Não vou dizer nada de especial desta vez. Aliás, não vou dizer praticamente nada. Não consigo. As palavras bloquearam ainda mais. Enclausuraram-se na minha garganta. Nos meus lábios. Nos meus olhos. Na minha mente. No meu coração. Na minha alma. Não querem abandonar o âmago do meu ser. Insistem em atormentar-me. Tal como já tinha dito, agora que tudo se estava a encaminhar... agora que eu já conseguia ver um resquício de luz no meio de toda a escuridão em que me encontrava... precisamente agora. Teriam de me cegar ou de me vendar os olhos. Tinha de voltar à escuridão que fora dilacerada pelas minhas lágrimas e pela dureza da realidade. Realidade que eu já não sei qual é ao certo. Faltam-me as palavras. Perco-as por aí. Algures. Talvez ao virar de qualquer esquina. Algures no Centro. Algures no Sul. Aqui. Aí. Comigo. Contigo. Connosco. Com o que ainda resta de nós. Neste momento, penso que o melhor é ficar calada. Muda em silêncios que têm tanto para dizer. Em sentimentos que têm tanto para expressar. Estou de novo perdida. Começava a encontrar-me de novo. A mim. A ti. A nós. Agora? Só vejo um misto de encontro e abandono. Mais dualidades contrastantes. Explica-me. De uma vez. O que sentes por mim? Sou minimamente importante? É que... já não sei. Dizes-me aquilo tudo... e hoje estás cá em Lisboa OUTRA VEZ e não me dizes nada? Por favor, explica-me apenas o porquê.s Só isso. Porquê? Não estou a perceber, juro! Achas que se eu fosse aí não te avisava? Óbvio que avisava. Eu quero estar contigo! Pois, se calhar é isso. Se calhar não queres estar comigo. Ou se calhar ainda não estás pronto para estar comigo. Ou se calhar nunca quiseste. Nem nunca irás querer. Ou se calhar não queres estar pronto. Não sei. Não sei nada. De novo. Antes das poucas coisas que sabia era que te amava e que tu me amavas. Pois. Já nem isso sei. Já só sei uma delas. Sei que te amo mais que tudo. Que sinto algo que nunca senti por ninguém. Que o sinto por ti. Tu? Já não sei. Dizes que queres vir cá. Que queres estar comigo. Curioso. Tens vindo cá muitas vezes ultimamente. Ainda mais curioso é que ainda não estivemos, efectivamente, juntos. Eu quero-o. Muito. Compreendo-te, por um lado. As pessoas conhecem-te. Provavelmente se nos vissem, iriam pensar algo. Ou não, não sei. Mas... se me amasses mesmo, estarias disposto a isso e muito mais. Lá está. Será que me amas? Será que algum dia sentiste algo por mim? Se calhar, tens vergonha de mim. Tens vergonha que o Mundo me veja contigo. Até que é compreensível. Não sou nenhuma deusa grega idealizada e cobiçada pelas mentes masculinas. Não tenho a tua idade. Não moro onde tu moras. Não sou modelo. Não me chamo Carla. Nem Mariana. Nem nada. Sou uma miúda. Uma fã
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Dualidades. Síncope. Dúvidas. Certezas. Possibilidades. Amor. Eterno. Genuíno. Será? Amo-te. *
Não vou dizer nada de especial desta vez. Aliás, não vou dizer praticamente nada. Não consigo. As palavras bloquearam ainda mais. Enclausuraram-se na minha garganta. Nos meus lábios. Nos meus olhos. Na minha mente. No meu coração. Na minha alma. Não querem abandonar o âmago do meu ser. Insistem em atormentar-me. Tal como já tinha dito, agora que tudo se estava a encaminhar... agora que eu já conseguia ver um resquício de luz no meio de toda a escuridão em que me encontrava... precisamente agora. Teriam de me cegar ou de me vendar os olhos. Tinha de voltar à escuridão que fora dilacerada pelas minhas lágrimas e pela dureza da realidade. Realidade que eu já não sei qual é ao certo. Faltam-me as palavras. Perco-as por aí. Algures. Talvez ao virar de qualquer esquina. Algures no Centro. Algures no Sul. Aqui. Aí. Comigo. Contigo. Connosco. Com o que ainda resta de nós. Neste momento, penso que o melhor é ficar calada. Muda em silêncios que têm tanto para dizer. Em sentimentos que têm tanto para expressar. Estou de novo perdida. Começava a encontrar-me de novo. A mim. A ti. A nós. Agora? Só vejo um misto de encontro e abandono. Mais dualidades contrastantes. Explica-me. De uma vez. O que sentes por mim? Sou minimamente importante? É que... já não sei. Dizes-me aquilo tudo... e hoje estás cá em Lisboa OUTRA VEZ e não me dizes nada? Por favor, explica-me apenas o porquê.s Só isso. Porquê? Não estou a perceber, juro! Achas que se eu fosse aí não te avisava? Óbvio que avisava. Eu quero estar contigo! Pois, se calhar é isso. Se calhar não queres estar comigo. Ou se calhar ainda não estás pronto para estar comigo. Ou se calhar nunca quiseste. Nem nunca irás querer. Ou se calhar não queres estar pronto. Não sei. Não sei nada. De novo. Antes das poucas coisas que sabia era que te amava e que tu me amavas. Pois. Já nem isso sei. Já só sei uma delas. Sei que te amo mais que tudo. Que sinto algo que nunca senti por ninguém. Que o sinto por ti. Tu? Já não sei. Dizes que queres vir cá. Que queres estar comigo. Curioso. Tens vindo cá muitas vezes ultimamente. Ainda mais curioso é que ainda não estivemos, efectivamente, juntos. Eu quero-o. Muito. Compreendo-te, por um lado. As pessoas conhecem-te. Provavelmente se nos vissem, iriam pensar algo. Ou não, não sei. Mas... se me amasses mesmo, estarias disposto a isso e muito mais. Lá está. Será que me amas? Será que algum dia sentiste algo por mim? Se calhar, tens vergonha de mim. Tens vergonha que o Mundo me veja contigo. Até que é compreensível. Não sou nenhuma deusa grega idealizada e cobiçada pelas mentes masculinas. Não tenho a tua idade. Não moro onde tu moras. Não sou modelo. Não me chamo Carla. Nem Mariana. Nem nada. Sou uma miúda. Uma fã
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