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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Dualidades. Síncope. Dúvidas. Certezas. Possibilidades. Amor. Eterno. Genuíno. Será? Amo-te. *


Não vou dizer nada de especial desta vez. Aliás, não vou dizer praticamente nada. Não consigo. As palavras bloquearam ainda mais. Enclausuraram-se na minha garganta. Nos meus lábios. Nos meus olhos. Na minha mente. No meu coração. Na minha alma. Não querem abandonar o âmago do meu ser. Insistem em atormentar-me. Tal como já tinha dito, agora que tudo se estava a encaminhar... agora que eu já conseguia ver um resquício de luz no meio de toda a escuridão em que me encontrava... precisamente agora.  Teriam de me cegar ou de me vendar os olhos. Tinha de voltar à escuridão que fora dilacerada pelas minhas lágrimas e pela dureza da realidade. Realidade que eu já não sei qual é ao certo. Faltam-me as palavras. Perco-as por aí. Algures. Talvez ao virar de qualquer esquina. Algures no Centro. Algures no Sul. Aqui. Aí. Comigo. Contigo. Connosco. Com o que ainda resta de nós. Neste momento, penso que o melhor é ficar calada. Muda em silêncios que têm tanto para dizer. Em sentimentos que têm tanto para expressar. Estou de novo perdida. Começava a encontrar-me de novo. A mim. A ti. A nós. Agora? Só vejo um misto de encontro e abandono. Mais dualidades contrastantes. Explica-me. De uma vez. O que sentes por mim? Sou minimamente importante? É que... já não sei. Dizes-me aquilo tudo... e hoje estás cá em Lisboa OUTRA VEZ e não me dizes nada? Por favor, explica-me apenas o porquê.s Só isso. Porquê? Não estou a perceber, juro! Achas que se eu fosse aí não te avisava? Óbvio que avisava. Eu quero estar contigo! Pois, se calhar é isso. Se calhar não queres estar comigo. Ou se calhar ainda não estás pronto para estar comigo. Ou se calhar nunca quiseste. Nem nunca irás querer. Ou se calhar não queres estar pronto. Não sei. Não sei nada. De novo. Antes das poucas coisas que sabia era que te amava e que tu me amavas. Pois. Já nem isso sei. Já só sei uma delas. Sei que te amo mais que tudo. Que sinto algo que nunca senti por ninguém. Que o sinto por ti. Tu? Já não sei. Dizes que queres vir cá. Que queres estar comigo. Curioso. Tens vindo cá muitas vezes ultimamente. Ainda mais curioso é que ainda não estivemos, efectivamente, juntos. Eu quero-o. Muito. Compreendo-te, por um lado. As pessoas conhecem-te. Provavelmente se nos vissem, iriam pensar algo. Ou não, não sei. Mas... se me amasses mesmo, estarias disposto a isso e muito mais. Lá está. Será que me amas? Será que algum dia sentiste algo por mim? Se calhar, tens vergonha de mim. Tens vergonha que o Mundo me veja contigo. Até que é compreensível. Não sou nenhuma deusa grega idealizada e cobiçada pelas mentes masculinas. Não tenho a tua idade. Não moro onde tu moras. Não sou modelo. Não me chamo Carla. Nem Mariana. Nem nada. Sou uma miúda. Uma fã (a quem por acaso tu dizes que amas e que é a mulher da tua vida há quase 10 meses), uma mera fã. Uma admiradora. Uma criança que ainda não viveu nada. Que não sabe nada. Uma nulidade, talvez. Sim, alguém para promover a fama e uma forma de praticar o romantismo através de um suposto e talvez ilusório amor atolado de palavras também elas ilusoriamente mágicas e apaixonadas. Ainda agora demonstraste o teu imenso gosto em estar aí. ''Jamie Cullum. Tão bom x)'' Quer dizer... estás aqui e ouvir Jamie Cullum é que é maravilhoso? A sério? Eu compreendo, mas... A sério?! Sabes o que é que era bom? Que estivesses aqui. Que me deixasses agarrar-te. Beber dos teus sorrisos suaves e das tuas magias de amor. Que me deixasses saber-te real como o quão gosto de ti. Que me deixasses beijar-te os sonhos. Acariciar-te os desejos. Fazer de ti o homem mais feliz do mundo. Que me deixasses ser feliz contigo, neste misto de sentimentos e borboletas na barriga. Queria que me provasses. Que me dissesses. Que me mostrasses. Que me deixasses entender a realidade. Queria que viesses ter comigo. Que me ligasses. Que me deixasses ouvir a tua voz. Que viesses cá. Que cumpríssemos os nossos planos. As nossas promessas. Que me mostrasses o peso de cada palavra e de cada frase que me dedicas, mas em actos. Em atitudes. Queria que nos sentíssemos. Que nos víssemos. Que nos ouvíssemos. Que sentíssemos o perfume um do outro. O toque. O beijo. Que nos envolvêssemos no abraço um do outro. Nas nossas palavras. Que nos amássemos. Que nos tivéssemos um ao outro. Se é que alguma vez te tive ou te terei. Mas para isso, é preciso que venhas. Mas quando vens? Cada dia a mais é um dia que já perdeste. Que desperdiças. Que me dói. Amor. Dá-me mais um sorriso e eu fico minimamente bem. Embora deseje e anseie por muito mais, contento-me com um sorriso teu. Sincero. Genuíno. Sem ti o que será de mim? Amo-te. Diz-me que existes e vais existir sempre na minha vida. Diz-me que estás aqui e nunca te irás embora. Quero agarrar a realidade e nada mais importa. A minha felicidade és tu, por isso, quero-te a ti. A realidade somos Nós. Nós e o mundo. Quero que sejamos nós os donos do nosso mundo. Os criadores do nosso destino. Quero esta realidade e mais nenhuma. Quero-te quando acordar e não só enquanto durmo. Somos Um. Uma alma entre dois corpos. Um desejo entre dois sonhos. Um coração entre duas pessoas. Um acreditar entre duas vontades. Um sorriso entre duas alegrias. Um conforto entre duas companhias. Somos uma paixão que (supostamente) sobrevive a supostas razões. Somos um tudo no meio do nada. Somos Eu e Tu. Somos o Amor mais impossivelmente possível que eu conheço. Agora, eu quero é acreditar que este tal Amor é realmente genuíno. Pois. Não sei. Tenho dúvidas. Imensas. Mas neste momento acho que não. É genuíno da minha parte. Da tua, terás de ser tu a dizer-mo. Por isso, vá. Diz-me. Mostra-me. Dizes que sou a tua felicidade. A tua vida. O teu Mundo. Então corre atrás dela e luta. Por ela. Pela tua felicidade. Por mim. Peço-te. Estás a destruir-me por dentro. Mas eu fico bem, dentro dos possíveis. Não me deixarei ir abaixo. Não o prometo, mas vou tentar. Sinais de Síncope. Mais uma vez. Não consigo lutar contra o que sinto por ti. Amo-te. *

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