma em punho, mas não sei como usá-la. preciso de me reencontrar e tenho os caminhos em meu redor, mas não consigo levantar-me do chão. não sei o que fazer, o que pensar, não sei nada.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
fizemos tantos planos. traçámos tantos objetivos para nós. quisemos tanto, que deixámos praticamente tudo por cumprir. e por isso, não perdeste tempo em cumpri-los com ela. na merda de uma relação de 3 meses, estás a cumprir o que planeámos e cumprimos em 2 anos. muito obrigada. foi talvez o pior natal que tive até hoje e aquele em que precisei mais de ti. como a tua própria mãe diz "se um dia escolhes mal, tarde ou cedo te arrependes". nem imaginas o quanto dói. tenho de fazer alguma coisa para te tirar de uma vez por todas da minha cabeça.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
não quero acreditar nisto, não quero. tanto disse que te queria longe, que o mundo obedeceu-me. mas por favor, não. não quero, não suporto a ideia sequer. já me basta o que dói não estares comigo, quanto mais isto. não o faças, por favor. é das primeiras vezes que me sinto a desesperar. nunca te quis perder, não vás. não te peço para ficares comigo, mas peço-te para ficares aqui, por favor. que tudo isto não passe de um engano.
domingo, 14 de dezembro de 2014
até já as pedras da calçada e as ondas do mar choram por ti, sentem a tua falta. a tua, a minha, a nossa. sentem saudades daquilo que parecia ser tudo, mas que pelos vistos nunca foi nada. e eu limito-me a fingir que nada em ti me afeta, que estou feliz com a tua mais recente felicidade e que não me provocas absolutamente nada para além de raiva e sonoras gargalhadas. ainda bem que sei representar. as ruas que chorem por ti no meu lugar e as pedras da calçada que sintam a tua falta, que eu limito-me a fingir que não sinto.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
she's your sun. i was both your sun and your moon, in the most natural way in the world. i don't believe that at some point in your life, you may find someone who is both your sun and your moon, or even someone who is simply your moon. some time ago you found your moon, but just like you found her, you let her go and now, you just lost her. you just lost the one who knew your soul, who knew both your brightest and darkest sides, and still loved you like hell. you just wasted the chance to be with someone like her.
with love,
the one who was your sun and your moon. was.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
sempre que acabo de escrever algo como o que acabei de escrever, e leio, há sempre algo em mim que me chama à razão. que me diz que não posso ser tão negativa. a parte esperançosa de mim que todos os dias me dá força e me tenta subir a auto estima com incentivos repetidos mas "sempre" encorajadores. e ela no fundo tem razão. não há nada nem ninguém que valha as minhas lágrimas e o meu sofrimento. e se houver alguém, não é ele e se houver algo, não é nada a ver com ele. por isso, há-que sorrir e seguir em frente, ou pelo menos tentar, por muito difícil que seja. e não, não falo em termos de amores ou de outros rapazes, mas sim, seguir em frente e procurar aquilo que me faz realmente feliz. pôr para trás das costas o que me entristece e focar-me apenas no que me faz sorrir. quero-te comigo, mas não te quero para mim. tenho de lutar pela minha felicidade. pela felicidade vale tudo e eu estou disposta a arriscar, quer consiga, quer não.
e de repente, lembro-me de ti. como se só me lembrasse uma vez a cada mês. não. embora consiga manter-te o mais afastado da minha mente possível, há sempre algo que me relembra que existes e as repercussões que a tua existência tem em mim. parte de mim foi contigo. não me consigo recompor. não me consigo conformar, aceitar, lidar com tudo isto. sinto algo que nunca pensei sentir e não sei o que hei-de fazer. sempre prometi a mim mesma que nunca deixaria que um rapaz me magoasse, e que, se acontecesse, que me iria passar rapidamente, porque eu não era nem nunca seria a segunda opção de ninguém. mas fui. mas sou. porque não passo disso mesmo, uma segunda opção. compreendo perfeitamente o porquê de a teres preferido a ela. sejamos sinceros, quem não preferiria? compreendo o porquê de preferirem sempre as outras ao invés de mim. sei que não sou a rapariga de sonho de ninguém e que nunca o serei. a realidade é dura mas há-que a encarar. sou um poço de defeitos e imperfeições. o que é que eu tenho a menos que elas? apaguei da minha mente aquele tempo póstumo tão obscuro da minha vida, em que me considerava uma nulidade, a rapariga mais horrível e indesejada do mundo. apaguei-o, porque consegui dar valor a quem sou, entender que tenho qualidades e que embora não seja nenhuma angelina jolie, tenho o meu quê de beleza e de interesse. tornei-me mais confiante de mim mesma, algo que achava ser impossível, mesmo mantendo uma certa insegurança que há-de me acompanhar sempre. mas neste momento, só quero que a minha auto-estima não caia de novo. não como antes, só peço isso. peço, imploro. não quero saber de rapazes, de namoros, curtes, casamentos, "viver juntos" ou filhos. não quero saber de nada disso, quanto mais afastada estiver disso, melhor para mim. a minha barreira quer-se quebrar mas eu não lhe vou satisfazer esse desejo. e não vou deixar que sejas tu a arruinar a pessoa em que me tornei. as esperanças de uma possível reconciliação já foram com o vento, tal como tu. não me esqueço de ti, aliás, enraivece-me não o conseguir fazer. estás tão presente como se ainda estivesses comigo. nunca foste a pessoa que eu queria para mim, nunca. sempre achei que pessoas minimamente conhecidas eram um erro, um poço sem fundo, uma ilusão. coitadinha de mim que gozava com as pobres raparigas que se iludiam com pseudo figuras públicas que só temiam perder fãs. para além disso, sempre achei que algo sem toque e olhos nos olhos não era nada para além de uma ilusão. e se calhar tinha razão em tudo isto, mas fui (sou) tão parva, que acreditei em ti como uma criança indefesa. sempre fui uma romântica incurável, mas nunca fui de demonstrações de afeto. sempre escrevi sobre amor, mas quem me conhece sabe que quando digo ou faço, é porque tem de ser feito, e não só porque sim. sempre respirei amor sem nunca precisar dele. ainda hoje, não preciso de amor para nada. mas preciso de ti. arrebataste-me e quebraste a minha barreira com uma facilidade estonteante. não eras a pessoa certa, de todo. aliás, se me dissessem que tudo isto ia acontecer, o mais provável era ser chamado de louco, porque sempre pus de lado tais hipóteses para a minha vida. não era suposto teres sido tu, até ao momento em que foste. foste e és. sempre fui uma pessoa tão controlada, tão assertiva, tão dona das minhas ações. porquê? porque é que tinhas de me fazer fraquejar? porque é que me fazes ter saudades tuas? porque é que foste embora? e se te foste embora, porque é que insistes em voltar sem ficar? porque é que já não estás comigo? quando fecho os olhos, quase que juro que oiço a tua voz. quase que juro que vejo todos os teus contornos mesmo à minha frente. quase que juro que estás ali comigo. quase que sinto o teu toque e a tua respiração. até o teu batimento cardíaco. mas não. podias ter sido um daqueles sorrisos que vemos na rua e nos dá a volta à cabeça durante uns segundos ou no máximo um dia. mas não, tinhas de ser um daqueles sorrisos que nos dá a volta à cabeça uma vida inteira. tenho de te afastar para me voltar a encontrar.
sábado, 22 de novembro de 2014
prefiro não pensar nisto. prefiro entreter-me com as mais variadas coisas e deixar a minha mente o mais ocupada possível. não te quero no meu pensamento a nenhuma altura do dia. não quero lembrar-me que alguém que me conhece tão bem e que sabe tanto sobre mim, não sabe o quão importante é na minha vida. não me quero de todo lembrar que o meu coração bate por alguém cujo coração bate por outra alma que não a minha. não me quero lembrar que por muito que tente, ninguém me atrai como tu, física, intelectual e emocionalmente. és como um espelho e não consigo encontrar o meu reflexo em mais nada à minha volta. quero manter o meu pensamento bem longe de ti. bem longe dela. bem longe da minha raiva com a vossa felicidade. da suposta inveja que sinto, não por ti, não por ela, mas pela relação que têm. por terem aquilo que eu queria ter contigo. por saber que te podia fazer realmente feliz. e que tu próprio tens essa noção. tenho de te afastar da minha mente. a ti, a vocês os dois. aproveitem a vossa relação tão perfeitinha e desejável, que eu fico por aqui, não há-de haver ninguém a conseguir arruinar a minha vida e a minha felicidade, muito menos serás tu a fazê-lo, ela ou a vossa história de amor idílica. aproveitem a vossa felicidade que eu vou aproveitar a minha. contigo ou sem ti.
beijo-te com os olhos. odeio-te com a mente. amo-te com o coração. os nossos corpos já se separaram há muito, agora, tenho mesmo de separar as nossas almas.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
ele anda a mentir-te. não acredites nele, por favor.
eu sei que me anda a mentir. sei que tudo isto não passa de uma grande mentira, de uma ilusão, de conversa fiada. mas não tenho culpa de não o conseguir esquecer e ainda o querer mais que qualquer coisa, mesmo sabendo que ele não sente aquilo que diz sentir. peço desculpa por ser fraca, por não ter conseguido ser a rapariga implacável que pretendia ser... a pessoa que vive e respira amor, mas que não se deixa magoar por ninguém. que ama quem a ama e nada mais para além disso. peço desculpa por ainda o querer mesmo sabendo que ele está com outra pessoa. peço desculpa por não o conseguir tirar da cabeça. peço desculpa por ser parva, fraca, vulnerável. por ainda não o ter esquecido e por ser capaz de fazer qualquer coisa para o ter comigo. peço desculpa por não ter um mundo inteiro de rapazes atrás de mim e por não me deixar vacilar por um sorriso bonito, um bom perfume ou um elogio. peço desculpa se tenho princípios, sentimentos. não, não acredito nele, não quero acreditar e isso nem vai sequer acontecer. eu sei que ele me anda a mentir e há-de continuar. mas eu também minto ao dizer que não o quero comigo. mesmo com mentiras e ilusões, ele é ele e o todo o meu ser precisa dele. eu quero-o comigo, mas sei que ele nunca vai ser meu. por isso, não são meras palavras que me vão iludir. peço desculpa. a ti, a mim, ao mundo, à realidade.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
a música. as palavras. os gestos. o corpo. a alma. toda ela precisava dele, numa ânsia espontânea, apaixonante, intensa e desesperante. já quase nada soava verdadeiro, e se soava, havia sempre algo que não batia certo. por muitos beijos desenfreados, por muitos gritos entre quatro paredes e sussurros de madrugada, por muitos "amo-te" trocados, por muita suposta felicidade que sentissem, havia sempre algo que faltava. um tão cliché mas tão verdadeiro je ne sais quoi. porquê? pelo simples facto deles precisarem um do outro mais do que alguma vez poderiam sequer imaginar. por muito que nas suas mentes estivessem perfeitamente bem um sem o outro, uma parte deles contraía-se de dores pela falta do outro. uma parte deles que precisava do ar que só o outro podia dar. que se sentia vazio sem o brilho no olhar que o outro outrora lhe despontava. que necessitava do toque de uma só pessoa. que sentia que só um corpo merecia estar colado no seu, por muitos que pudessem proporcionar-lhe as noites mais loucas. ela ansiava por apenas mais um minuto com ele. ele aproveitava o seu mais recente amor, a sua mais recente conquista, felicidade. ele nunca lhe seria indiferente, e assustava-lhe saber que se algum dia lhe acontecesse alguma coisa e ela se esquecesse do seu próprio nome, provavelmente ainda se lembraria do nome dele. e isso punha a cabeça dela às voltas. pelo contrário, ele, se não se lembrasse do seu próprio nome, lembrar-se-ia do nome da conquista, apenas. porque é o seu presente. mesmo assim lembra-se dela de vez em quando e acredito que ela nunca lhe será indiferente, mas enquanto ela mesmo tentado, não consegue que o seu coração pertença a mais ninguém para além dele, ele pelo contrário, já a esqueceu há muito e apenas se lembra dela de madrugada, após uma noite quente, com a cabeça da conquista no seu peito e com o corpo entre os lençóis, num momento em que desejava, por um mísero segundo, que a pessoa que está a abraçar não fosse a sua mais recente conquista, mas sim a pessoa que o fez realmente feliz. que não fosse a pessoa que lhe cansava apenas o corpo, mas sim aquela que lhe levava o corpo, o coração e a alma à exaustão, mas que mesmo assim, era aquilo que ele (na altura) mais queria na sua vida, independentemente de tudo. talvez um dia. talvez um dia as coisas mudem. ou talvez não. não sei e neste momento, não me quero preocupar com isso. talvez um dia saiba. talvez.
"uma amizade para a vida e um amor em suspenso".
desejo-te uma noite cheia de insónia cheia de lembranças minhas, amor.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
vai ser estranho não ouvir a tua voz a dar-me os parabéns, vai ser estranho não te ver ao longe com um sorriso no rosto, sorriso esse que dava força às minhas pernas para correr na tua direção e me impulsionar nos teus braços. vai ser estranho não te abraçar e ouvir-te cantar-me os parabéns ao ouvido. vai ser estranho e doloroso não receber sequer um telefonema ou uma mensagem tua, que demonstrassem o mínimo de apreço e/ou respeito. vai ser estranho. altamente doloroso. imperdoável. mas não vai ser por isso que o meu aniversário vai ser pior. são os meus 18 anos, e quer fosse este número ou não, é um dia em que só a minha felicidade importa. logo, vou ter o melhor dia da minha vida e se tiver de ser bem longe de ti e sem qualquer interferência tua, que seja, por muito que me vá custar. o que me importa neste momento é que seja passado da melhor forma possível com as pessoas que realmente importam, gostam de mim por aquilo que eu sou e que ficam, não me deixam. apenas quero um sorriso nos lábios, um brilho radiante nos olhos, boas vibrações e muita, mas mesmo muita diversão e felicidade. talvez, quem sabe, isto marque um novo começo. se assim for, que seja positivo. wish me luck 

terça-feira, 11 de novembro de 2014
estive a ouvir durante horas todas as nossas músicas. todas aquelas palavras soltas em pautas aleatórias que dizias que embora fossem de outros, te pertenciam. nos pertenciam. para além das músicas óbvias, surpreendentemente ouvir the script, ed sheeran e a "a drop in the ocean" foi o que mais me destroçou. porque eram as ditas que supostamente nos descreviam, nos pertenciam. músicas que me foram entoadas dia após dia ao telefone, através de um ecrã de computador ou até escritas em cartas perfumadas com aquela que neste momento é a essência de que tenho mais saudades neste mundo. mas nada se comparava a quando mas entoavas ao ouvido. a essas e a todas as outras músicas que supostamente nos pertenciam, bem como a todas as palavras de amor que dizias de uma forma desastradamente viciante, e que me fazia estremecer dos pés à cabeça. tenho saudades de quando essas músicas me faziam ficar nas nuvens, com aquele frio na barriga e os olhos a brilhar, e não me deixavam como me deixam neste momento. nostálgica, a definhar de saudades, com lágrimas nos olhos e no rosto e com um aperto no peito. tenho tantas saudades tuas que nem imaginas. sei que já cá não estás mas eu ainda estou aí. amei-te como nunca na minha vida amei alguém e não sei se algum dia irei amar tanto alguém como te amei a ti. e saber que foi tudo uma mentira, desola-me, aniquila-me por dentro. e saber que estás feliz e que avançaste tão depressa e despreocupadamente, faz-me sentir inútil. mas ignorando isso, tenho saudades da pessoa que eras. do que me fazias sentir e do sorriso que me fazias esboçar com as coisas mais simples. tenho saudades dos tempos em que éramos um. tenho saudades de quando eu era importante para ti. nunca estas músicas me serão indiferentes, nunca. tal como tu nunca me serás indiferente. mas um dia hás-de ver a minha felicidade com os mesmos olhos com que eu estou a ver a tua, e hás-de pensar que provavelmente deixaste fugir a pessoa certa por entre os dedos e aí, hás-de te arrepender por ter desperdiçado o "amor da tua vida", a "tua alma gémea". tal como eu. espero que ela te dê o que eu nunca te dei, e vice-versa. sê melhor pessoa com ela do que o que foste comigo.
talvez um dia, talvez um dia. mas por agora, meu amigo para a vida, só te quero desejar
boa sorte, pressinto que vais precisar.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
- o que é que se passa?
- nada, porquê?
- de certeza?
- sim... mas porquê?
- estás estranha. o que é que se passa?
- estou normal, não sei, não dormi muito bem
- só isso?
- sim, claro, que mais poderia ser?
- hm, não sei, tu não estás bem, eu conheço-te.
- fogo, acabaste de me ver e sabes num segundo se estou bem ou mal? e eu a pensar que era eu o mamadu *risos*
- não sou nada disso, mas sei ver quando estás bem e quando não estás, é óbvio
sinto-o a aproximar-se. recuo e encosto-me à parede. ele olha-me nos olhos durante vários segundos.
- esses teus olhos não me conseguem mentir
- eu estou bem, não te preocupes.
- impossível
- vá vá, eu estou bem. isso são tudo saudades minhas ou estás a ficar lamechas? *rimo-nos e eu dei-lhe uma chapada ao de leve na cara*
*ele agarra-me na mão* - bem, até que posso ter um bocadinho de saudades tuas, vá
- sou inesquecível, eu sei *risos*
- mas continuo preocupado contigo. de certeza que estás bem?
- sim, a sério, só preciso de descansar
- espero que sim, não gosto de te ver assim, quero ver-te estúpida como sempre
- ah mas isso nunca muda *risos*
- ainda bem que é assim
sinto-o a aproximar-se mais. apercebo-me que não me posso mexer para lado nenhum. porreiro. sinto os olhos deles cravados nos meus. só quando ficámos a milímetros de distância e senti as suas mãos frias no meu rosto quente é que senti o meu corpo estremecer, provavelmente de desconforto. baixei ligeiramente a cara e os lábios dele tomaram o rumo da minha testa e nesse momento, abraçou-me com força. acho que precisava de um abraço desde que acordei. e ter sido de uma pessoa tão minha amiga e que me conhece tão bem, tornou-o ainda mais reconfortante. obrigada por, com gestos simples e muita brincadeira à mistura, nunca teres deixado de estar aqui para mim.
foi só um dia mau, um momento de vulnerabilidade, nada mais.
- nada, porquê?
- de certeza?
- sim... mas porquê?
- estás estranha. o que é que se passa?
- estou normal, não sei, não dormi muito bem
- só isso?
- sim, claro, que mais poderia ser?
- hm, não sei, tu não estás bem, eu conheço-te.
- fogo, acabaste de me ver e sabes num segundo se estou bem ou mal? e eu a pensar que era eu o mamadu *risos*
- não sou nada disso, mas sei ver quando estás bem e quando não estás, é óbvio
sinto-o a aproximar-se. recuo e encosto-me à parede. ele olha-me nos olhos durante vários segundos.
- esses teus olhos não me conseguem mentir
- eu estou bem, não te preocupes.
- impossível
- vá vá, eu estou bem. isso são tudo saudades minhas ou estás a ficar lamechas? *rimo-nos e eu dei-lhe uma chapada ao de leve na cara*
*ele agarra-me na mão* - bem, até que posso ter um bocadinho de saudades tuas, vá
- sou inesquecível, eu sei *risos*
- mas continuo preocupado contigo. de certeza que estás bem?
- sim, a sério, só preciso de descansar
- espero que sim, não gosto de te ver assim, quero ver-te estúpida como sempre
- ah mas isso nunca muda *risos*
- ainda bem que é assim
sinto-o a aproximar-se mais. apercebo-me que não me posso mexer para lado nenhum. porreiro. sinto os olhos deles cravados nos meus. só quando ficámos a milímetros de distância e senti as suas mãos frias no meu rosto quente é que senti o meu corpo estremecer, provavelmente de desconforto. baixei ligeiramente a cara e os lábios dele tomaram o rumo da minha testa e nesse momento, abraçou-me com força. acho que precisava de um abraço desde que acordei. e ter sido de uma pessoa tão minha amiga e que me conhece tão bem, tornou-o ainda mais reconfortante. obrigada por, com gestos simples e muita brincadeira à mistura, nunca teres deixado de estar aqui para mim.
domingo, 9 de novembro de 2014
I can't imagine nobody but me kissing on your tattoos. I can't imagine nobody but me driving you crazy and putting you out of your limits like I used to. I can't imagine nobody but me making you laugh the way I used to. it won't be anyone that would emphasize the best person you can be like i did. nobody knows you like I do, and you know that. nothing used to feel right until you return, but now, the scent of your absence is attached to my empty pillow, reminding me every single night that you are no longer with me, that you're gone and that you're not coming back. neither do I. Até sempre.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
perdi-te.
será? será que te perdi? perdi os teus olhos quentes, intensos e hipnotizantes.
perdi o sorriso em que me viciei em segundos. perdi o teu corpo, a tua alma,
que aos meus olhos se assemelhavam a água cristalina. perdi os teus beijos, os
teus abraços e as tuas palavras. perdi parte de mim. perdi tudo isto. perdi a
chama que me aquecia, que tão depressa me arrepiava quando tornavas teu tudo
aquilo que era meu. que tão depressa me encantava quando me fazias sentir
plenamente feliz. perdi aquele abraço tão apertado, tão sentido. aquele abraço
só teu. perdi a luz das estrelas, brilhantes, singelas, lindíssimas, que agora
ao olhar o céu, nunca mais consegui ver, pelo menos não da mesma forma ou com a
mesma intensidade. perdi aquilo que achava meu, mas que desde cedo morava
contigo e só contigo. aquilo que parecia pertencer-me, quando na verdade não
pertencia a mais ninguém a não ser a ti. perdi o meu coração aliado ao teu, o
meu corpo colado ao teu, ambos abraçados a ti no teu abrigo que me fazia sentir
tão segura e protegida. que amor era este que me ativava de tal forma os
pulmões ao ponto de me fazer esquecer a existência da estúpida asma? que amor
era este que me fugia pela boca como notas musicais? que amor era este,
que parecia maior que o tempo e que a vida, maior que o sorriso que esboçava
contigo? que amor era este que fazia os poros gritar, colados corpo a corpo.
que raio de amor era este? que bombeava sangue ao meu coração e me fazia sentir
as coisas mais inexplicáveis? que amor era este? que amor é este? que amor é
este que me faz ainda assim amar-te, sem saber, nos silêncios diários forçados,
nos silêncios à tua espera, nos sonhos e nas insónias. que amor era este que
num ápice, acabou?simplesmente. que raio de amor era este? que raio de amor é
este? ainda
não te consegui esquecer ou tirar-te da minha mente. juro que estou a
esforçar-me, mas há algo que me trava. não consigo esquecer os teus olhos cor
de mel cravados na minha pele. não sei o que é viver sem o tremer das pernas e
sem aquela sensação cliché das borboletas na barriga de cada vez que te via,
ouvia a tua voz ou ouvia simplesmente o teu nome. não sei o que é viver sem
essa pessoa que tanto me encantava como me enlouquecia, também no bom sentido.
quero-te, sinto-te comigo, mesmo que estejas longe. sonho com o pecado e quero
o impossível. será pecado querer-te só para mim? já te devia ter esquecido, mas
há algo muito mais forte que eu que me domina, até mais do que tu me dominavas,
mesmo sem quereres. penso que mesmo que avance e siga em frente, até podem
passar anos e anos e mil noites às escuras, que serás sempre tu a iluminar o
meu dia, a proteger as minhas fugas e a dar-me força para respirar. por mim, nunca teria de desistir de ti. até as pedras da
calçada choram por ti, sentem a tua falta. o que é de ti? onde estás? porque é
que foste embora? nem imaginas a falta que me fazes. nem tu nem ninguém. tenho
saudades de tudo em ti. de cada recanto. do teu perfume, do teu toque e do teu
sorriso. tenho saudades das palavras que me sussurravas sem sequer dizeres
nada. tenho saudades de tudo em ti. tenho saudades tuas, minhas, nossas.
fazes-me falta, mas tenho de viver sem ti.
perdi-te. perdemo-nos.
será que
algum dia nos vamos voltar a encontrar?
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
dizes que não a amas, mas não é isso que transparece. pode ser apenas uma ilusão, mas mesmo assim, algo me faz crer que estás a começar a criar algum tipo de amor por ela, por muito artificial que possa ser. e se ainda não aconteceu, sinto que está prestes a acontecer. embora te tente sempre afastar ao máximo da minha mente, não vou mentir... a cada texto, cada foto, cada dia, mais destroçada me sinto. no entanto, quase não tenho lágrimas para derramar nem horas para ter insónias. logo, não o demonstro, nem a mim, nem ao mundo. finjo que não sinto este vazio. estou meia desolada, mas ainda não tenho bem noção do que estou a sentir. não a amas mas é a ela que queres. é a ela que tens. não a amas mas é a voz dela que ecoa no teu ouvido ao adormecer e é a cara dela que vês ao acordar. não a amas mas é com ela que passas as noites mais loucas e é a ela que te abraças durante o sono. não a amas mas é com ela que estás. não a amas mas esforças-te para que resulte. não a amas mas passas semanas com ela do teu lado, a mostrar-lhe como se passa uma vida a dois, enquanto que comigo, que (supostamente) ama(va)s, não passaste semanas, nem dias sequer. ensinaste-me como se passava uma vida sozinha, contigo a meu lado sem estares realmente do meu lado. devia ter sido eu a passar o que ela está a passar contigo. se calhar não o merecia. se calhar não estava destinado. se calhar não fizemos o suficiente para isso. não sei. não me interessa. não sou ninguém para exigir algo de ti. mas embora não me magoe muito saber que estão juntos, magoa-me imenso ver que o estão, efetivamente... as demonstrações diárias de carinho, o simples facto de eu ver que estão felizes, a passar por aquilo que eu queria passar, destroça-me. mas não sou de jogos duplos. ou queres estar comigo ou não queres. e sei que era capaz de entrar nos teus jogos sem me importar minimamente, mas não é isso que preciso e quero para mim. se não estás comigo, por alguma razão há-de ser, para além daquela que ambos conhecemos (infelizmente). vais estar sempre comigo, aliás, a nossa relação é praticamente inquebrável, pelo menos por enquanto. mas tenho de seguir em frente, ou pelo menos tentar, por muito que me custe, e ninguém imagina o quanto me custa sequer imaginar tal coisa, quanto mais fazê-la. aliás, sei que me vai valer muitos (mais) choros e revoltas, mas se valer a pena, se me secar as lágrimas e me preencher o vazio destes últimos dias, estou disposta a arriscar. sê muito feliz. eu vou (tentar) fazer o mesmo. e mesmo sabendo que a minha felicidade (neste caso em concreto) reside em ti, vou tentar encontrar a minha própria felicidade, sem ti incluído. deseja-me sorte que eu também te desejo, hás.de precisar.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
domingo, 19 de outubro de 2014
quero acreditar nas tuas palavras. quero acreditar nos teus beijos, nos teus abraços e no teu toque. quero acreditar no teu olhar penetrante, no teu sorriso que me vicia e até no teu silêncio. mas não sei se posso. não sei se consigo. embora não me pareças feliz e me digas que não estás propriamente feliz, no fundo acredito que estás. sei que não vais ser tão feliz com ela como foste comigo, por muito que me possam dizer o contrário. mas estás feliz, tens de estar. ela está radiante, nota-se a léguas. cada foto, cada descrição... a felicidade dela sente-se daqui. mas não sei, não por ser quem sou, mas não confio nela. e tu próprio disseste que não confiavas muito nela, o que me dá razão. mas fora tudo isso, não vou fazer nada para vos separar. acho que vão durar, a bem ou a mal. o que tiver de acontecer, acontece, e não vou ser eu nem ninguém a forçar nada. se tiveres de ficar com ela, assim será, não vou fazer nada para o impedir, por muito que isso me prejudique. sem ti sinto-me sozinha. está nublado e frio. mas mesmo assim, pensei que me fosse afetar mais. não tenho vontade de chorar, de me revoltar, nem de deprimir. sinto algo estranho, mas não é fatal. dói, mas não mata. nem me magoa o suficiente para cair. sinto a tua falta mas lido bem com isso. aprendi a fazê-lo. vejo as vossas fotos e embora doa, consigo olhar para elas sem que me afetem. para se voar é preciso cair-se primeiro. e eu estou a dar novamente as primeiras passadas, com toda a força e determinação necessárias.
ela até te pode roubar a respiração, mas sou eu quem te dá força para respirar dia após dia. sem mim, acabarias por morrer com asfixia. disseste-o e não podias estar mais certo.
sempre aqui, para tudo. espero que estejas e sejas feliz. amigos.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
com suspeitas eu posso bem. aguento-as, por muito difíceis que sejam. mas quando há uma certeza, uma prova, quando o pano cai e se consegue ver a realidade altamente nítida diante dos nossos olhos, aí o nosso mundo cai juntamente com o pano, com uma facilidade chocante. o meu acabou de cair. sê feliz.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
insónias
era sempre a ti que recorria. sempre, ou quase. e agora? passo noites em claro, a querer dizer-te tudo, como se estivesse tudo bem. ou a querer dizer-te tudo, sabendo que está tudo mal. mas não posso. escrevo, mas não envio. penso, mas não concretizo. porque tenho de me mentalizar que as coisas já não estão bem. que acabou, de vez. que já não estás comigo. que tudo se desmoronou à minha volta e que uma das poucas coisas que permanecia de pé (ou pelo menos aparentava) também se desmoronou. e desmoronou-se de uma forma drástica, deixando pedaços afiados no chão. quero esmurrar-te, dizer-te tudo na cara e pôr-te rapidamente longe de mim, mas ao mesmo tempo (não vou ser hipócrita), quero-te comigo. queria que isto fosse tudo mentira. queria conseguir sentir-me minimamente bem com as saudades que tenho. porque apesar de tudo, embora não mereças nada, mas mesmo nada de mim, eras um dos meus maiores e mais fortes pilares. quer estivéssemos bem ou mal, nunca me abandonaste. ao mínimo problema, tu estavas lá. sempre. excluindo toda a parte semi-romântica, quero o meu amigo de volta. a minha companhia. o meu apoio. queria tanto poder apagar e esquecer tudo isto. mas não posso. não posso porque não (me) mereces. não mereces nada de mim. nada. enganaste-me, traíste a minha confiança e fizeste-me o que eu nunca pensei que me fizesses, sem qualquer tipo de dó nem piedade. aliás, ainda nem sei como falar neste assunto. é muito recente. muito chocante, ainda nem tenho palavras. parece impossível. devia deixar de escrever para ti. falar de ti. pensar em ti. assim afastava-te de vez. mas há-que enfrentar as coisas de frente. tenho de deitar tudo cá para fora, não guardar tudo para mim (como tenho feito e como tenho o hábito de fazer) e não me deixar cair no buraco fundo que me cavaste.
queria voltar àquelas madrugadas em que, quando o sono me faltava (ou não), recorria a ti. e tu sabias que eu o ia fazer. muitas vezes esperavas por mim ou adiantavas-te. ou então, eras tu quem o fazia. até podíamos dizer as coisas mais idiotas e simples, mas estávamos ali. naquele terceiro espaço só nosso. era reconfortante saber que era em mim que pensavas naquelas horas. que te tirava o sono. saber que gostavas de mim e que era comigo com quem querias ficar... mas tudo isto é passado. tu mudaste e fizeste uma das piores coisas que já me fizeram, num dos piores períodos por que já passei. tenho de tentar esquecer as memórias. por muito que custe, tenho de me mentalizar disso. e ninguém imagina o que estou a sentir neste momento e o quanto custa. nem eu própria tenho bem a noção daquilo que estou a sentir, é demasiado doloroso para explicar. são 2h da manhã e ainda estás na minha mente. e agora?
domingo, 21 de setembro de 2014
A mudança instalou-se como um tiro no escuro. O mundo ficou
mais cinzento e mais frio. O amor e a confiança passaram a ser apenas meros
conceitos e as pessoas não passavam de corpos deambulantes de rostos
desconhecidos. Embora conseguissem levar uma vida supostamente normal e feliz,
faltava-lhes algo. Algo que outrora os fazia esboçar os sorrisos mais sinceros
e sentir o inexplicável, agora, pelo contrário, causava-lhes um vazio
descomunal, que nem eles próprios sabiam explicar.
O quarto, tal como o mundo, estava frio. Um ambiente
pesado rondava-o, embora ainda permanecesse um aroma adocicado que mais se
assemelhava ao perfume de Vénus. Um aroma doce, repleto de memórias,
sentimentos fervilhantes e saudade. De duas almas que se juntaram muito
antes dos corpos e que só estando juntas se completavam.
O que antes eram gotas quentes de suor e da
paixão que os unia, agora não passavam de gotas geladas como o orvalho ao
amanhecer. Gotas em que só restavam memórias, mágoa e saudade. O chão, aquecido
pelo calor que os seus corpos emanavam, estava agora gélido, como um bloco de
gelo. Os lençóis daquela cama abandonada, estavam agora estagnados e
solitários. Mortos. As paredes que outrora guardavam todas as memórias, dos
gritos aos amo-te sussurrados, dos risos aos choros, das promessas aos pactos,
estavam agora vazias. Ou pelo menos aparentavam. A dor, a mágoa e a nostalgia,
aliadas à saudade e ao orgulho, camuflaram tudo o que restava daquele amor
inacabado. Excepto aquele perfume tão alucinante como o que os unia. Aquilo que
simbolizava tudo o que se passara dentro e fora daquelas quatro paredes.
Daquele terceiro espaço, em que eles viviam, sem sequer saberem da sua
existência.
ff O
mundo estava frio e só, bem como o quarto. O mundo, o quarto e eles, que sem
saberem, sentiam tanta falta um do outro como um surdo sente a falta de ouvir o
bater das ondas nas rochas de uma praia deserta. Sentiam tanta falta um do
outro que nem sequer conseguiam explicá-lo. Os sentimentos e pensamentos transcendiam-nos
e talvez por isso, o afastamento foi algo inevitável. Sentiam falta de quando o
tempo parava quando estavam juntos. Sentiam falta do prazer sem nunca terem
sucumbido ao desejo. Sentiam falta dos beijos que não deram, dos amo-te que não
disseram e das verdades que nunca conseguiram expressar. Como alguém que sente
falta de ver o azul do céu, nascendo invisual. Sentiam saudades do que nunca
tiveram, do que nunca foram.
Eles podiam ter sido tudo, mas não arriscaram
o suficiente, mataram-se por jogarem pelo seguro. Tinham tanto para dizer um ao
outro e perderam as palavras num misto de encontro e abandono. Eles só queriam
que tudo voltasse. Sonhos constantes assombravam-nos noite após noite. Bebiam
os sorrisos e as magias um do outro. Beijavam os seus sonhos, acariciavam os
seus desejos e estavam felizes. Plenamente felizes. Sonhavam com o que podiam
ter sido e com o que quase eram, sem saberem. Até ao momento em que acordavam
com a dura realidade de que tudo aquilo não passava de meros sonhos, e que a
realidade era totalmente oposta. E ali permaneciam, sozinhos e
afundados num vazio descomunal, ainda mais profundo e gélido que o quarto e o
mundo.
Eles só queriam ser donos do seu mundo,
do seu destino. Queriam voltar a ser uma alma entre dois corpos, um destino
entre dois sonhos. Um acreditar entre duas vontades. Uma força entre duas
conquistas. Um sorriso entre duas alegrias. Um conforto entre duas companhias.
Um defeito para uma qualidade. Um total para duas metades. Um existir, entre
dois corpos ao vento. Um tudo no meio do nada. Queriam ser tudo isso de novo,
sem fazerem sequer ideia que já o tinham sido.
E eles ainda eram tudo isso, sem sequer o
saberem. Eram o lume de uma paixão inacabada. Ocultada. Nunca aproveitada ou
arriscada. Eram dois mundos à eterna descoberta das maravilhas da vida. O
mundo, o quarto e eles estavam vazios, frios e sós. Mas aquele perfume
adocicado permanecia. Uma chama de uma vela no meio de quatro paredes escuras.
Havia uma réstia daquele amor tão poderoso e fatal, cuja existência eles sempre
desconheceram. Só lhes restava a eles voltar a fazer tudo de novo. Mas será que
conseguiam? Conseguiam retomar algo que nunca começaram? Ressuscitar algo que
nunca chegou a nascer, ou que pelo menos, nunca teve uma vida reconhecida?
Lembravam-se perfeitamente de cada momento.
Cada segundo. Cada olhar trocado. Cada palavra proferida e cada abraço sentido.
Lembravam-se de cada milímetro do corpo um do outro, até mesmo daquilo que
nunca viram. Lembravam-se de todas as declarações de amor que nunca
fizeram e das discussões que nunca tiveram. Aperceberam-se que havia algo para
além da amizade que tinham. Um diamante que precisava de ser lapidado. Um mero
sorriso conseguia congelar o tempo, a voz de um era a música preferida do outro
e quando os seus olhares se cruzavam, nada mais importava. Quando os átomos que
os constituíam se afastaram como um pedaço de gelo quebrado, ambos
perderam algo que não sabiam sequer que existia. Perderam a chama que os
aquecia. Perderam a luz das estrelas, estrelas singelas e lindíssimas, que ao
olharem o céu jamais tinham visto (nem tornaram a ver). Perderam o porto de
abrigo. Aquilo que achavam que não era nada, mas que no fim se revelou tudo.
Quem lhes ativava os pulmões, lhes fugia pela boca. Quem fazia os seus poros
gritar, quando os corpos se fundiam num. Quem lhes bombeava sangue ao coração e
os fazia sentir o impensável, embora fosse encarado com uma maldita
normalidade. Quem fazia os defeitos parecerem virtudes e noites parecerem dias.
Entenderam que as coisas simples que os uniam eram as melhores coisas do mundo.
Lembravam-se da profundidade dos seus olhos cor de mel, presos nas suas peles.
Até já as pedras da calçada e as ondas do mar
choravam por eles, sentiam a sua falta. Das palavras que eles sussurravam um ao
outro sem sequer dizerem nada. Dos beijos que trocavam com o olhar e dos dias e
noites que passavam juntos em mente. O que eles mais queriam era que tudo
voltasse. Queriam fazer o outro perceber que o mundo era deles e que iriam para
onde o outro fosse, independentemente de tudo. Queriam estar juntos, no mar
gélido de defeitos e palavras saídas do coração. Queriam trocar mais beijos com
o olhar e depois com os lábios. Queriam passar mais dias e noites juntos com a
mente, e mais tarde com o corpo, naquela rotina que eles adoravam, mesmo
não se apercebendo da sua existência. Queriam comprovar que ainda se lembravam
na perfeição de cada contorno um do outro. Que a voz ainda era a mesma, bem
como o sorriso inocente e o olhar intenso. Queriam que se lhes lessem os seus
desejos. Os sonhos que sonhavam, após as madrugadas de insónias. Queriam tudo
isto, mas não o sabiam ao certo. Faltava-lhes algo, mas ainda não sabiam
decifrar o que era. Por isso, decidiram permanecer em silêncios que lhes
arrepiavam o coração. Permaneceram despidos de tudo o que os mantinha quentes.
Ficaram sem teto, sem chão. Até ao dia em que finalmente abriram os olhos e se
aperceberam da realidade que os unia. E que forte realidade.
Mas será que não era demasiado tarde?
domingo, 14 de setembro de 2014
procurei em ti a cura que precisava. acabaste por te tornar na minha doença. num vírus letal que me vicia e me mata. mas contigo até a morte tem um certo brilho. mato-me por te querer tanto, mas não é por isso que paro de te querer, mesmo sabendo que isso me magoa. eras a cura que precisava, mas tornaste-te na minha doença. agora a questão é que, a única pessoa que me pode curar foi quem me fez adoecer. tu.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
tenho tantas saudades tuas. saudades que já nem cabem no peito. que transcendem o meu corpo e a minha alma. que me causam mais dores que uma bala, mas que me fazem tão, tão bem. fazes-me quase tão bem como o mar. mas fazes-me quase tão mal como uma enxaqueca. és o meu perfume adocicado. a minha dor de cabeça constante. algo me quer libertar de tudo isso, mas simultaneamente, há algo que não me deixa libertar-me, que não se quer libertar. e no meio de tantos heróis, nós somos perdedores. mas no meio dos perdedores, somos heróis gloriosos. somos o que somos. fomos o que fomos. completos, embora de forma incomum. será que até aquilo que quase roçava a perfeição pode simplesmente acabar? assim? supostamente a morte seria o fim de uma vida. mas as inúmeras especulações acerca da suposta vida depois da morte fazem-me pensar. será que haverá uma vida depois da morte daquilo que tínhamos? será que estamos mortos ou vivos? ressuscita-me. ressuscita-nos. faz com que a vida depois da morte seja ainda melhor do que a primeira. faz com que
valhamos a pena, nem que seja só por uma vez.
domingo, 24 de agosto de 2014
nós estávamos tão certos que estava destinado. isso não me sai da cabeça.
fssss
pelos vistos foi só mesmo parecer.
estou perdida. desolada. devastada. caí de novo e desta vez foi fundo. tento-me levantar mas algo não me deixa. estou num poço profundo e não consigo trepar as paredes para voltar cá acima. não sei se hei-de partir tudo isto, expulsando a minha raiva, ou se hei-de chorar até alguém me ouvir ou até ficar afónica. não consigo falar sobre o assunto sem me desmanchar em lágrimas ou sem ficar com uma fúria digna de um pugilista. não sei explicar a minha reação, mas na minha mente faz todo o sentido. não foi um simples ato de desprezo da tua parte, isso resolve-se bem. é muito mais complexo que isso, mesmo muito mais. e ninguém percebe, ou se esforça para perceber. estou farta. farta que nunca nada tenha sido fácil para... nós (?), se é que alguma vez existiu algo parecido com um "nós". nunca nada foi como eu queria, ou como precisava. fui muito feliz, mesmo muito, mas admito que também gostava de ter dessas relações em que os obstáculos são ultrapassados. em que há respeito. confiança. em que, por muito que tudo mude, eles não mudam... e continuam juntos. queria que me quisesses. que gostasses mesmo de mim. que tudo isto não tivesse passado de uma fachada. uma mentira. uma ilusão. entreguei-me a ti de corpo e alma, e arrasaste comigo por inteiro. mesmo assim, voltei para ti e magoei-me de novo. nunca rastejei por nenhum rapaz. nunca me deixei levar demasiado e nunca deixei que alguém me magoasse, ou pelo menos, que me magoasse como neste caso. e logo desta vez, quando finalmente abri o meu coração e demoli um pouco da barreira supostamente indestrutível que criei, ignoraste-me e fingiste que eu não existia. sei que ambos ficámos uma hora a olhar para a pequena e maldita janela de chat. só queria saber no que pensavas. os meus olhos furiosos não conseguiam deixar de fixar o símbolo que aparecia de minuto a minuto, que indicava que estavas a escrever. quando ao fim de uma hora, abandonaste o recinto, o meu coração caiu e com ele também eu caí, lavada em lágrimas, não sei se de fúria, de tristeza, mágoa, saudade ou amor. não entendo as minhas reações. desde ontem até hoje. semi-ataques de pânico, diretas, náuseas, etc. estou bem até que me lembro do assunto, e queimo por dentro. porque é que me fazes isto? não quero falar do assunto, mas quero que alguém me obrigue a fazê-lo. não quero ouvir a tua voz, mas dou por mim com os fones nos ouvidos, a ouvir as tuas músicas. não quero saber de ti, mas ao mesmo tempo não quero mais nada. não sei se te quero, se não te quero, se te quero ainda mais. já não sei nada. não sinto nada e sinto demasiado. não entendo o que se passa comigo, mas há algo em mim que entende mas não me explica. deve ser o acumular de tudo. o culminar de todas as lágrimas que já derramei por ti. de todas as noites mal dormidas e também das passadas em branco. de tudo, bom e mau. se tudo isto fosse normal, depois desta tua imaturidade, um simples telefonema ou uma ida ao teu encontro poderia ajudar ou até resolver tudo. mas não. tenho de me limitar ao que tenho. à merda que tenho. já estou mais que habituada a lidar com tudo sozinha, ou quase. mas desta vez, só desta vez, preciso mesmo de ajuda. porque um "vai ficar tudo bem" não basta... sei que não vai. preciso que alguém de soluções e opiniões sinceras.
nem as minhas palavras saem como quero. não sei o que escrever, falar, pensar. fazer. estou perdida. nada do que digo faz sentido. quero mudar tudo isto. tentar ou desistir. não posso sofrer mais. se eu pudesse, ia agora ter contigo e encostava-te à parede.
"agora ou nunca."
mas não. aliás, nem sei se hei-de ser direta, esquecer o orgulho e enfrentar-te, ou se hei-de simplesmente fingir que nada aconteceu e esperar (sentada) que algo mude.
devo ficar aqui à espera de ajuda ou devo sair daqui e enfrentar quem me empurrou?
"you can't be fixed by the same person who broke you". talvez o meu problema tenha sido mesmo esse. vi na minha doença, a cura que precisava.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
sinto-me numa autêntica montanha russa.
sempre fui feita de altos e baixos. uma subida serena aqui, uma descida alucinante ali e um looping aterrorizante de vez em quando. já estou mais que habituada a esta rotina, adoro montanhas russas e preciso de altos e baixos na minha vida. gosto especialmente da sensação de me levantar do chão depois de ter caído. ter-se força suficiente para ultrapassar os obstáculos e arranjar uma forma de lutar e nunca desistir. mas neste momento, estou farta de baixos. farta de cair e me desiludir. porque é que não posso simplesmente desviar-me dos obstáculos e manter-me de pé? porquê? porque uma simples pessoa consegue ser um dos meus maiores obstáculos, um dos meus maiores medos, desejos, impasses e alcances. moves mundos para me levantar e ver sorrir, mas no fundo, sabes que muitas vezes és o culpado da minha queda. são demasiados impasses, demasiados "e se", demasiados "talvez". estou farta de meios-termos. o mundo avança ou assenta, e eu continuo aqui, mais uma vez, no meio termo. porquê? ficas comigo ou largamo-nos de uma vez? ando a guardar tudo para mim. não te digo nada e não deixo que me digas as palavras que eu tanto quero ouvir. porque sei que algo em mim vai ser mais forte que eu e vai fazer-me vacilar, quebrar a barreira que criei, dar tudo de mim e magoar-me de novo. e isso faria de mim muito estúpida. o problema é que é o que sou e neste momento, só quero clicar na opção "enviar" e pronto, lixo-me para o resto. aquilo que tenho desistido de dizer a cada dia, a cada madrugada, seria dito, de uma vez por outras. sem querer saber do resto. paciência, "perdido por cem, perdido por mil.". no meu íntimo, já te perdi há muito, mas continuo a convencer-me que algo que já não existe, ainda tem alguma réstia de realidade. convenço-me que ainda há algo, por muito escondido que esteja. que eu ainda significo algo, quando nem sei se alguma vez signifiquei. só me apetecia dizer-te tudo. ontem não te queria ver sequer. estava assombrada pelo medo do que poderia ou não acontecer e de como sairia de lá. mas quando me apercebi que aquilo era mesmo necessário, ganhei forças e percebi que seria uma cobarde se não fosse. ainda me passou pela cabeça dizer-te tudo ou cometer uma loucura, mas felizmente pensei duas vezes. e três. e quatro. conclusão, fiquei em casa, a chorar e a pensar que tanto eu como tu sabemos perfeitamente que não vamos esperar mais um ano. que pode ter sido a última oportunidade que tivemos.
sei que nenhum de nós vai esperar mais um ano. tu não deves esperar nem mais um dia. aliás, será que já não deixaste de esperar há muito tempo?
nós púnhamos as mãos no fogo em como estava destinado. pelos vistos, estávamos redondamente enganados. nem sabes o quanto isso dá cabo de mim.
sábado, 16 de agosto de 2014
basicamente.
só queria que o percebesses, sem eu ter de to dizer. ouve o meu silêncio e interpreta-o. vê o sorriso escondido e o brilho disfarçado no olhar. repara na necessidade disfarçada do toque e do sentimento, da posse, da saudade. repara em tudo, sem que eu to mostre ou diga. quero que me queiras, como te quero a ti. ou não tanto, mas o suficiente para uma oportunidade. se ma desses, sei que valeria a pena. "quero alguém que precise de mim" e "quero alguém que me queira" é o que mais se ouve hoje em dia. neste caso, sei que precisas imenso de mim, mas neste momento, também queria que me quisesses.
azar o meu.
esta viagem só poderia ter feito todo o sentido se tivesses estado lá comigo. só via casais felizes em meu redor. rostos apaixonados e sorridentes, de mãos dadas e almas unidas naquele cenário tão incrivelmente romântico. olhava para eles e fazia piadas, mas no fundo admirava-os e sentia quiçá um pouco de inveja por não poder estar lá como todos eles. por não poder estar lá contigo. ou com alguém que me fizesse sentir o mesmo que tu. ou seja, contigo, basicamente. fui estúpida ao ponto de ter passado uma das noites em branco no terraço, a olhar para o rio e a imaginar o quão bom seria se tudo fosse fácil. se pudesse ser feliz com quem quero estar, tal como as outras pessoas. se pudesse ter uma oportunidade. uma oportunidade, não pedia nem peço mais que isso. fui estúpida ao ponto de quase ter vacilado com outra pessoa, para te tentar esquecer. na realidade, percebi que ainda estou apaixonada por ti, mais do que nunca. fui ainda mais estúpida por nessa noite, te ter dito algo e para variar, não ter obtido qualquer resposta. por ter escrito algo para ti na parede em Verona, onde os apaixonados faziam as suas eternas juras de amor. fui estúpida ao ponto de mesmo depois de tudo isto, ainda ter querido que tivesses estado lá comigo. sou estúpida ao ponto de ainda te querer comigo, mais do que nunca, com todas as forças que tenho.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
passaram-se dois anos e ainda me sinto perdida. mas ao mesmo tempo presa a ti. o meu masoquismo fez-me prisioneira. e gostar desta prisão faz-me ainda mais idiota. passaram-se 2 anos. por muito que muitas coisas tenham mudado, tanto drástica como subtilmente, há algo que não mudou. o facto de ser uma otária de primeira, e de ainda gostar tanto, mas tanto de ti que dava o mundo para te ver feliz. acho que no fundo, as
duas coisas estão relacionadas.
será que isto alguma vez vai mudar? será que algum dia vai melhorar ou compor-se? será que vou deixar de me sentir perdida? e presa?
mais uma vez, sou tão otária.
terça-feira, 29 de julho de 2014
só te quero comigo. preciso de ti mais do que nunca.
mas confundes-me como ninguém. adormeço às 6h ou 7h da manhã porque a minha mente não arranja uma maneira de parar de pensar. em mim. em ti. em nós. ora na dura realidade, ora em utopias daquilo que poderíamos ser. e só quando o cansaço domina o meu corpo, consigo adormecer. passo o dia sem me lembrar de ti (90% do tempo), mas de repente, voltas à minha mente e arrebatas-me como se recuássemos 2 anos, ao momento em que o nosso olhar se cruzou pela primeira vez. é em ti que penso nas horas nostálgicas. é o teu nome que escrevo num vidro embaciado. é de ti que as músicas e filmes me fazem lembrar. é contigo que queria partilhar os meus dias. era a ti que me queria entregar de corpo e alma, sem pensar nas consequências. és das pessoas em quem mais confio, apesar de tudo. sabes os meus segredos e confidências. independentemente de tudo, estás comigo de manhã, à tarde, à noite e de madrugada. à nossa maneira, mas é verdade que não me lembro de me abandonares. e embora te tenha uma raiva tal que percorre todo o meu corpo, no fundo sei que és uma das melhores pessoas que conheço. mas que também és humano, e como tal, erras, tal como eu. embora me apeteça espancar-te durante maior parte do tempo, sei que também só quero saltar para os teus braços sem pensar duas vezes. e sim, nunca me abandonaste. mesmo quando não te contava as coisas que me atormentavam, acabavas sempre por descobrir e não descansavas enquanto não me sentia um bocadinho melhor. ainda hoje o fazes. e no momento em que anda toda a gente ocupada com os seus próprios problemas e em que me sinto um pouco "abandonada" (podemos dizer), ao menos, sei que és das poucas pessoas que se preocupa realmente comigo e que, apesar de tudo, não me abandonou. porque um simples "estás bem?" verdadeiramente sentido, com preocupação e sem obrigação, vale muito mais do que aqueles "espero que estejas bem" que só têm como intuito uma resposta rápida seguida de um "e tu?" tão desejado. enfim. és uma das pessoas mais importantes, quer queira, quer não, e lá está, embora te tenha uma raiva descomunal, quando me sinto sozinha, estás lá para mim. tal como eu estou sempre aqui para ti, apesar de tudo. como hoje.
mesmo assim, quero-te de uma maneira que nem eu mesma sei explicar. quero-te comigo. quero-te sentir-te nem que seja só mais uma vez. mas como disse, confundes-me como ninguém, e eu não sei se aguento mais isto. não sei se o melhor não será simplesmente baixar os braços e desistir. deixar de lutar e ficar apenas por uma simples amizade. com memórias, mas uma amizade. talvez seja mais seguro.
mas será que o mais seguro é o melhor para mim?
probably not.
sábado, 19 de julho de 2014
"and your heart's against my chest, your lips pressed to my neck. I've fallen for your eyes, but they don't know me yet. and with a feeling I'll forget, I'm in love now."
Queria poder voltar a sentir o teu coração perto do meu. A tua respiração no meu ouvido. Os teus braços a apertarem o meu corpo contra o teu. O teu perfume em mim. Os teus lábios nos meus. Queria poder voltar a sentir o teu toque. Poder voltar a olhar-te olhos nos olhos. Queria tudo o que tivemos. Queria tudo o que não tivemos mas que poderíamos ter tido. Queria poder voltar. Não sei se ao que éramos, se ao que desejávamos ser. Ou ao que devíamos ter sido. Queria tanto poder voltar.
Mas infelizmente, às vezes não basta querer.
"Agora que isto aconteceu, acredito em almas gémeas." queria tanto que estivesses aqui. *
segunda-feira, 14 de julho de 2014
pretty much.
tenho tantas, tantas saudades, por muito que me custe admiti-lo. e todos os dias luto por (mais) uma oportunidade, mesmo sem mostrar ou admitir que a quero e que preciso dela mais do que nunca. todas as noites, quando não consigo dormir, é até ti que a minha mente me leva. à minha idealização daquilo que poderíamos ter. se me desses uma oportunidade. se eu te desse uma oportunidade. se me desse a mim mesma uma oportunidade. se conseguisse quebrar a barreira que criei, sem ter medo de me magoar. só queria que tudo fosse mais fácil e que não estivesse há 2 anos a lutar por algo que parece que só eu quero. para além do medo de me magoar, tenho medo de perder uma oportunidade. mas se não ma deres, ou se eu não a criar, não a estou a perder, certo? certo.
não perco a oportunidade, mas perco-te a ti.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Só eu sei o quanto fui feliz aqui. Aliás, na altura não o sabia e isso transtorna-me de uma maneira que nem consigo explicar. Voltava sem pensar duas vezes. O que muda em apenas um ano...
"Se eu pudesse, se eu tivesse, algum poder, que mo trouxesse de volta, eu começava tudo de novo".
O meu maior desafio. "Só eu sei o quão feliz fui aqui."
idc, honestly.
domingo, 22 de junho de 2014
Rotinas.
Amar-te era a minha rotina.
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Tive de esperar que escrevesses isto e que hoje fosse dia 22 de Junho para poder voltar a dizer alguma coisa, embora vá ser algo ridículo, para variar. Sim, amar-te também era a minha rotina. A melhor rotina que tinha. Das poucas rotinas das quais não me fartava, independentemente dos julgamentos dos outros. Não me fartava e queria mais e mais, todos os dias. Amar-te era a minha rotina. E depois passou a ser tentar esquecer-te. Mas não consegui. Fui demasiado fraca para isso, admito. E acabei por ficar onde estou. Amar-te era a minha rotina e ainda hoje o é. De uma forma diferente, mas ainda é. Não consigo deixar que vás embora nem consigo seguir em frente. Tento não me envolver mas é quase como pedir ao sol que não nasça ou ao mar que nunca tenha ondas. Não consigo, simplesmente. Tentei, mas, embora até possa estar mais feliz sem estar contigo a magoar-me, foste a única pessoa que em toda a minha vida me fez sentir que eu valia a pena, que era bonita e que podia ser amada. Fizeste-me sorrir, amar e sonhar como ninguém. Complementavas-me e preenchias-me os rasgos de alma. Éramos um. E agora, que não te tenho, vejo em meros momentos nossos uma pequena réplica daquilo que outrora tivemos, e que desapareceu. E por isso fujo, porque sei que ao mínimo pormenor, me vou envolver de novo, e me vou magoar, como muitas vezes acontece. Daí nunca mais ter escrito para ti nem sobre ti, porque estaria a quebrar a barreira que criei. Fujo de ti como uma criança foge do fogo. Sabe que não pode tocar, porque se vai queimar. Mas quer tentar, quer sentir a chama nos dedos para aprender. Eu já senti e fiquei com uma queimadura de 3º grau que ainda hoje me dói diariamente. Como posso voltar a tocar no fogo? Embora adore a sensação do calor nas mãos e da adrenalina do momento, sei que me vai doer, que me vou queimar e que, queimadura por cima da que eu já tenho, dá uma cicatriz para a vida.s
Portanto diz-me, como posso ter coragem de voltar para ti? Eu quero-o com todas as minhas forças, mas tenho de resistir enquanto posso, enquanto consigo. Não sabes a falta que me fazes, não fazes a menor ideia..Não sabes quantas vezes choro e sofro por ti. Não sabes as vezes que me lembro de nós e a saudade me arrasa. Mas tenho de resistir a isso. Porque sei que se um dia me apareceres à frente, não vou conseguir controlar-me e ao mínimo indício, volto para ti. Deixa-me aguentar enquanto posso. Vou deambulando, chorando um bocadinho e fingindo que não me importo. Deixa-me aguentar uns minutos racionais, porque sei que a qualquer segundo, a emoção vai tomar controlo sobre mim e fazer-me correr para ti, sem pensar nos riscos. Se isto é amor, não sei, mas se não o é, também não sei o que poderá ser para além de loucura. Um amor louco e desmedido que eu não consigo deixar para trás, mas não quero encarar de frente. E quando tiver de fazer algo, o que faço? Deveria manter ou mudar a minha rotina? *
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