perdi-te.
será? será que te perdi? perdi os teus olhos quentes, intensos e hipnotizantes.
perdi o sorriso em que me viciei em segundos. perdi o teu corpo, a tua alma,
que aos meus olhos se assemelhavam a água cristalina. perdi os teus beijos, os
teus abraços e as tuas palavras. perdi parte de mim. perdi tudo isto. perdi a
chama que me aquecia, que tão depressa me arrepiava quando tornavas teu tudo
aquilo que era meu. que tão depressa me encantava quando me fazias sentir
plenamente feliz. perdi aquele abraço tão apertado, tão sentido. aquele abraço
só teu. perdi a luz das estrelas, brilhantes, singelas, lindíssimas, que agora
ao olhar o céu, nunca mais consegui ver, pelo menos não da mesma forma ou com a
mesma intensidade. perdi aquilo que achava meu, mas que desde cedo morava
contigo e só contigo. aquilo que parecia pertencer-me, quando na verdade não
pertencia a mais ninguém a não ser a ti. perdi o meu coração aliado ao teu, o
meu corpo colado ao teu, ambos abraçados a ti no teu abrigo que me fazia sentir
tão segura e protegida. que amor era este que me ativava de tal forma os
pulmões ao ponto de me fazer esquecer a existência da estúpida asma? que amor
era este que me fugia pela boca como notas musicais? que amor era este,
que parecia maior que o tempo e que a vida, maior que o sorriso que esboçava
contigo? que amor era este que fazia os poros gritar, colados corpo a corpo.
que raio de amor era este? que bombeava sangue ao meu coração e me fazia sentir
as coisas mais inexplicáveis? que amor era este? que amor é este? que amor é
este que me faz ainda assim amar-te, sem saber, nos silêncios diários forçados,
nos silêncios à tua espera, nos sonhos e nas insónias. que amor era este que
num ápice, acabou?simplesmente. que raio de amor era este? que raio de amor é
este? ainda
não te consegui esquecer ou tirar-te da minha mente. juro que estou a
esforçar-me, mas há algo que me trava. não consigo esquecer os teus olhos cor
de mel cravados na minha pele. não sei o que é viver sem o tremer das pernas e
sem aquela sensação cliché das borboletas na barriga de cada vez que te via,
ouvia a tua voz ou ouvia simplesmente o teu nome. não sei o que é viver sem
essa pessoa que tanto me encantava como me enlouquecia, também no bom sentido.
quero-te, sinto-te comigo, mesmo que estejas longe. sonho com o pecado e quero
o impossível. será pecado querer-te só para mim? já te devia ter esquecido, mas
há algo muito mais forte que eu que me domina, até mais do que tu me dominavas,
mesmo sem quereres. penso que mesmo que avance e siga em frente, até podem
passar anos e anos e mil noites às escuras, que serás sempre tu a iluminar o
meu dia, a proteger as minhas fugas e a dar-me força para respirar. por mim, nunca teria de desistir de ti. até as pedras da
calçada choram por ti, sentem a tua falta. o que é de ti? onde estás? porque é
que foste embora? nem imaginas a falta que me fazes. nem tu nem ninguém. tenho
saudades de tudo em ti. de cada recanto. do teu perfume, do teu toque e do teu
sorriso. tenho saudades das palavras que me sussurravas sem sequer dizeres
nada. tenho saudades de tudo em ti. tenho saudades tuas, minhas, nossas.
fazes-me falta, mas tenho de viver sem ti.
perdi-te. perdemo-nos.
será que
algum dia nos vamos voltar a encontrar?

Que lindo, as tuas palavras têm um gostinho especial
ResponderEliminarMuita força!!!