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domingo, 24 de agosto de 2014

nós estávamos tão certos que estava destinado. isso não me sai da cabeça.
fssss
pelos vistos foi só mesmo parecer.

estou perdida. desolada. devastada. caí de novo e desta vez foi fundo. tento-me levantar mas algo não me deixa. estou num poço profundo e não consigo trepar as paredes para voltar cá acima. não sei se hei-de partir tudo isto, expulsando a minha raiva, ou se hei-de chorar até alguém me ouvir ou até ficar afónica. não consigo falar sobre o assunto sem me desmanchar em lágrimas ou sem ficar com uma fúria digna de um pugilista. não sei explicar a minha reação, mas na minha mente faz todo o sentido. não foi um simples ato de desprezo da tua parte, isso resolve-se bem. é muito mais complexo que isso, mesmo muito mais. e ninguém percebe, ou se esforça para perceber. estou farta. farta que nunca nada tenha sido fácil para... nós (?), se é que alguma vez existiu algo parecido com um "nós". nunca nada foi como eu queria, ou como precisava. fui muito feliz, mesmo muito, mas admito que também gostava de ter dessas relações em que os obstáculos são ultrapassados. em que há respeito. confiança. em que, por muito que tudo mude, eles não mudam... e continuam juntos. queria que me quisesses. que gostasses mesmo de mim. que tudo isto não tivesse passado de uma fachada. uma mentira. uma ilusão. entreguei-me a ti de corpo e alma, e arrasaste comigo por inteiro. mesmo assim, voltei para ti e magoei-me de novo. nunca rastejei por nenhum rapaz. nunca me deixei levar demasiado e nunca deixei que alguém me magoasse, ou pelo menos, que me magoasse como neste caso. e logo desta vez, quando finalmente abri o meu coração e demoli um pouco da barreira supostamente indestrutível que criei, ignoraste-me e fingiste que eu não existia. sei que ambos ficámos uma hora a olhar para a pequena e maldita janela de chat. só queria saber no que pensavas. os meus olhos furiosos não conseguiam deixar de fixar o símbolo que aparecia de minuto a minuto, que indicava que estavas a escrever. quando ao fim de uma hora, abandonaste o recinto, o meu coração caiu e com ele também eu caí, lavada em lágrimas, não sei se de fúria, de tristeza, mágoa, saudade ou amor. não entendo as minhas reações. desde ontem até hoje. semi-ataques de pânico, diretas, náuseas, etc. estou bem até que me lembro do assunto, e queimo por dentro. porque é que me fazes isto? não quero falar do assunto, mas quero que alguém me obrigue a fazê-lo. não quero ouvir a tua voz, mas dou por mim com os fones nos ouvidos, a ouvir as tuas músicas. não quero saber de ti, mas ao mesmo tempo não quero mais nada. não sei se te quero, se não te quero, se te quero ainda mais. já não sei nada. não sinto nada e sinto demasiado. não entendo o que se passa comigo, mas há algo em mim que entende mas não me explica. deve ser o acumular de tudo. o culminar de todas as lágrimas que já derramei por ti. de todas as noites mal dormidas e também das passadas em branco. de tudo, bom e mau. se tudo isto fosse normal, depois desta tua imaturidade, um simples telefonema ou uma ida ao teu encontro poderia ajudar ou até resolver tudo. mas não. tenho de me limitar ao que tenho. à merda que tenho. já estou mais que habituada a lidar com tudo sozinha, ou quase. mas desta vez, só desta vez, preciso mesmo de ajuda. porque um "vai ficar tudo bem" não basta... sei que não vai. preciso que alguém de soluções e opiniões sinceras.
nem as minhas palavras saem como quero. não sei o que escrever, falar, pensar. fazer. estou perdida. nada do que digo faz sentido. quero mudar tudo isto. tentar ou desistir. não posso sofrer mais. se eu pudesse, ia agora ter contigo e encostava-te à parede. 
"agora ou nunca."
mas não. aliás, nem sei se hei-de ser direta, esquecer o orgulho e enfrentar-te, ou se hei-de simplesmente fingir que nada aconteceu e esperar (sentada) que algo mude.

devo ficar aqui à espera de ajuda ou devo sair daqui e enfrentar quem me empurrou?

"you can't be fixed by the same person who broke you". talvez o meu problema tenha sido mesmo esse. vi na minha doença, a cura que precisava.

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