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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

sinto-me numa autêntica montanha russa.
sempre fui feita de altos e baixos. uma subida serena aqui, uma descida alucinante ali e um looping aterrorizante de vez em quando. já estou mais que habituada a esta rotina, adoro montanhas russas e preciso de altos e baixos na minha vida. gosto especialmente da sensação de me levantar do chão depois de ter caído. ter-se força suficiente para ultrapassar os obstáculos e arranjar uma forma de lutar e nunca desistir. mas neste momento, estou farta de baixos. farta de cair e me desiludir. porque é que não posso simplesmente desviar-me dos obstáculos e manter-me de pé? porquê? porque uma simples pessoa consegue ser um dos meus maiores obstáculos, um dos meus maiores medos, desejos, impasses e alcances. moves mundos para me levantar e ver sorrir, mas no fundo, sabes que muitas vezes és o culpado da minha queda. são demasiados impasses, demasiados "e se", demasiados "talvez". estou farta de meios-termos. o mundo avança ou assenta, e eu continuo aqui, mais uma vez, no meio termo. porquê? ficas comigo ou largamo-nos de uma vez? ando a guardar tudo para mim. não te digo nada e não deixo que me digas as palavras que eu tanto quero ouvir. porque sei que algo em mim vai ser mais forte que eu e vai fazer-me vacilar, quebrar a barreira que criei, dar tudo de mim e magoar-me de novo. e isso faria de mim muito estúpida. o problema é que é o que sou e neste momento, só quero clicar na opção "enviar" e pronto, lixo-me para o resto. aquilo que tenho desistido de dizer a cada dia, a cada madrugada, seria dito, de uma vez por outras. sem querer saber do resto. paciência, "perdido por cem, perdido por mil.". no meu íntimo, já te perdi há muito, mas continuo a convencer-me que algo que já não existe, ainda tem alguma réstia de realidade. convenço-me que ainda há algo, por muito escondido que esteja. que eu ainda significo algo, quando nem sei se alguma vez signifiquei. só me apetecia dizer-te tudo. ontem não te queria ver sequer. estava assombrada pelo medo do que poderia ou não acontecer e de como sairia de lá. mas quando me apercebi que aquilo era mesmo necessário, ganhei forças e percebi que seria uma cobarde se não fosse. ainda me passou pela cabeça dizer-te tudo ou cometer uma loucura, mas felizmente pensei duas vezes. e três. e quatro. conclusão, fiquei em casa, a chorar e a pensar que tanto eu como tu sabemos perfeitamente que não vamos esperar mais um ano. que pode ter sido a última oportunidade que tivemos.
sei que nenhum de nós vai esperar mais um ano. tu não deves esperar nem mais um dia. aliás, será que já não deixaste de esperar há muito tempo?

nós púnhamos as mãos no fogo em como estava destinado. pelos vistos, estávamos redondamente enganados. nem sabes o quanto isso dá cabo de mim.

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