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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

- o que é que se passa?
- nada, porquê?
- de certeza?
- sim... mas porquê?
- estás estranha. o que é que se passa?
- estou normal, não sei, não dormi muito bem
- só isso?
- sim, claro, que mais poderia ser?
- hm, não sei, tu não estás bem, eu conheço-te.
- fogo, acabaste de me ver e sabes num segundo se estou bem ou mal? e eu a pensar que era eu o mamadu *risos*
- não sou nada disso, mas sei ver quando estás bem e quando não estás, é óbvio
 sinto-o a aproximar-se. recuo e encosto-me à parede. ele olha-me nos olhos durante vários segundos.
- esses teus olhos não me conseguem mentir
- eu estou bem, não te preocupes.
- impossível
- vá vá, eu estou bem. isso são tudo saudades minhas ou estás a ficar lamechas? *rimo-nos e eu dei-lhe uma chapada ao de leve na cara*
*ele agarra-me na mão* - bem, até que posso ter um bocadinho de saudades tuas, vá
- sou inesquecível, eu sei *risos*
- mas continuo preocupado contigo. de certeza que estás bem?
- sim, a sério, só preciso de descansar
- espero que sim, não gosto de te ver assim, quero ver-te estúpida como sempre
- ah mas isso nunca muda *risos*
- ainda bem que é assim
sinto-o a aproximar-se mais. apercebo-me que não me posso mexer para lado nenhum. porreiro. sinto os olhos deles cravados nos meus. só quando ficámos a milímetros de distância e senti as suas mãos frias no meu rosto quente é que senti o meu corpo estremecer, provavelmente de desconforto. baixei ligeiramente a cara e os lábios dele tomaram o rumo da minha testa e nesse momento, abraçou-me com força. acho que precisava de um abraço desde que acordei. e ter sido de uma pessoa tão minha amiga e que me conhece tão bem, tornou-o ainda mais reconfortante. obrigada por, com gestos simples e muita brincadeira à mistura, nunca teres deixado de estar aqui para mim.
foi só um dia mau, um momento de vulnerabilidade, nada mais.

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