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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Hm. Desabafos. Simplesmente. Amo-te. *


Ultimamente, o meu ritual é basicamente escrever frases à toa por onde quer que passe. Escrever rascunhos de textos que te quero dedicar. Palavras que te quero dizer. No entanto, no fim, acabaram por ser sempre rascunhos. Desabafos. Devaneios. Aconteceram imensas coisas nas últimas semanas. Já discutimos, fizemos as pazes. Já me ignoraste, já me procuraste. Já ri, já chorei. Já te amei e já te odiei. Como não podia falar de tudo, porque se o fizesse, isto tornar-se-ia num discurso diplomático da deprimência adolescente e não é isso que pretendo, vou tentar focar-me apenas no presente. Venho aqui com o simples intuito de mandar todas as minhas frustrações para este recanto, porque estou a chegar ao meu limite. Não será algo floreado e bonitinho, porque as minhas emoções também não estão lá muito bonitas e 'cor-de-rosa'. Vai ser grande? Vai. Confuso? Bastante. Vai ser algo que provavelmente ninguém vai perceber, mas eu percebo, as palavras e as razões para tal. Enfim. Não sei como hei-de lidar com isto, a sério que não. Porque o que eu preciso realmente é de uma prova de amor tua. Colocando a razão em primeiro lugar, admito. Preciso de atitudes tuas. Palavras? Leva-as o vento. Eu quero é atitudes! E parece estar bastante escasso. Ando a deprimir contigo e admito que me tens posto louca. Amo-te. Odeio-te profundamente. Ora me apetece esmurrar-te, ora me apetece saltar para os teus braços. Se pudesse, ia agora a Faro. Sem pensar duas vezes. Invadia a tua casa. O teu quarto. A tua cama. Todo o teu ser. Se não estivesses em casa, descobriria onde estavas e ia lá sem pensar duas vezes. Se pudesse, pegava em toda a minha raiva e fúria, magistralmente misturadas com o meu amor, saudades e confiança, e depositava tudo isso naquelas que iriam ser as melhores horas da minha vida. Eu e tu. Numa verdade tão nítida, tão simples, tão nua, crua, real, aquela junção da razão com a emoção em momentos tão intensamente destinados a acontecer. Ia cumprir o teu desejo de dia 6, bem como o meu maior desejo nestas últimas semanas. Quero-te a ti, da forma mais simples, real e despida de pudores ou preconceitos, pensamentos alheios ou preocupações corriqueiras. Só tu e eu, ali, juntos para o mesmo. Era o que queria. É o que quero. Se não sou digna de ter o teu coração, que seja digna de ter o resto, sei que chegarei ao teu coração na mesma. Sei que haverá uma réstia minha por aí, pelo ímpeto da tua alma, pelo âmago do teu ser... nem que seja daqui a anos e seja algo quase insignificante, mas eu sei que haverá algo meu dentro de ti. Mas sim, admito... por mim, podia ser a qualquer hora, num local totalmente indiferente, em qualquer circunstâncias. Não importaria e não importa. Não quero saber do que quem ler isto pode achar, mas quero estar contigo. Estar. Quero sentir a tua pele sobre a minha. O teu corpo sobre o meu. Explorar e conhecer cada recanto e contorno teu. Dar-me de corpo e alma a ti e sentir que também o fazes. Unirmo-nos num só. Ali. Naquele momento. Sentir as tuas mãos pelo meu corpo. O teu toque determinado, certo e 'perfeito'. Poder percorrer o teu corpo com as minhas mãos. Poder sentir os teus beijos desenfreados e apaixonados por todo o meu ser. Sentir que cada movimento nosso estava perfeitamente sincronizado e que juntos fazíamos algo que se aproximava da perfeição. Quero ver o teu lado mais louco. O menos decente. O mais apaixonado. O mais corajoso. Quero ver o que escondes por detrás da tua timidez e subtileza tão habitualmente adoráveis. Quero que avancemos. Quero que exprimamos o que sentimos de uma outra forma. Quero sentir-te. Possuir-te. Desejar-te ainda mais e dar uso a esse desejo ardente, mas escondido. Quero que o meu coração pare contigo. Com o teu toque. Com o teu beijo. Com todo aquele momento. Quero sentir o teu coração acelerado perto do meu. A tua respiração ofegante em sintonia com a minha. Quero sentir o teu perfume em mim mesmo depois de ires embora. Quero ter saudades daqueles momentos quentes, e saber que os iria reviver quando quisesse e pudesse. Quero ter saudades da sensação da pele a queimar com o toque e da ardência do momento num Mundo de atitudes loucas. Beija-me. Agarra-me e arrepia-me. Chama-me princesa. Sufoca-me. Sim, 'sufoca-me' com os teus braços num abraço tão apertado que me faça sentir cada milímetro teu. Loucura divina de uma morte figurada de prazer. E assim estou em fugazes loucuras. Passageiros momentos em que não sinto o tempo passar. Quero sentir que és realmente meu e que sou realmente tua (embora odeie essa ideia de posse tão usada hoje em dia). Mas sim. Quero mentalizar-me que somos realmente um do outro. Simplesmente. Quero descobrir novos caminhos e novos rumos de demonstrar o que sinto por ti e de me certificar que sentes realmente algo por mim. Quero que cheguemos ao amor. Mas também quero que cheguemos ao desejo insaciável. À loucura. Ao prazer. Àquela verdadeira união que é tão falada. Neste momento, ora te amo, ora te odeio, ora te volto a amar de uma forma louca e inexplicável. Mas eu sei que, mesmo que te odiasse, se assim me fosse permitido, não pensaria duas vezes e entregar-me-ia a ti por completo, naquele momento. Como estou agora, precisava de algo assim. Já li os teus ''Amo-te.'', já os ouvi. E não me canso. Agora, quero senti-los. Enfim, vamos esquecer que eu disse isto, era só um desabafo guardado. Sabes que sou romântica. Uma romântica incurável. Adoro o amor e todas as partes bonitas que fazem parte dele. Gosto de romantismo. Não me envergonho, gosto. Daí também ver isto como uma forma de demonstrar o que se sente e eternizar esse tal sentimento. Não sendo algo meramente físico e racional, mas com muito sentimento e emoção fundidos.  E tu sabes bem que eu penso assim. 'Quero que me estendas no chão quente e que me leves à razão.' Por isso, ignorando a minha deprimência mais recente, estou e sou feliz. Também com o que temos. Espero que tu também. Apesar de tudo, amo-te. *