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domingo, 12 de maio de 2013

Incompreensão total de um amor supostamente verdadeiro mas aparentemente ilusório *

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Estou desfeita. Estranha. Dormente. Juro...não sei o que dizer. Não sei o que pensar. O que sinto não consegue ser explicado nem denominado.. Choro quando oiço as nossas músicas. Quando oiço músicas que me fazem lembrar de ti. De nós. Quando relembro a tarde de ontem. Quando relembro estes 9 meses. Quando lembro cada palavra. Cada momento. Cada sorriso. Cada lágrima.. especialmente as derramadas ontem. Chorei sem parar 3 horas seguidas. Quando dei por mim, estava num estado totalmente miserável e obscuro. Aquilo que se tinha passado não me parecia real. Agora que analiso um pouco mais, ainda mais confuso, inexplicável e absurdo me parece. Como? Porquê? O que foi aquilo? Foi absurdo. Foi patético. Foi... sem palavras. Estava pessimista. Bastante. Mas longe de mim esperar algo como o que aconteceu. Aliás, eu esperava tudo menos aquilo. Havia uma grande parte de mim que achava que algo mau iria acontecer, mas havia obviamente um resquício de esperança proveniente do âmago do meu ser. Da minha alma. Do meu amor por ti. Esperava que isto não acontecesse. Aconteceu. E eu não me conformo. De todo. Eu sei que me viste no concerto. É impossível não teres percebido que era eu. Olhaste directamente para mim. Olhaste-me nos olhos, vezes e vezes sem conta. Sei disso porque não tirava os olhos de ti. Eu sorri-te, como se fosse uma menina ingénua, mas sorri-te com todo o carinho do mundo, com todo o amor que tinha e tenho, com aquele brilho no olhar tão característico teu. Supostamente nosso. Porquê estas reacções da minha parte? Porque só nós sabemos tudo aquilo que partilhámos e a força superior a tudo que dizias que nos une. Unia, talvez. Não sei. O que sei é que esperámos.. ou talvez.. esperei.. meses para voltarmos a estar juntos. Sonhávamos por aquele momento. Ansiávamos algo assim. As saudades já se tornavam insuportáveis. Iríamos quebrar a maldita distância que nos une e íamos poder desfrutar de tudo mais uma vez. Era aquilo que estávamos sempre a implorar aos céus. E quando acontece finalmente, tu fazes isto. Estamos sempre a 300km de distância, ontem estávamos a escassos metros e nada aconteceu... agora estás perto de mim e nada me dizes. Custava muito teres vindo ter comigo? Eu tentei ir, juro que tentei. E teria ido, se não fossem as dores enormes na perna. É que sabes... fui a Alcântara de canadianas. Andei para baixo e para cima à procura daquilo. Subi e desci mais escadas que na minha escola numa semana. Pois. As dores eram insuportáveis, daí ter ficado sentada. Mesmo assim, ainda me levantei para ir ter contigo. Mas nada. Da primeira vez, com as dores, ia caindo, por isso, sentei-me de novo. Como se as minhas pernas não quisessem que eu fosse ter contigo. Se calhar iria ser pior. Se calhar, irias tratar-me como uma mera fã e eu iria ter simplesmente de engolir o choro em frente a ti e aos teus amigos. Do mal o menos, preferi fazê-lo enquanto cantavas. Não me magoaria tanto. Da segunda vez, levantei-me, olhei para trás e quando volto a direccionar o meu olhar na tua direcção, já lá não estavas. Num abrir e fechar de olhos, desapareceras. Percorri todo o espaço com o olhar e nada. Sentei-me de novo, mais desanimada. Quando regressaste, levantei-me. Pois. O David tinha acabado. Era a tua vez. Porquê? Entristeci, mas não desesperei por pensar que iria estar contigo depois de cantar. Tinha de ser. Não foi. Tive de ir embora mais cedo. Enquanto cantavas, tive de engolir em seco, levantar-me, com os olhos replectos de lágrimas incrédulas. Desde o momento em que me levantei até ao momento em que saí por completo da sala, não consegui tirar os olhos de ti, na esperança que olhasses para mim. Mas tinhas os olhos fechados enquanto cantavas. Até que, no último segundo, trocámos um último olhar. Viste as minhas lágrimas. Viste a minha dor. A minha desilusão. O que eu estava a sentir. Espero que tenhas entendido. Aquele olhar foi arrebatador. Esboçaste um sorriso. Sofrido, mas era um sorriso. Era sofrido porque reconhecia aquela tua expressão de dor disfarçada. Vi gelo a derreter-se nos teus olhos. Vi um sorriso receoso, mas sincero. Não soube interpretar. Nem agora sei. Tal como não sei interpretar nada do que aconteceu.. ou do que não aconteceu. E o episódio da tatuagem.. o que foi aquilo? Siim, eu vi. Mas não senti o que lhe fizeste, porque primeiro tens que me incluir verdadeiramente na tua vida. Aí sentirei tudo o que lhe fizeres. Não sei... não me conformo. Nem parecias tu. Não percebo por que não fizeste um esforço para me ver mais de perto, para me tocares, para me sentires, para estares comigo, ao fim de tantos meses ansiando e programando um reencontro que eu agora já não sei se era apenas um sonho. Eu queria que aquela tarde fosse simplesmente um pesadelo. Mas, agora defronto-me com uma possível realidade horrível de que estes 9 meses tenham sido um sonho. Sinceramente,  já não sei o que dizer acerca de nós. Se é que existe um "nós", porque entre o facto de veres as minhas mensagens e não me responderes e me ignorares quando me encontrava a escassos metros de ti, começo a achar que nada daquilo que me prometes, que nada daquilo que me disseste foi alguma vez real. Eu achava que não era apenas uma mera fã, sempre mo asseguraste. Mas parece-me que estou enganada. Que sempre estive enganada. Aparentemente, é assim que tratas "o teu verdadeiro amor". ''A primeira. A única.'', juro que não o esperava. Onde está o ''amo-te''? O ''quero-te comigo para sempre''? O ''nunca me deixes''? O ''Casa comigo''? Onde estão todas as promessas? Todas as palavras? Onde está o amor que tanto dizias sentir? Eu era sincera ao dizer que te amava. Aliás, o problema é que te amo demasiado. E sei que te vou perdoar. Mas neste momento, não consigo. Não me conformo e não acredito nesta desilusão. Nesta realidade confusa. Não sei. Parece que não foi real...  Aliás, parece que a memória de ontem é fraca, não é clara. Como já me disseram, a mente tenta diluir os piores momentos, embora normalmente não o consiga fazer. É verdade. É estranho. Tenho de me esforçar imenso para me lembrar dos nossos olhares. Do beijo mandado. Das festas à tatuagem. Da ignorância. Das minhas lágrimas. Dos sorrisos supostamente sinceros. Da desilusão. Da alegria e emoção momentâneas. Da despedida tão dolorosa. Lembro-me de estar agarrada à pulseira o concerto todo. Só. É a memória mais clara. Porque será? Porque era a única coisa que me unia a ti naquele momento. Eu não pude ir ter contigo. Mas... porque é que não foste ter comigo? Até o A foi. Passou para a varanda e parou para me cumprimentar. Porque é que não foste? Porquê? Sou assim tão insignificante? Já não sei nada. E tens noção que o facto de estares em Lisboa torna tudo ainda mais grave? É que.. não sei. Estás cá. E não me disseste. Passaste a noite e o dia cá. Tinhas dito que quando ficasses cá, passávamos a noite juntos na Baixa e no dia seguinte, levar-me-ias a passear. Pois. Mais uma promessa falhada. Não sei quando vais sair daqui. Dói ainda mais saber que estás perto de mim e que eu não posso ir ter contigo. Nem imaginas. Não sei se vais responder-me ou se vais, mais uma vez, ignorar as minhas palavras, mas, de qualquer forma, eu fico bem. Eu fico sempre bem. Que remédio. Tenho de ficar sempre bem. Porque no fundo, eu amo-te. Quando não te devia amar.  Porque pelos vistos, amo-te mais do que alguma vez me vais amar (se é que alguma vez me chegaste a amar. Se é que as tuas palavras eram verdadeiras). O problema é esse. Independentemente disto, eu amo-te. Mas tu não me amas. Eu não quero acreditar, mas foi mais ou menos isso que me mostraste. E isso dói. E parece que não consigo acabar isto sem dizer que te amo. Por isso, amo-te mais do qualquer coisa. Mas desiludiste-me como ninguém. Preciso de respostas. Urgentemente. Não ignores isto, porque senão, também me estarás a ignorar a mim e a estes meses. Mas continuo a amar-te. Estúpida, han? Parece que não consigo controlá-lo.

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