tenho tantas saudades tuas. saudades que já nem cabem no peito. que transcendem o meu corpo e a minha alma. que me causam mais dores que uma bala, mas que me fazem tão, tão bem. fazes-me quase tão bem como o mar. mas fazes-me quase tão mal como uma enxaqueca. és o meu perfume adocicado. a minha dor de cabeça constante. algo me quer libertar de tudo isso, mas simultaneamente, há algo que não me deixa libertar-me, que não se quer libertar. e no meio de tantos heróis, nós somos perdedores. mas no meio dos perdedores, somos heróis gloriosos. somos o que somos. fomos o que fomos. completos, embora de forma incomum. será que até aquilo que quase roçava a perfeição pode simplesmente acabar? assim? supostamente a morte seria o fim de uma vida. mas as inúmeras especulações acerca da suposta vida depois da morte fazem-me pensar. será que haverá uma vida depois da morte daquilo que tínhamos? será que estamos mortos ou vivos? ressuscita-me. ressuscita-nos. faz com que a vida depois da morte seja ainda melhor do que a primeira. faz com que
valhamos a pena, nem que seja só por uma vez.

quero-te mais do que é seguro alguém querer alguém. não saber lidar com o que amo é o meu forte.
ResponderEliminarmas desafio aceite.